Ela que nunca ligou para sentimentalismos baratos. Que sempre evitou abraços coletivos ou demonstrações exageradas demais.
Ela que nunca gostou de ficar perto de muita gente. Que sempre preferiu ouvir mais do que falar.
Ela que nunca soube demonstrar quando ama. Que sempre sabe como demonstrar que odeia.
Ela que nunca foi de pedir desculpas. Que sempre fez questão de tirar satisfação.
Ela que nunca foi de mentir para agradar alguém. Que sempre desagradou por falar quando não deveria.
Ela que nunca foi à Lua. Que sempre está de olho nela todas as noites.
Ela que nunca soube até onde iria chegar. Que sempre soube que onde vai chegar é uma incerteza, talvez não aconteça, ou talvez aconteça, mas não como ela pensa que será.
Ela que nunca gostou do “e se”, quer saber “quando é mesmo?”

“Ch-ch-ch-ch-Changes
(Turn and face the strange)
Ch-ch-Changes
Don’t wanna be a richer man
Ch-ch-ch-ch-Changes
(Turn and face the strange)
Ch-ch-Changes
Just gonna have to be a different man
Time may change me
But I can’t trace time.”
Curti a música do Bowie, brother!
Thanks!