meu criado mudo

Mais um ciclo que se acaba!

24/12/2009 · 5 Comentários

Não, isso não é um post natalino, até porque não tenho talento pra fazer isso, o fato é que o tempo foi passando e estava quase esquecendo de fazer esse post tãããão esperado, sim, ele mesmo: o post do fim do 3º semestre da faculdade! Sério mesmo, esperei por esse momento desde a primeira semana de aula há 1 ano atrás. Apesar de ter sido um ano corrido com três semestres terríveis, estressantes, angustiantes, mas também, alegres, divertidos, produtivos e cheeeeeeeeio de coisas novas na minha vida. Então, analisando bem até que não foi tão ruim assim.

Bom, vamos aos fatos: descobri que queria fazer Jornalismo “por acaso”, nunca tinha parado pra pensar no que faria da minha vida no futuro,até que cheguei no 3º ano do Ensino Médio e tinha professores falando em vestibular antes de desejar “bom dia”, ou seja, tinha que escolher que bolinha eu ia pintar no cartão de inscrição, aí depois de pouco pensar cheguei a uma conclusão bem simples e óbvia: quero ser jornalista! Acho que quem já leu um pouquinho meu blog deve saber da minha paixão contínua por esse ofício.

I wanna be... journalist!

Quando decidi que seria Jornalismo mesmo, prestei meu primeiro vestibular (uma vergonha!) e não deu, fiz 1 ano massacrante de cursinho (não recomendado pra quem tem saco cheio) e ufa!, passei. Passei, mas entrei pra segunda turma no meio do ano, ou seja, fiquei 6 meses em casa sem fazer nada de muito produtivo -  isso inclui uns 2 blogs péssimos-, só pensando como seria estar numa faculdade. Depois de tudo isso, finalmente pisei numa faculdade, dessa vez como aluna, já que conhecia muito bem a UFMT desde a infância onde passava meus domingos andando de patins por aqueles espaços enormes e enlouquecendo meu pai, até quando participei do movimento estudantil e estive presente por lá mesmo ainda não sendo uma universitária.

Não tinha conhecimento do chamado “tronco-comum” até saber que teria que passar por ele, pra mim eu já iria entrar direto vendo o que é o Jornalismo, mas não cara Bruna, você teria que encarar 3 semestres ao lado de pessoas mais diferentes possíveis de você: alunos de rádio/TV e publicidade! E põe encarar nisso, foi 1 ano e meio com muitas histórias chatas pra contar, mas também muitas coisas boas pra eu me lembrar e até posso dizer que jornalistas e publicitários podem ter uma convivência “pacífica” durante um tempo, desde que esse tempo seja curto… Chega de teorias, agora é hora de por em prática tudo que está acumulado e não vejo hora disso começar logo! Só uma coisa ruim disso, vou deixar de conviver diariamente com 2 pessoas muito especiais, uma publicitária e outra radialista (não sei se ela vai ser radialista, mas faz rádio e Tv!), mas em compensação, Priscilla vai me aturar por mais 5 semestres! Êita coisa boa.

Uma publicitária, uma radialista e duas jornalistas amigas, acreditam?!

p.s. 1: sem sentimentalismo, mas sem elas o caminho não teria sido tão bom e as risadas não teriam sido as melhores!

p.s. 2: desculpem pelo post enorme, mas é difícil resumir 3 semestres em poucas linhas, ok?!

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The O.C. – Segunda Temporada

24/12/2009 · Deixe um comentário

Aêê, acabei a segunda temporada de The O.C.! Diferente da primeira não estou chorando, menos mal! Fui dar uma olhada no post que eu fiz quando terminei a primeira e me impressionei: 29 de julho, ou seja, quase 5 meses pra eu ver 24 capítulos! Vida no terceiro semestre da faculdade não é vida, só isso…

Família Cohen e seus "agregados" problemáticos

Bom, mas o importante é que eu terminei de rever metade de The O.C., faltam mais duas temporadas, e é claro que eu não vou conseguir terminar até 2010 chegar, mas vou tentar pelo menos a terceira até o ínicio das aulas ano que vem, isso que eu consigo! Só mais uma coisa sobre essa série, que pra mim é a melhor de todos os tempos, hoje a revista Monet lançou uma lista com as  15 séries mais influentes da década e adivinha qual está lá? Sim, The O.C. em 5º lugar! Pra ver a lista completa, tá aqui. E quem diz que essa série é passado tá muito enganado, ok?!

Como todo mundo sabe a trilha de The O.C. é tida como uma das melhores, inclusive já postei sobre isso também (sim, sou viciada em listas!), uma das melhores não, a melhor segundo o site especialista em séries Seriemaniacos, então, escolhi as melhores faixas da segunda temporada e fiz um “Top 5″ pra musicar esse post!

1. Smile Like A Meant It (The Killers)

2. Hide And Seek (Imogen Heap)

3. Na Na Na Na Naa (Kaiser Chiefs)

4. On The Table (A.C. Newman)

5. Trouble Sleeping (The Perishes)

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Brittany Murphy

21/12/2009 · 2 Comentários

Fiquei tão surpresa com a notícia da morte da Brittany que foi impossível não fazer um post sobre isso, não pela morte em si, já que morrer todos nós vamos, mas pela perda mesmo. A Brittany é daquelas atrizes que poucas pessoas citam o nome de cara, ela não faz parte das grande rodinhas de Hollywood nem é uma “diva”,  mas se você for parar para lembrar já viu muitos filmes dela e muitos bons graças a excelente atuação dessa jovem atriz de 32 anos. (!)

Ela estava no elenco de “Garota Interrompida”, um dos meus filmes preferidos de todos os tempos, ela também fez “8 Mile- Rua das Ilusões” incrivelmente ao lado do Eminem, claro que vou citar “As Patricinhas de Beverly Hills” porque esse filme passava toda semana na Sessão da Tarde quando eu era criança e óbvio que eu adorova a personagem dela, me identificava com as roupas estranhas dela…. teve também “Recém Casados” com o Ashton Kutcher, em “Reféns do Silêncio” ela arrepiou e o filme que pra mim é o melhor dela, “Grande menina, pequena mulher” ao lado da linda Dakota Fanning!

Brittany Murphy

Esses lindos olhos grandes farão falta no cinema.

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Ser (des)umano

21/12/2009 · Deixe um comentário

Assistindo ao Fantástico de hoje me deparei com a reportagem sobre a barbárie que fizeram com o garotinho baiano de 2 anos perfurado por mais de 30 agulhas pelo seu “padrasto”, essa história desde o começo me deixou com muito nojo do ser humano – se é que se pode chamar aquele monstro disso – fiquei pensando nos animais que por mais selvagens que possam ser jamais fariam algo desse tipo, e mais ainda, fiquei imaginando o que passa na cabeça de alguém para cometer um crime tão perverso quanto esse.

Quando vi aquele homem contando o que tinha feito com tanta frieza e sem o mínimo de remorso a minha vontade era de atravessar a televisão e dar uma surra nele! E quando pensei que esse menino pode sofrer pelo resto da vida minha raiva só aumentou. Nunca fui muito fã de crianças, quem me conhece sabe das minhas histórias com elas, mas aceitar uma coisa dessas eu jamais faria. Tudo isso me fez analisar um pouco o quanto vale a vida hoje…

O “padrasto” da criança disse que fez isso pra prejudicar a ex-mulher dele, como assim??  Quer dizer agora que se vinga matando crianças? Credo! É nessas horas que me dá uma vergonha de fazer parte dessa raça que mata seus próprios semelhantes, nós homens (e digo “nós” porque em devidas proporções somos capazes de fazer maldades inimagináveis com outros seres) nos consideramos tão evoluídos que somos incapazes de julgar ações cometidas por nós mesmos, ou até de olhar outras seres mais evoluídos que nós, digo isso porque hoje assisti um documentário sobre a ilha de Galápagos onde um grupo de aves deixavam seus filhotes escondidos enquanto saiam pra caçar, mas voltavam imediatamente quando percebiam que seus filhotes estavam correndo risco de vida, e mais, avisavam as demais aves para ajudar na defesa dos seus. E o mais lindo de tudo: as aves íam!

É… ainda temos muito a aprender, uma pena que até lá muitos inocentes ainda terão que sofrer nas mãos de criminosos desalmados. Torço de verdade pra que esse menino saia com vida de tudo isso e que possa ter uma vida melhor apesar dessa tragédia.

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Adam Brody

15/12/2009 · 1 Comentário

Hoje é aniversário de um dos meus atores preferidos,  o lindo (sagitariano) Adam Brody! Quem não conhece essa criatura não sabe o que está perdendo…

Adoro o Adam não só porque ele é o Seth Cohen de The O.C. (meu seriado prefrido!), mas porque ele é muito “gente boa”, além de ser lindo como eu já falei! Bom, ele está fazendo 30 anos e continua com essa cara de 20. Até hoje não sei se o Seth foi inspirado nele ou ele que acabou ficando igual, mas não interessa, gosto dele do mesmo jeito. E sim, já tive uma apaixonite aguda (ainda tenho!) por ele como toda garota que vê The O.C., sou mais ele que o Ryan! Ele e a Rachel Bilson formavam um dos casais mais cool de todos, mas terminaram. Ok, fofocas a parte, o aniversário é do Adam, mas quem leva o presente é o meu criado mudo com belas imagens suas!

Adam Brody

30 anos, onde?!

Pra encerrar esse post lindo, achei um vídeo muito engraçado do Adam nas gravações de The O.C., vale a pena ver o sorriso lindo do meu muso!

Happy Birthday Adam Brody!!

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Basia Bulat

10/12/2009 · 3 Comentários

Este post é pra falar de uma canadense que não sai do meu ouvido: Basia Bulat! Descobri essa maravilha há umas 2 semanas quando estava num blog sobre folk (foi mal não ter copiado o link aqui, porque ele é muito bom), tinha um post sobre o 1º CD dela, corri pra baixar “Oh, My Darling” e pra minha alegria: A-M-E-I!

Basia Bulat

O som dela é meio folk, meio indie, meio pop, enfim, é uma mistura muito interessante. Recomendo pra quem quiser ouvir músicas boas e leves, mais ainda, recomendo “Snakes and Ladders” que é a minha preferida!

Ah! Em janeiro sai o segundo CD dela, já tem umas músicas no MySpace!

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Meus 20 anos…

04/12/2009 · 4 Comentários

Há um tempo depois que assisti ao filme Divã, com a maravilhosa Lilia Cabral, dei uma pequena, porém interessante pesquisa sobre a autora do livro, Martha Medeiros, e numa das dezenas de abas na tela do meu computador encontrei um trecho que ficou na minha cabeça durante um tempo. Resolvi guardá-lo pra usar um dia aqui no blog, e não é que chegou a hora finalmente?! E já que a gente é o que a gente gosta, ouve, come, veste e faz, resolvi descrever tudo aquilo que eu fui e sou nesses meus 20 anos, completados exatamente hoje: 04 de dezembro de 2009! Como o tempo passou rápido…

“A gente é o que a gente gosta. A gente é nossa comida preferida, os filmes que a gente curte, os amigos que escolhemos, as roupas que a gente veste, a estação do ano preferida, nosso esporte, as cidades que nos encantam”       Martha Medeiros

Eu, Bruna, sou arroz, feijão, purê de batata, ovo mexido, muita salada  e suco de uva. Sou leite com toddy, pão de queijo e bolachas recheadas. Sou penne ao molho quatro queijos. Sou pipoca de cinema. Sou pudim com calda de caramelo. Sou brigadeiro. Sou sorvete de menta com flocos. Sou um copo de água bem gelada num dia quente.

Sou Sempre Amigos, A Estranha Família de Igby, Dirty Dancing, Conta Comigo, A Vida é Bela, Central do Brasil, Sonho de Liberdade, Sobre Meninos e Lobos, Crepúsculo, Marley & Eu, Garota Interrompida, Patch Adams, Matilda, Meninos não Choram, The Wonders – O sonho não acabou, Náufrago, Vicky Cristina Barcelona, Clube da Luta, Diários de Motocicleta, Divã, Na Natureza Selvagem, Tropa de Elite, Ela é Demais, Se Eu Fosse Você, Homens de Honra, Milk, O Diabo Veste Prada, Curtindo a Vida Adoidado, Jogos Mortais, Diário de um Adolescente, O Homem da Máscara de Ferro,  A Proposta, Across The Universe e Lua Nova. Sou também 24 Horas, Os Normais e The O.C.

Sou jeans, All Star e camiseta, as vezes um chinelo, mas nunca um salto alto, nem vestido. Sou cabelo encaracolado e problemático. Sou óculos pra corrigir miopia. Sou 3 hibiscos tatuados nas costas e uma borboleta-azul no braço direito.

Sou amigas da escola Adventista. Sou amigos do colégio Master. Sou  amigos, meio irmãos da faculdade. Sou também as notas baixas e altas (maioria!) desses lugares.

Sou The Kooks, The Beatles, Coldplay, Vanessa da Mata, John Mayer, Marisa Monte, Cazuza, Titãs, Travis, Nando Reis, The Thrills, Detonautas, Amy Winehouse, Sixpence,  The All-American Rejects, Black Eyed Peas, Eddie Vedder, Zé Ramalho, Cachorro Grande, Rita Lee, Lady Gaga, Jamie Cullum, U2, Dido, Avril Lavigne, Robbie Williams, Tim Maia, INXS, The Killers, O Teatro Mágico, Alanis Morissette, Skank, Phantom Planet, Red Hot Chilli Peppers, McFly, Jack Johnson, Pitty, Paul McCartney, Caetano Veloso, Lenine, Jet,  Nx Zero, Foo Fighters, Zeca Baleiro, Jem, Raul Seixas, The White Stripes, Tribalistas, Legião Urbana, Justin Timberlake, Bon Jovi, The Ting Tings, Cássia Eller, Silverchair, Guns’n Roses, Paralamas do Sucesso, Beirut, Lobão, Oasis, The Subways, John Lennon, Nirvana, The Strokes, Franz Ferdinand, Janis Joplin, Michael Jackson, Matchbox Twenty, Muse e Los Hermanos.

Sou mochila nas costas, agora tô me acostumando com bolsas. Sou pegar uma barca em plena Baía Sinha Mariana, no Pantanal e ter como vizinhos um casal de macaquinhos. Sou me perder do apartamento da minha tia em Campo Mourão. Sou visitar avó e tias em Campo Grande e comer horrores. Sou passar os fins de semana na Chapada quando criança. Sou rir da guia de turismo em Curitiba. Sou me perder novamente em Curitiba a meia-noite. Sou me jogar nas praias de Balneário Camboriú. Sou me maravilhar com Florianopólis. Sou dormir entre duas barracas em Niterói. Sou quase chorar numa manifestação pelas ruas do Rio de Janeiro.  Sou fazer um desa”bafão” político no ERECOM – Cuiabá. Sou horas na fila do show do The Kooks em São Paulo. Sou errar no vestido, mas me jogar na pista de dança no casamento do primo.

Sou faculdade de Jornalismo. Já fui muito televisão, agora sou completamente internet e seus afins: msn, Orkut, blog e Twitter. Já fui  movimento estudantil, agora sou “militante solitária”. Sou socialismo de alma e coração. Não sou baladas, prefiro ser minha casa. Sou música alta e filmes repetidamente  (muitas vezes!). Sou dormir tarde sabádo e acordar tarde no domingo.

Sou dar risadas das loucuras da minha mãe. Sou falar besteira com meu pai. Sou as horas preciosas que passo ao lado de pessoas amadas. Sou honestidade, micos e bafões. Sou a cara linda do Rott quando chego em casa. E agora sou a gritaria por causa do Gandhi. Sou stress, barraco, confusão, amizades que valorizo e bons momentos que não tem preço.

Isso é o que sou nesses 20 anos.

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Os Sonhadores

29/11/2009 · 4 Comentários

Os Sonhadores foi o último filme do ciclo “Imagens em Pauta” de 2009, no cinema do Sesc Arsenal, em Cuiabá, dia 24 de novembro. A exibição contou com a participação de membros do Núcleo de Estudos Comunicação, Infância e Juventude (NECOIJ), da UFMT que promoveu um debate no fim do filme.

Os Sonhadores

Os Sonhadores

Os Sonhadores conta a história de três jovens, dois irmãos franceses e um amigo americano, que se conhecem em meio a protestos juvenis em pleno ano de 1968, – emblemático por ter sido o “ano das revoluções”, onde havia uma grande mobilização ocorrendo simultaneamente no mundo todo, e especialmente na França, como é mostrado em diversas cenas ao longo do filme -, e que com o passar do tempo constroem uma relação de afeto e amor entre eles, causando conflitos e novas descobertas.

Sobre esses conflitos pessoais mesclados ao movimento estudantil, Diego Baraldi, coordenador do projeto, ressaltou a intenção do diretor, Bernardo Bertolucci, que produziu o filme quando tinha 27 anos e viu na construção dessa história uma forma de “prestar contas com sua juventude, já que em 68 era ‘dever’ do jovem ser político”. Outro ponto em destaque são as diversas referências cinematográficas contidas no filme, não só nos diálogos dos personagens, como também em cenas reproduzidas por eles.

Pais e Filhos

O ponto que talvez chame mais atenção no filme é a relação dos dois jovens franceses Isabelle (Eva Green) e Theo (Louis Garrel), que são irmãos, mas ao mesmo tempo mantêm uma relação “quase” incestuosa. Quase porque ela não acontece de fato, mas na imaginação do telespectador já poderia ter ocorrido. Essa relação é colocada em questão com a chegada de Matthew (Michael Pitt), que como observado no debate foi alguém que “vendo de fora aquela situação expôs aos dois irmãos fazendo com que eles passassem a refletir sobre isso também”, e assim muda todo o rumo da história.

Já a relação dos dois irmãos com seus pais foi outro ponto de discussão, pois eles aparecem apenas no começo e no final do filme, mas explicam muitos comportamentos de Isabelle e Theo. Entre eles, de tomar atitudes que os pais desaprovariam, apenas para poder provocá-los.

Isabelle (Eva Green) e Theo (Louis Garrel)

Isabelle (Eva Green) e Theo (Louis Garrel)

Entre os espectadores do filme, uma cena chamou muita atenção: a cena final quando os pais voltam de viagem e encontram o apartamento cheio de comidas e bebidas espalhadas por toda parte e os três jovens dormindo em uma barraca no meio da sala. Os pais não fazem nada, apenas deixam um cheque para continuar a pagar as despesas dos três. A dúvida dos espectadores foi: eles já sabiam da relação entre os dois filhos e/ou queriam evitar um grande conflito, podendo destruir aquela família já tão desestruturada?

Jovens e atuação política

A pergunta que iniciou o debate político sobre o filme foi “Por que o título ‘Os Sonhadores’?”, para uma das participantes, esse título justifica a posição dos três jovens, que falam, lêem e ouvem muito sobre ideologias, políticas, revoluções, mas não agem para que isso aconteça, ou seja, eles apenas “sonham” com uma França melhor, uma Cinemateca melhor, uma vida melhor, mas de fato nada fazem para isso. Esse pensamento é apresentado por Bertolucci em uma cena de discussão em que Matthew indaga Theo, dizendo que a “revolução estava acontecendo enquanto eles viam filmes e tomavam vinhos caros”.

A participação política dos jovens em 1968 foi de suma importância para todo o contexto revolucionário, mas o que se vê no filme é que a atuação de Isabelle e Theo só começou quando a luta “invadiu”, literalmente, a sala deles. Fato que, segundo uma das espectadoras que estudava na Pontifícia Universidade Católica (PUC), em São Paulo, no ano de 1972, o ato de fazer alguma coisa muitas vezes era por impulso ou até mesmo sem impulso, era “na onda” dos demais, por isso, Os Sonhadores é um filme de tantas visões e linguagens. O filme fala de jovens, de cinema, de pais e filhos, de política, e de atuação política, além de demonstrar a participação política como fundamental, não somente o conhecimento teórico.

Imagens em Pauta

O ciclo de exibição de filmes do “Imagens em Pauta” continua em 2010 com novos temas. Diego Baraldi aproveitou a ocasião para agradecer a todos que compareceram ao longo do ano, e ainda convidar para voltarem às exibições do ano que vem.

*Matéria feita para o portal NECOIJ

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Foi a banda, ficaram as músicas

29/11/2009 · Deixe um comentário

Olha, esse mês achei que não iria conseguir postar um CD no “Ouça!”, tudo por causa da vida corrida que ando levando nesse fim de 3º semestre da faculdade, tá puxado, tá difícil, tá estressante, mas tá acabando!

Los Hermanos

Los Hermanos

Bom, escolhei esse ao vivo do Los Hermanos pelas músicas serem ótimas, o show ter sido incrível, é só uma pena saber que nunca vou poder vê-los tocando ao vivo, já que a banda acabou, mas posso ouvir o CD e imaginar como poderia ser… Outro motivo pra eu ter escolhido é a capa, linda demais!

Não perde tempo não, corre lá no Ouça! e acompanhe faixa por faixa esse excelente CD!

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O Beija-flor

20/11/2009 · 2 Comentários

Madrugada sem nenhum sinal de sono pela frente, resultado de uma boa tarde muito bem dormida depois de uma semana corrida, aliás, como tem sido ultimamente, não vejo a hora desse semestre acabar logo, estou a cada dia mais cansada, nunca vi… Esquecendo isso, vamos ao post!

Hoje vi o programa “Por Toda Minha Vida” que tinha como homenageado o Cazuza, então, aproveito que estou nem nada pra fazer – já cumpri minhas metas do dia – e adoro esse gênio, pra colocar aqui minha música preferida do poeta e embelezar meu lindo criado mudo!

 

Pra que mentir
Fingir que perdoou
Tentar ficar amigos sem rancor
A emoção acabou
Que coincidência é o amor
A nossa música nunca mais tocou

Pra que usar de tanta educação
Pra destilar terceiras intenções
Desperdiçando o meu mel
Devagarinho, flor em flor
Entre os meus inimigos, beija-flor

Eu protegi teu nome por amor
Em um codinome, Beija-flor
Não responda nunca, meu amor (nunca)
Pra qualquer um na rua, Beija-flor

Que só eu que podia
Dentro da tua orelha fria
Dizer segredos de liquidificador

Você sonhava acordada
Um jeito de não sentir dor
Prendia o choro e aguava o bom do amor
Prendia o choro e aguava o bom do amor

Obs: parabéns a produção do programa, que diferente da produção do filme sobre o Cazuza, simplesmente excluiu a história dele com Ney Matogrosso, como se isso não tivesse tido importância nenhuma. Adorei ouvir as palavras de alguém que verdadeiramente amou Cazuza de todas as maneiras. Lindo, só isso!

 

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