O Inferno São os Outros

12 12UTC Novembro 12UTC 2009 Bruna Pinheiro Deixe um comentário

Essa música simplesmente não para de tocar no meu mp3, no meu celular e principalmente no meu computador, que é onde eu tenho passado a maior parte do tempo essa semana, isso por conta de seminários, provas, textos e textos, êita curso pra dar trabalho é Jornalismo, nunca vi…

Tá, mas voltando a música! “O Inferno São os Outros” é uma das faixas do CD Acustico do Detonautas, que confesso, nunca foi minha banda preferida, eu sempre ouvia algumas músicas e tal, mas agora  não paro mais de ouvir, posso dizer que virei fã, fã mesmo! A música é linda, a letra mais ainda, aliás, o CD inteiro tá muito legal, ótimo de ouvir, recomendo!

E para aqueles que ainda pensam que letras de rock não tem nada, só gritaria, leia isso.  Parabéns Tico Santa Cruz, um dos “cabeças” do rock nacional, o cara lê Sartre, ok?!

O Inferno São os Outros
O que seria da tua beleza
Se eu fechasse os meus olhos pra você
O que adiantaria essa tua ideologia
Se tua própria liberdade se transformasse em opressão
Escute o meu silêncio

Talvez você nem tenha percebido
Que eu te quis também
Se ao menos eu pudesse te mostrar
Que o inferno são os outros

Você não quis me escutar
E o tempo não parou
Vou sair pra ver o sol
Vou mentir e dizer que eu não sou feliz
Vou sair pra ver o sol

Deixo a porta aberta se quiser voltar
Mas saiba que eu também consigo viver só
A solidão que me ensinou a ser mais forte e a qualquer lugar eu vou sem medo

Você não quis escutar
E o tempo não parou
Vou sair pra ver o sol
Vou mentir e dizer que eu não sou feliz
Vou sair pra ver o sol
Vou mentir e dizer que eu não sou feliz.

Caso Uniban

8 08UTC Novembro 08UTC 2009 Bruna Pinheiro 7 comentários

Confesso que essa história da “garota Uniban” tem me deixado inquieta, mas como já li muita coisa em blogs e sites, deixei passar e não escrevi nada, estava esperando ver em que pé essa história ia dar, e olha só no que deu: a garota foi expulsa da universidade! Fala sério, isso merece um post, então lá vou eu…

Pra quem não conhece a história (o que eu acho bem difícil), é o seguinte, uma aluna do curso de Turismo foi assistir um dia de aula com um vestido vermelho curto, até aí, tudo bem, a coisa ficou feia quando alguém se achando com moral o suficiente pra julgar uma pessoa e começou uma reação contra a garota e no fim a universidade toda parou pra humilhar e fazer com que ela fosse retirada (escoltada!) de lá. Além de todo esse absurdo, os alunos da Uniban conseguiram piorar a situação, já que filmaram tudo e jogaram no YouTube pra quem o país inteiro pudesse ver o “show da idiotice” feito por eles.

Aluna sendo expulsa da Uniban

Aluna sendo expulsa da Uniban

Sinceramente quando vi o vídeo, não entendi o motivo de toda aquela confusão, só por causa de um vestido curto? Quantas vezes já vi gente bem pior vestida ou (des)vestida e nada aconteceu, não sai xingando e nem condenando. Eu jamais me vestiria da forma como essa menina, mas também não posso dizer se ela está certa ou errada, assim como também não gosto de ser julgada pelos outros pela minha roupa, ou meu cabelo, ou qualquer outra coisa que possa ser julgada por alguém. Tá, tá, considerando que ela estava indo assistir aula, a roupa podia estar um pouco exagerada, mas isso é motivo pra tudo aquilo? Claro que não!

Com toda essa situação fiquei pensando em como esse mundo ainda é machista, pode ser porque estou lendo um livro sobre o feminismo que essa coisa esteja mais aflorada em mim, mas de certa forma, por vezes me sinto em séculos passados, quando a mulher não era nada, não tinha direito a nada, era humilhada por qualquer coisa, nem parece que estamos no século XXI, que a  mulher já conquistou tantos direitos, o direito de votar, de estudar, de escolher uma profissão, de trabalhar, de escolher se quer casar ou não, de se separar,  e de escolher até o que vestir!

WeCanDoItPoster

We Can Do It??

Essa sociedade é mesmo muito machista, duvida? Se um homem sai sem camisa, ninguém fala nada, é capaz até de ser elogiado pelo corpo sarado, se ele tiver, mas se uma mulher sai com um vestido curto, é puta, vagabunda e tem que ser expulsa da universidade, é ou não é ridículo isso?! Já falei e volto a repetir, ela pode não estar certa de ir assistir aula daquele jeito, mas não justifica o comportamento daqueles alunos retardados, respeito é bom em qualquer lugar, ainda mais num local onde por princípio as pessoas entram pra sairem melhores. Se bem que andei dando uma lida e essa Uniban tem um histórico não muito confiável, aí dá pra entender a atitude de expulsar uma aluna que foi humilhada nacionalmente ao invés de ir atrás dos responsáveis pela humilhação. Ridículo!

 

 

 

 

The Kooks salva!

5 05UTC Novembro 05UTC 2009 Bruna Pinheiro 1 comentário

Não gosto muito de fazer post quando estou com raiva, mas é que hoje eu realmente preciso escrever, então, paciência! Sabe quando o mundo conspira contra você? Pois é, isso aconteceu comigo hoje, tudo que podia dar errado, deu, foi raiva desde cedo até agora noite.

Não vou entrar em muitos detalhes, só dizer que o povo daquela universidade, os objetos eletrônicos a minha volta e meus queridos pais fizeram um pacto pra me destruir hoje, nem o Rott deu uma trégua… Só pra compensar vou colocar uma das poucas coisas que deram certo hoje: The Kooks! Ouvir os CD’s deles é uma das poucas coisas me acalmam, ainda mais se a música for Naive. (amo demais!)

1-0-0

31 31UTC Outubro 31UTC 2009 Bruna Pinheiro 3 comentários

Sim, o meu criado mudo chega ao seu 100º post! Pra mim, sinceramente, isso significa que pela primeira vez tenho um blog que deu certo, em menos de 1 ano já postei tudo isso, legal né?! Bom, pelo menos parece que está legal não só pra mim, mas pra outras pessoas também, já que tenho recebido visitas muito interessates, com comentários legais, que embelezam mais ainda meu bloguito, obrigada a todos!

Primeiros cem da longa estrada...

Como já vi em alguns blogs por aí quando comemoram alguma data importante vou fazer o mesmo e colocar aqui os 10 posts mais lidos, aí quem não leu ainda pode ler…Aliás, foi ótimo fazer isso, reli algumas coisas que nem lembrava mais que tinha escrito e ainda respondi uns comentários.

10 mais lidos!

Classe Unida (29/06) – 197
Preparativos… (21/03) – 108
Dan Stulbach (17/07) – 71
Meus vencedores (01/10) - 68
13 de julho é feriado? Não! É dia do Rock (13/07) – 47
Escucha! (17/05) – 43
Show do The Kooks (22/06) – 29
Antipatia: ataque ou defesa? (14/03)  - 28
God save Brighton!! (06/03) – 27
Rott & Me (05/03) – 25

Tudo isso não importa muito, saber quantas visitas o blog recebe, ou se tem muitos comentários, mas saber que estou fazendo uma coisa com  qual me identifico bastante e aprendo também, enfim, foram os primeiros 100 posts, ainda tem muito mais pela frente!

Me dê motivo!

30 30UTC Outubro 30UTC 2009 Bruna Pinheiro 3 comentários

Sabe quando você vê uma coisa e não consegue ficar sem dar uma opinião? Pois fiquei assim nesse exato momento… Estava eu dando minhas “voltas” pelo YouTube quando me deparei com um vídeo impossível de não se comentar:

Bom, começando pelo começo, admiro muito o trabalho do Álvaro Pereira Júnior e sinceramente tirando umas 2 ou 3 músicas, quem é Ed Motta?? O sobrinho frustrado do gênio Tim Maia que nunca chegará ao seus pés. Tá, deixando uma pouco a raiva de lado, vamos aos fatos…

Estava indo tudo bem, o Álvaro contando sobre sua experiência como colunista de música, aí o Frejat deu sua opinião, bem sensata aliás: todo mundo tem direito de se expressar, desde com respeito, aí vem o estraga noite da vez, Ed Motta, e fala uma asneira sem tamanho, pior, parafraseando Frank Zappa (nada contra!). Olha a pérola do revoltadinho: “Quem sabe faz, quem não sabe ensina e quem nem isso consegue fazer vira crítico”.

Achei completamente ridícula essa frase, se é mesmo do Zappa ou sei lá de quem, prova o desconhecimento sobre a crítica musical. O crítico musical, assim como qualquer outra pessoa é alguem que por gostar tanto de musica decide se dedicar a ela com papel e caneta na mão, e não um frustrado que não conseguiu se dar bem na música (assim como o Ed Motta (??), por exemplo).

Não entendi a revolta do Motta, eu sei que ele é meio mau-humorado, mais uma vez querendo ser o Tim Maia, mas um pouquinho de educação não faz mal né? O Tim era mau-humorado e ao mesmo tempo engraçado, tem como? Claro que sim, só sendo ele, e isso não é pra qualquer um não.

Só pra encerrar, um cara que se diz tão inteligente e culto quanto esse Motta, dizer que o crítico musical  – que antes de tudo é um jornalista -, é como uma “mosca que eu mato em 3 minutos”, é mais que do que falta de educação e desrespeito, é burrice e ignorância! Nunca tive saco pra ouvir as músicas dele, não suporto cantor de “embromação” que fica só fazendo sons estranhos com a voz e cantar que é bom nada, depois dessa então, jamais! Sou muito mais assistir as matérias do Álvaro e ouvir as músicas do Tim, ok?!

P.s: Sou completamente looooooouca por “Festa de Santo Reis” e vendo esses videos bateu uma tristeza pelo Tim. Saudades do gordinho doido!

 

Filmes da semana

27 27UTC Outubro 27UTC 2009 Bruna Pinheiro 2 comentários

Fazia tempo que queria escrever sobre uns filmes legais que eu tenha visto, mas nas últimas semanas tive pouco tempo e não vi muita coisa, mas essa semana deu pra “tirar o atraso” e ver 4 ótimos filmes e um documentário: A Verdade Nua E Crua, Thelma e Louise, Beleza Americana, The U.S. vs John Lennon e Meu Nome Não é Johnny.

Na segunda-feira (dia de promoção no cinema!) fui ver “A Verdade Nua e Crua”, filme muito legal, bom pra dar boas risadas e pensar também que muitas vezes nós vestimos um personagem pra agradar aos outros e nunca dá certo, pode dar certo por um tempo, mas depois a verdade sempre aparece, nua e crua, como no caso da Abby, feita pela linda Katherine Heigl, que de tão desesperada pra conseguir logo um namorado, passa a seguir as dicas de um “conhecedor” do universo masculino, feito pelo não tão lindo, mas talentoso Gerard Butler. O final é legal demais, não vou contar, mas chega-se a conclusão de que realmente homens e mulheres são seres completamente diferentes.

No sábado, aproveitei uma gripe chata pra ficar na frente da televisão vendo filmes, a idéia era ver três em seguida, ia dar certinho os horários, acabei perdendo Jumper, mas tudo bem, vi (ou melhor, revi) os outros dois.

Lembro de ter visto Thelma & Louise há muito tempo atrás e  talvez porque na época eu não desse o valor que dou hoje aos meus amigos, principalmente as minhas amigas, não tenha gostado tanto assim quanto gostei dessa última vez que vi. Quando essas duas amigas decidem largar tudo pra tentar ser pelo menos um pouquinho mais feliz, ou viver alguns instantes de felicidade, descobrem que a amizade que elas tinham era suficiente pra encarar todas as encrencas em que se metem. O filme é hilário o tempo todo, mas as cenas finais são dramáticas, com direito a perseguição da polícia e tudo, mas ainda assim a amizade das duas prevalecem.

Beleza Americana é um daqueles filmes que se você não prestar atenção no significado real, vai achar que é só mais um filme sobre um coroa que fica de olho numa garotinha, mas não é isso. O filme vai além desse clichê hollywoodiano, ele aborda o lado melancólico e até deprimente da sociedade americana, que acaba refletindo em todas as outras, já que é ela quem dita as regras para as demais. Eu parei pra pensar no que levou aquele homem a aguentar aquela mulher que ele não amava mais, aquela garota que tinha vontade de matar o próprio pai, o militar que não olha pro filho traficante, a garota que finge ser a pegadora, e tudo isso ser considerado “normal” pras pesssoas daquele lugar, aí vi que ninguém via nada errado porque não queria ver, ou seja, é mais fácil fingir que está tudo bem do que encarar a realidade e ver que a vida não é tão bela assim, e que a tal beleza americana ou o american way of life não existe.

Domingão foi dia de documentário musical, e que documentário: The U.S. vc John Lennon. Baixei ele pra gravar pro meu pai, que queria muito ver, aí aproveitei que ele estava de bobeira no meu computador e assisti. Na verdade o documentário não é musical mesmo tratando do Lennon, ele é totalmente político, revelando uma estratégia do governo americano do Nixon na tentativa de calar a voz de alguém que não só estava se opondo a política belicista dos EUA como também incentivando jovens e cidadãos a se oporem junto. O documentário mostra o popstar John Lennon em suas ações pacifistas pelos EUA, seu contato com os líderes revolucionários da época, como os Panteras Negras, mas o lado mais legal do filme é ver o Lennon real, alguém que tem medo, que teme pela sua vida, mas que mesmo assim não parou, enfim, uma bela lição de vida: Dê Uma Chance a Paz!

Pra encerrar a semana cinematográfica, dei a sorte de ver Meu Nome Não é Johnny, sorte porque na época que passou nos cinemas eu não consegui ver e na segunda, exatamente 5 minutos antes de começar a passar o filme eu cheguei no canal, mais uma vez, viva o controle remoto!

Bom, o filme como quase todo mundo sabe, conta a história do João Estrella, um playboy carioca dos anos 80 que viu sua vida ir ao fundo do poço por causa das drogas e logo depois sua entrada no tráfico, que pra ele não era tráfico, já que em uma cena do julgamento ele diz: “não uso armas, não mato ningúem, não tenho quadrilha, só vendo cocaína pra poder consumir” (uma obsevação: Selton Mello consegue fazer qualquer papel ficar incrivelmente maravilhoso, adoro!) . À primeira vista esse discurso pode até convencer muita gente, como até a juiza do caso, mas eu penso que as coisas são bem diferentes… Tenho uma visão muitas vezes radical em consideração as drogas, ao tráfico então sou mais radical ainda, mesmo que ele realmente não tenha sido um típico traficante, ele mata sim pessoas, ele destroi sim vidas, porque ele vende drogas, tá, podem pensar: “nossa, que caretona atrasada!”, mas eu penso assim mesmo. Quando penso nos meninos do morro que não tem chance nenhuma na vida, e veem no tráfico a única e talvez única mesma, chance de ser algúem e ganhar dinheiro, digamos que seja “mais” aceitável, agora um cara que tinha teoricamente tudo pela frente, estragar a própria vida por conta disso é outra questão.

Ufaa, chega de filmes por enquanto… só pra constar: filmes que perdi a chance de ver nesses dias – Jumper, Bastardos Inglórios e Laranja Mecânica. Vou ter que dar um jeito de ver os dois primeiros, e Laranja só queria rever, queria…

 

 

20 ou Twenty? Tanto faz…

23 23UTC Outubro 23UTC 2009 Bruna Pinheiro Deixe um comentário

Tanto faz por quê? Simples, a banda é boa de qualquer jeito, escrevendo 20 ou Twenty é  a banda desse mês da lista do Ouça!

Matchbox Twenty

Matchbox Twenty

Matchbox Twenty é uma banda norte-americana que tem um vocalista alemão, o Rob Thomas, que tem também uma carreira solo,  e que eu ouço já tem um tempão, então, obviamente eles estão na lista dos meus CD’s mais ouvidos, no caso, escolhi o primeiro deles, de 1996, mas depois coloco os outros. O importante é que eles merecidamente chegaram aqui no meu criado mudo!

Yourself Someone Or Like You no Ouça!

O futuro está aí…

20 20UTC Outubro 20UTC 2009 Bruna Pinheiro Deixe um comentário

É minha gente, não adianta não: a internet chegou realmente pra ficar! Além de ficar, ela também está “invandindo” tudo com uma rapidez realmente impressionante, então, o melhor que as grande empresas de comunicação devem fazer é se adaptar a isso, a BBC foi uma das primeiras, logo, todas terão que fazer também.

BBC cria cargo de editor de mídia social
Com o intuito de investir cada vez mais em redes sociais e se adaptar ao cenário da mídia mundial, a BBC acaba de criar o cargo de editor de mídia social. O profissional, que vai trabalhar no escritório na Inglaterra, tem como função explorar cada vez mais as novas mídias. “Como outras muitas novas organizações, estamos no início de algo muito novo”, comentou Nic Newman, chefe de Tecnologia e Mídia da BBC.

“Nós reconhecemos a importância das ferramentas de mídias sociais. Com esse novo cargo, estamos coordenando as melhores práticas. A decisão de ter um editor de mídia social é o melhor caminho para entender como elas funcionam”, continua ele.

A BBC também vai investir num novo site, para dar ênfase às novas mídias.

Fonte: Comunique-se

Acho isso ótimo, é bom para as pessoas, para os profissionais e principalmente, bom para o Jornalismo, embora algumas pessoas ainda pensem que a internet é uma inimiga do jornal, ou do jornalista, discordo plenamente. Ela é uma ferramenta excelente e pode e deve ser usada para benefício da informação. Boa sorte para a BBC!

 

 

In My Life

19 19UTC Outubro 19UTC 2009 Bruna Pinheiro Deixe um comentário

To my dad!