Existem CD’s que você ouve uma música só, duas, três, sei lá, mas esses dão pra ouvir da primeira a última faixa! É a minha seleção dos melhores CD’s já ouvidos na minha vidinha musical. Aumenta o volume e se delicie com essas maravilhas sonoras!!
23# – 11/02/2012
Bom, não sei se já ficou muito claro, caso não tenha ficado, deixo claro. Fui muito bem criada musicalmente falando. De um lado, tive meu pai me doutrinando a ouvir Beatles e várias outras bandas de rock. Do outro, tive minha mãe apaixonada pela boa música brasileira, que incluía rock, de vez em quando. Aí fui crescendo e fazendo minhas próprias escolhas musicais, que de alguma forma tinham muito a ver com a formação musical que recebi deles. (Imaginem só o azar se eu tivesse pais pagodeiros, ou sertanejos…Ufa!) Fiz toda essa introdução para explicar bem o CD escolhido este mês. Fruto Proibido da Rita Lee foi lançado quando meus pais nem sonhavam ainda em se conhecer e eu então, não era nem figurinha da imaginação deles. Isso não foi empecilho para fazer das músicas da Rita frequentes na minha casa.
Comecei ouvindo Rita pelos Mutantes, achava ela linda e adora as roupas do grupo. Acho que toda criança ficava fascinada com aquela fantasia que a banda provocava, além disso, Rita tinha os cabelos vermelhos e eu jurava que ela era irmã do Fofão, personagem que fez muito parte da minha infância. (Ok, esse detalhe eu não precisava ter contado). Os Mutantes acabaram e Rita passou a carreira solo, deixando de lado a inocência das canções “mutânticas” e se tornando a rainha do rock brasileiro que conhecemos hoje. E é aí que entra Fruto Proibido. Antes de fazer minha análise aqui para o Ouça! sempre ouço os CD’s inteiros para me certificar de que é aquele mesmo que eu quero. Quando percebi, estava ouvindo há horas músicas que fizeram parte da minha infância e principalmente, adolescência. E agora na fase pré-adulta (ainda me recuso aceitar que sou adulta, obrigada), a maioria delas fazem mais sentido ainda.
Recomendo ouvir Dançar pra Não Dançar e ver o clipe, tia Rita jogando sinuca é muito bom! Recomendo também ouvir Cartão Postal para aquele momentos deprê, sabe? É de chorar. Recomendo Fruto Proibido para quando você quiser mandar o povo sifudê! Pirataria explica bem a criança que fui, achando que eu podia tudo. Esse Tal de Roque Enrow deu início à minha adolescência, digamos, rebelde. Acho que é quase um retrato do que minha mãe pensava sobre mim e se você foi uma roqueira metida a rebelde, sua mãe deve ter pensando isso de você também. Mães ficam muito preocupadas quando suas filhas dão mais sentido ao rock do que a qualquer outra coisa, né?
Mesmo que você nunca tenha cantado Agora Só Falta Você para alguém específico, consegue sentir o poder que essa música tem. É linda! Luz del Fuego é uma visão bem engraçada sobre ser mulher na visão da roqueira. E para fechar, Ovelha Negra, que só me dá vontade de dizer uma coisa: Rita Lee, obrigada! Muitas vezes em que me senti perdida, tentando me encontrar, coloquei essa música para tocar e deixei de me sentir tão ovelha negra da família e passei a pelo menos, tentar, colocar o resto no lugar. (Ahn, sim, já fui chamada de ovelha negra da família pelo meu pai. Clichezão?!)
1 – Dançar Pra Não Dançar
2 – Agora Só Falta Você
3 – Cartão Postal
4 – Fruto Proibido
5 – Esse Tal de Roque Enrow
6 – O Toque
7 – Pirataria
8 – Luz del Fuego
9 – Ovelha Negra
22# – 21/08/2011
21# – 03/07/2011
Jay Vaquer não é um dos cantores mais conhecidos do país, nem faz mais tanto sucesso, mas esse CD é excelente. São letras atuais, sinceras e pessoais. Com certeza, Você Não Me Conhece é um dos CD’s que eu levaria pra tal ilha deserta. Não me sentiria só por lá com suas canções. O que mais gosto nelas é a profundidade, sem ser melódico demais. Vaquer trata das dores de um relacionamento, das alegrias da vida e das frustrações pessoais com muita musicalidade, por isso, dá pra ouvir e cantar junto, mesmo que algumas lembranças venham junto, mas isso faz parte da música, né? Nos levar para momentos especiais, sejam eles bons ou não.
A Falta que A Falta Faz dá início às boas letras do disco. Cotidiano de Um Casal Feliz é um pouco engraçada sob um ponto de vista, mas bem real se pararmos pra pensar que ninguém é normal o suficiente pra considerar o que quer que seja normal. Recomendo ouvir Tal do Amor, Toda Distância, Os Dias Lembram Alguém e Na Próxima Vez para o momento “fossa” da sua vida. Mondo Moderno tem uma singela frase que eu adoro: “tudo que faço é pra mim, até a bondade que ofereço”. Em Quando fui Fred Asteire você pode ouvir que “o mundo fazia sentido de pernas pro ar, e o mundo visto ao contrário parecia no lugar”. Você Não Me Conhece, Campo Minado e Paredes vivem se revezando entre minhas preferidas, cada uma por um motivo.
3 – Cotidiano de um Casal Feliz
20# – 20/03/2011
THE STROKES – IS THIS IT
Pense em The Strokes. Certamente uma das primeiras imagens que virão a sua cabeça é essa foto aí de cima, não? Bem, para uma banda que estava lançando seu primeiro CD, acho que foi o suficiente pra que se falasse bastante deles na época (palmas para o marketing musical, né, minha gente). Tá, mas o negócio aqui não é falar de capa de CD e sim, do que tem lá dentro, então vamos lá!
Is This It às vezes pode parecer uma demo gravada nos fundos de uma garagem, talvez do Julian Casablancas, mas não é. A ideia parece que era apresentar isso, mas se engana quem pensa que foi feito “de qualquer jeito”. Depois da primeira impressão, é fácil perceber a maravilha desse CD. Os Strokes registraram seu nome pra sempre com esse trabalho. Com musicas de poucas notas, aquelas famosas batidas repetidas, letras deliciosamente escritas por Casablancas e alguns dos melhores singles do indie rock, Is This It é bom de se ouvir a qualquer momento. E de se ver também, basta ir no YouTube e assistir aos clipes e apresentações ao vivo dessas musicas. Pra quem gosta de ver uma boa banda de rock, fica aqui minha dica.
O que dizer da melancolia de Is This It? E o refrão de The Modern Age? E a possibilidade de ouvir Alone, Together tanto sozinha quanto acompanhada, que é sempre bom? E a faixa mais strokiana de todas, Last Nite e seus fortes acordes iniciais? E os vocais rasgados do Casablancas em Hard To Explain? E pra fechar o CD, por quê não ouvir Take It Or Leave It, não é? Essas são minhas faixas preferidas no momento. Ouça e escolha as suas!
Uma observação, comecei a ouvir Strokes porque fiquei sabendo que tinha um brasileiro na banda, achei o máximo e fui procurar. Coisas de adolescente bobona que dá importância pra essas coisas. E outra mais importante ainda, Julian Casablancas será sempre um sonho de consumo, né? =)
19# – 04/02/2011
VANESSA DA MATA – BICICLETAS, BOLOS E OUTRAS ALEGRIAS
Mais uma vez Vanessa da Mata está presente nessa minha lista de CD’s preferidos. Como não podia ser diferente da primeira, Vanessa me encanta com sua voz doce, simples e suas músicas profundas e sinceras. Bicicletas, Bolos e Outras Alegrias é seu quarto trabalho e na minha opinião, o melhor dela até agora. Li umas entrevistas dela sobre as músicas desse trabalho e ela sempre desconversa sobre a inspiração para as letras, já que algumas tratam de términos, abandonos, amores, enfim, e ela toda introspectiva como é não diz de cara quais são sobre ela e sua vida e quais não são. Isso é o que menos importa, na verdade, a partir do momento que você ouvir Bicicletas se apropriará das faixas e sentirá que foram feitas por você ou para você.
Só pra lembrar, todas as faixas são excelentes. O Tal Casal e sua frase “gostei de ser de quem me gosta” é linda, Fiu Fiu é engraçadinha sobre a preocupação feminina com os quilinhos a mais, Te Amo é pra ouvir com o coração, Vê Se Fica Bem e sua melancólica “você me quer bem, mas não vai muito além para não me assumir”, Bolsa de Grife é quase um hino da simplicidade de Vanessa e Vá, a minha preferida do CD e uma das músicas mais lindas e “sofridas” que a cantora já fez com toda certeza, “cresça, me deixe em paz, mesmo que doa mais. Agora tudo é seu. Amanhã serei bem mais feliz”. Essas são minhas indicações, bom mesmo é ouvir o CD inteiro. Arrependimento não vai rolar!
8 – Bicicletas, Bolos e Outras Alegrias
11 – O Masoquista e o Fugitivo
18# – 31/10/2010
ALANIS MORISSETTE – JAGGED LITTLE PILL
Jagged Little Pill é o terceiro CD da carreira de Alanis Morissette, mas para todos os efeitos é e sempre será o melhor da canadense. Imaginem uma jovem de 20 e pouco anos, cheia de revolta, dúvidas e medos, dividindo isso com todo mundo através de suas músicas. Pois foi isso que ela fez. E fez com talento e estilo. O CD foi um sucesso na estreia e é até hoje referência de “como se fazer um excelente CD de rock”. Com seus cabelos compridos, roupas largas, tênis sujos e vocais poderosos, Alanis abre Jagged com as maravilhosas All I Really Want e You Oughta Know, e segue adiante com seu rock’n roll feminino e feminista certas vezes.
Ouçam o CD todo, pois vale muito a pena. E não pare por aí, vá atrás das traduções e vídeos, porque são os melhores. Indico minhas preferidas You Learn, Wake Up, Hand in My Pocket, Forgiven e acima de todas Ironic. Jagged Little Pill já me acompanhou em momentos bons e ruins da vida, e Alanis além de tudo que faz é sincera e corajosa. Pra quem disse que mulher não sabe fazer rock, elá é a prova.
17# – 16/09/2010
MALLU MAGALHÃES – MALLU MAGALHÃES (2009)
Lembro-me daquela entrevista no Programa do Jô que meu pai me chamou pra ver a “menina que tocava Bob Dylan”, saí correndo pra ver quem era e dei de cara com uma bobinha Mallu Magalhães beirando os 16 anos, eu acho, não gostei. Achei ótimo uma menina daquela idade ter as preferências musicais que ela tinha, mas parei aí. O tempo passou, a Mallu deu uma crescida e lançou o segundo CD. Como sempre dou uma lida em blogs de música, li num desses uma ótima indicação para o trabalho. Estava sem nada pra fazer, baixei e comecei a ouvir. Enfim, ouço até hoje e quem diria, agora sou eu quem indica o CD.
O CD é uma delicioda mistura de folk, indie, pop e tem até uma pitadinha de MPB. A voz da Mallu é perfeita para as músicas que ela faz, é impressionante. Logo no começo, as minhas preferidas, My Home is My Man e Nem Fé Nem Santo. Aí vem a “musiquinha de verão”, Shine Yellow e depois Versinho de Número Um, bom, é linda e que dizem por aí, foi feita pro Marcelo Camelo (!), assim como Te Acho Tão Bonito. Indico ainda Make It Easy, Compromisso, Ricardo, You Ain’t Gonna Lose e a inspiradíssima nos Beatles, Bee On The Grass. Foda, só isso!
16# – 02/08/2010
EDDIE VEDDER – INTO THE WILD (2007)
Quando você é líder de uma banda como o Pearl Jam e resolve lançar um CD solo tem que tomar muito cuidado com duas coisas: fazer músicas parecidas com a banda que você acaba de “deixar” e fazer músicas piores das que fazia. Eddie Vedder tomou esse cuidado e nos presenteou com essa maravilha de Into The Wild. Sim, é uma trilha sonora, mas não uma qualquer, é uma das melhores que já ouvi. Assim que terminei de ver o filme, corri atrás da ficha técnica e baixei o CD inteiro para ouvir incessantemente durante dias. Desde então, sempre que ouço penso em muitas coisas, já que as letras remetem imediatamente à história do filme, que diga-se de passagem é um belo soco no estômago.
Se vale como conselho, não ouça as músicas sem assistir ao filme e vice-versa. Pra fazer sentido mesmo é muito necessário fazer os dois. Só assim dá pra entender porque de cara ele diz “Keep setting forth in the universe” (Vou continuar me expressando no universo) e termina com I knew all the rules, but the rules did not know me (Eu conheci todas as regras, mas as regras não me conheceram).
Não há muito o que falar sobre essas músicas, só ouvindo. Minhas indicações são Far Behind, Rise, Long Nights, The Wolf, Society, Guaranteed e acima de todas, Hard Sun que eu canto aos berros.
15# – 24/06/2010
NANDO REIS E OS INFERNAIS – LUAU MTV (2006)
Definitivamente, o Nando Reis me encanta e muito. Dentre todos os titãs, ele sempre foi um dos meus favoritos. O Luau MTV é uma ótima explicação para isso. Gravado bem ao estilo “Nando” de ser, o CD é lindo do começo ao fim, com participações muito especiais e arranjos novos para as clássicas composições dele. Confesso que conheci algumas dessas músicas graças á esse CD, prova de que o Nando tem tantos sucessos que ás vezes até mesmo uma fã se surpreende com “novidades”.
Minhas indicações nesse momento são, A Letra A, Sou Dela, N, Espatódea, Negra Livre com a Negra Lee, Quem Vai Dizer Tchau, Resposta com Samuel Rosa e Por Onde Andei. Eu disse que essas são as indicações do momento, porque têm três que são de todos os momentos: Monóico, Luz dos Olhos e a melhor, As Coisas Tão Mais Lindas. Ouçam, não vão se arrepender!
3 – A Minha Gratidão é Uma Pessoa
11 – Bom Dia
14# – 27/05/2010
JOHN MAYER – HEAVIER THINGS (2003)
Pense num cara de voz mansa que toca guitarra como ninguém e escreve lindas canções? Esse é o John Mayer. Heavier Things é seu segundo CD, quando ele ainda não era tão conhecido como cantor, já que começou como músico e produtor depois foi pra frente dos palcos (ainda bem!). Foi com ele que o John estourou nas paradas e virou o queridinho das premiações de música, onde ele sempre tem alguma indicação ou mesmo se apresenta.
O CD é cheio de baladas, não gosto muito desse termo, mas nesse momento não encontrei outro. As músicas são lindas, os arranjos incriveís e o John…bom, ele é maravilhoso! Se puder, leia as traduções das músicas, se você não gostar do som com certeza vai gostar pelo menos do que ele escreveu, é muita sensibilidade numa pessoa só. Recomendo Clarity, New Deep, Come Back to Bed, Daughters, Only Heart, Wheel e claro, Bigger Than My Body, a melhor de todas! Recomendo também baixar todos seus CD’s e ouvir todas suas músicas. John Mayer melhora o dia de qualquer um!
13# – 22/04/2010
MARISA MONTE – MEMÓRIAS, CRÔNICAS E DECLARAÇÕES DE AMOR (2000)
Já coloquei aqui o CD dos Tribalistas há um tempinho atrás, e agora trago Memórias, Crônicas e Declarações de Amor, da Marisa Monte, um dos poucos CD’s “físicos” que tenho, já que a maioria é tudo baixado, mas na época em que foi lançado ainda dava pra comprar CD’s, hoje em dia é quase uma raridade isso acontecer. Bom, músicas melosas de amor não são muito a minha praia, talvez por isso goste tanto do Memórias, ele não tem nada de meloso, muito pelo contrário, em algumas faixas Marisa é bem provocante sem deixar de falar “romanticamente”. Ainda bem que ela largou a música lírica e se dedicou à MPB, ganhamos muito com isso e acho que ela também, pois é uma diva reconhecida e adorada por todos os cantos do mundo – digo isso com certeza depois de ter visto o tal documentário.
Voltando ao CD e suas melhores faixas, devo confessar que é difícil seleciona-las, já que TODAS são maravilhosas e merecem ser escutadas, cantadas e até dançadas, dependendo do estado de espírito você vai ouvir umas e esquecer outras ou como no meu caso ouvir todas independentes disso, pois adoro esse CD tirando a faixa “Amor, I Love You” que honestamente já enjoou, né?! Além desse hit o CD traz músicas de dois grandes parceiros de Marisa, Arnaldo Antunes e Carlinhos Brown, que pra alegria e sorte da música se juntaram alguns anos depois e lançaram o projeto Tribalistas, das 13 faixas de Memórias 5 são dessas parcerias, além de composições do Paulinho da Viola, Jorge Ben Jor e o maravilhoso Caetano Veloso.
Tá, “Amor I Love You” é boa, mas há outras bem melhores, duvida? Ouça “Não vá embora”, “O Que Me Importa”, “Abololô”, “Cinco Minutos”, “Água Também é Mar”, “Sou Seu Sabiá” e minhas preferidíssimas, “Tema de Amor”, “Para Ver as Meninas”, um sambinha muito bom do Paulinho da Viola e “Gentileza”, composição solitária de Marisa que entra pela segunda vez aqui no Ouça!
1 – Amor I Love You
2 – Não Vá Embora
3 – O Que Me Importa
4 – Não É Fácil
5 – Perdão Você
6 – Tema de Amor
7 – Abololô
8 – Para Ver As Meninas
9 – Cinco Minutos
10 – Gentileza
11 – Água Também É Mar
12 – Gotas de Luar
13 – Sou Seu Sabiá
12# – 21/03/2010
THE BEATLES – WHITE ALBUM (1968)
Um dos CD’s mais clássicos dos Beatles é o famoso “White Album”, o nono da carreira. Não é só por ter grandes hits que esse CD é ótimo, além de ser o único CD duplo produzido pela banda, o Albúm Branco tem muitas histórias por trás, ou seja, não é um simples CD. aSimples, aliás, é um adjetivo que jamis poderá ser empregado pra qualquer coisa que os Beatles tenham feito. Bom, vamos aos dois CD’s logo!
Na primeira parte do White Album contém músicas um pouco mais conhecidas do grande público, mas nem por isso é melhor ou pior que a segunda, é apenas diferente. Das minhas preferidas, a primeira já é a que abre o CD, “Back in the U.S.S.R.”, que no aúdio original a bateria é tocada pelo Paul, já que o Ringo estava brigado com a banda e saiu por uns tempos, depois tem “Ob-La-Di, Ob-La-Da”, que toda vez que ouço lembro da minha infância tentando adivinhar o que significava essas palavras, “While My Guitar Gently Weeps” é simplesmente LINDA, na minha opinião uma das melhores faixas dos Beatles, composta e cantada por George Harrison no CD tem a participação de Eric Clapton na guitarra (lógico, né?!), “I’m So Tired”, que se você não conhece direito, procura uma versão do Nando Reis que é ótima também e “Blackbird”, obra-prima de Sir Paul McCartney. Ainda nesse CD tem algumas homenagens, como “Dear Prudence” para a irmã da atriz Mia Farrow, “Martha My Dear” à cachorra do Paul, “I Will” primeira música do Paul para a Linda McCartney, e “Julia” de John Lennon para sua mãe, no vídeo que escolhi tem o Sean (filho do John) cantando num show há alguns anos atrás, muito emocionante!
Agora o CD 2, que não é meu preferido, mas tem algumas faixas excelentes, como “Sexy Sadie”, “Helter Skelter” que foi música “inspiração” dos assassinatos de Charles Manson e “Revolution” que o Paul odiou na época. Como fã da banda, considero esse um dos melhores CD’s dos Beatles, gosto dele porque é recheado de curiosidades, histórias, brigas e reconciliações, e pra quem curte ler sobre essas coisas é um prato cheio.
Ah! Temos que agradecer pela existência do YouTube, não?! Viajei pra fazer esse post, revendo músicas e escolhendo vídeos. Viajem vocês também!
CD 1 : 1 – Back in the U.S.S.R.
6 – The Continuing Story of Bungalow Bill
7 – While My Guitar Gently Weeps
15 – Why Don’t We Do It in the Road?
CD2: 1 - Birthday
4 – Everybody’s Got Something to Hide Except Me and My Monkey
11# – 28/01/2010
DETONAUTAS – ACUSTICO DETONAUTAS (2009)
Aêê chegou 2010 para o “Ouça!”, e pra começar com o pé direito escolhi o Acustico do Detonautas. Bom, não? Bom é pouco, ótimo é a palavra correta. Além de ser uma coletânea fiel aos grandes sucessos da banda, contem alguns “lado B” sensacionais também co arranjos diferentes e uma vibração maravilhosa. Quem ouve dá a sensação de estar lá no palco junto da banda, infelizmente é só sensação mesmo…
Agora vamos as canções. O CD começa com “O Retorno de Saturno” divinamente, letra e música lindas e segue em frente no rock’n roll de Tico Santa Cruz. “Nem Me Lembro Mais”, “Olhos Certos”, “Só Nós Dois”, “Só Por Hoje/ Tenis Roque”, “Você Me Faz Tão Bem” são minhas adoradas no CD, com destaque ainda pro cover da Plebe Rude, “Até Quando Esperar”, que ficou ótima e claro, “Inferno São Os Outros” que de tão boa já ganhou até post aqui no blog anteriormente. É isso, ouçam esse CD, recomendo mesmo e se puder assistir ao DVD, melhor ainda!
Obs: algumas músicas não estão em acustico, porque o YoutTube não liberou, então vão ao vivo mesmo
10# – 10/12/2009
THE KOOKS – RAK (2008)
Não, não é o Konk novamente, é a mesma capa só que com músicas diferentes. RAK é o bônus desse CD, fui atrás do significado real da palavra e dentre as várias achei uma que define bem o que é esse CD: “prêmio ou bonificação” (Aurélio), ou seja, ouvir Konk já é bom demais, mas RAK tem uma vantagem a mais, temos um outro Kooks ali. Não que isso seja ruim, de forma alguma, uma banda boa como essa pode se dar ao luxo de mudar sem deixar de ser ótima!
Bom, agora falando do CD, são 9 faixas muito bem escolhidas e maravilhosamente cantadas não só pelo Luke, como também o Paul e o Hugh emprestam suas vozes em algumas faixas, o que eu acho mais bacana é o estilo do CD que dá a sensação de que você está dentro do estúdio com eles, porque dá pra ouvir eles conversando, fazendo o típico “one, two, three” com aquele sotaque inglês lindo e até umas risadas ao fundo também. Pra começar tem “Watching The Ships Roll In” que pra mim é a melhor do CD e uma das melhores já feitas por eles, “Nothing Ever Changes” e “Hatful Of Love” são lindas na voz do Luke, a versão “alternativa” de “See The Sun” também arrebentou e claro, meu Paul arrasando em “No Longer” e “By My Side”! É isso, último CD de 2009 tinha que escolher um especial, e especial pra mim é qualquer coisa relacionada ao The Kooks!
1 – Watching The Ships Roll In
8 – See The Sun (Alternate Version)
9# – 29/11/2009
LOS HERMANOS – NA FUNDIÇÃO PROGRESSO (2008)
Nos últimos meses tenho ouvido bastante esse CD, e tinha que escolher um pra colocar aqui, acabei pegando o que estava tocando nesse exato momento no meu computador, pronto: Los Hermanos, que eu recomento e muito, principalmente se você puder assistir ao show gravado para este CD, é simplesmente incrível e emocionante.
Todas as músicas sem tirar nenhuma ficaram ótimas, mas como em todo CD, você sempre acaba elegendo umas preferidas, que são provisórias, as veze é uma, logo depois já é outra, depende do estado de espírito mesmo. Então, neste momento meu estado de espiríto escolhe as seguintes músicas: Retrato pra Iaiá, O Vencedor, Último Romance, Sentimental, Cara Estranho, Todo Carnaval Tem Seu Fim e a mais linda de todas “A Flor”. Pena que a banda acabou, mas suas músicas continuam vivas e cada vez mais lindas e sinceras.
14 – Todo Carnaval Tem Seu Fim
8# – 23/10/2009
MATCHBOX TWENTY – YOURSELF OR SOMEONE LIKE YOU (1996)
Essa é mais uma das minhas bandas preferidas, diria que ela está entre as 5 da minha lista, e simplesmente porque ela é muito boa, nem lembro direito quando comecei a ouvir, mas eu lembro que comecei com uma música e logo me vi ouvindo e conhecendo absolutamente todas. Escolhi o primeiro CD deles pra postar aqui, porque é nele que está a minha música preferida da banda, Long Day, já perdi as contas de quantas centenas de vezes já ouvi e ainda ouço…
Yourself Someone Or Like You é o CD mais “sujo” do Matchbox Twenty, já que ele carrega traços da fase independente deles, e também por ser o primeiro, eles ainda eram novinhos, mas nem por isso são só guitarras desconexas com letras vazias, pelo contrário, o vocalista e compositor da maioria Rob Thomas (!!) faz questão de fazer letras com sentido, aliás, sentido até demais, as letras são quase desabafos ao céu aberto de tão profundas. Músicas como 3A.m., Push, Back 2 Good, Busted e Shame mostram o lado mais profundo e sensível da banda, enquanto Real World, Girl Like That e Kody são mais leves e feitas pra pular sem parar. E claro, não podia deixar passar: Long Day, que pra mim está acima de todas as outras, é a melhor e pronto, quem escreve “Coloque a mão no seu bolso e tire um pouco de esperança pra mim” é só Rob Thomas!
7# – 23/09/2009
VANESSA DA MATTA – MULTISHOW AO VIVO (2009)
Não podia deixar de colocar esse CD aqui, já que é o que mais estou ouvindo ultimamente, e não só por isso, mas porque fui no show dela, que apesar de alguns problemas “técnicos” foi lindo, como até já postei no blog. Descobri a Vanessa até tarde demais pro tamanho do sucesso que ela fazia, mas também quando descobri suas músicas não parei mais de ouvir, aí pra ajudar ainda veio o show que me fez ouvi-la mais e mais. Esse CD que vem com um DVD (que eu quero!) é bem diferente dos originais, já que os arranjos de algumas músicas foram totalmente mudados, mas a essência da boa música prevaleceu em todas. Das 21 faixas, tenho minhas preferidas, lógico, mas todas são maravilhosas, só depende de quando se ouve. “Vermelho”, “Ilegais”, “Baú”, “Eu Sou Neguinha?”, “Acode” , “Amado”,”Ai, ai, ai”, “Boa Sorte” e ainda um cover lindo de “As Rosas Não Falam” são sensacionais, mas não batem “Você Vai Me Destruir”, é incrível como ouço, ouço e ouço ela e não enjoo… É linda, assim como a Vanessa e seu lindo CD/DVD gravado em Paraty!
4 – Viagem – Mamãe Passou Açúcar Em Mim
8 – Quando Um Homem Tem Uma Mangueira No Quintal
6# – 23/08/2009
COLDPLAY – VIVA LA VIDA OR DEATH AND ALL HIS FRIENDS (2008)
Coldplay é uma das minhas bandas preferidas, sempre gostei do estilo melancólico de suas músicas, tanto que quando ouvi falar que esse CD ia sair e seria totalmente diferente de tudo que eles fizeram, fiquei meio preocupada, porque tem banda que de tanto querer ficar diferente, vira outra banda, fato que não aconteceu com essa banda londrina.
De fato, esse CD é bem diferente das músicas “coldplayanas”, tem elementos de percussão, a bateria está mais rápida, mas as letras continuam lindíssimas, como só o Chris Martin sabe escrever. Faixas como Life in Technicolor, Cemeteries of London, Lost!, Lovers in Japan, Yes, Violet Hill e Death And All His Friends são de ouvir flutuando.
Outra coisa muito boa nesse CD, e que eu adoro no Coldplay também são os clipes, todos que eles lançaram são perfeitos, destaque pra Stramberry Swing que é uma obra de arte, digna dessa banda incrível. Coldplay é pra ser ouvido e visto!
12 – Death And All His Friends
5# – 19/07/2009
O TEATRO MÁGICO – SEGUNDO ATO (2008)
Música, teatro, circo e poesia, tudo isso junto e um pouco mais se encontra no Teatro Mágico, Segundo Ato ao contrário do que possa parecer, não é uma continuação do primeiro deles, que aliás é bom também, mas prefiro mais esse. O CD começa como no começo de um show, com as saudações ao público e segue fazendo o ritmo de uma peça teatral muito animada e poética, com músicas e falas, o CD se divide entre diálogos e músicas de poucos segundos e até de 1 minuto, com isso dá tempo de respirar um pouco até a próxima. “O Mérito e O Monstro”, “Cidadão de Papelão”, “Sonho de Uma Flauta”, “A Primeira Semana” e “…” são as melhores pra mim, além do sambinha em homenagem a Chico Buarque em “Eu Não Sou Chico Mas Quero Tentar” e claaaro a melhor de todas as músicas “Criado Mudo”, que eu não preciso explicar o motivo, mas ela é realmente muito boa, e tem um significado pra mim.
5 – Opus Erectus (Allegro Ma Nem Tanto)
11 – Eu Não Sou Chico Mas Quero Tentar
12 – #@s!?@
4# – 25/06/2009
THE KOOKS – KONK (2008)
Era pra ter colocado esse CD antes de ir pra São Paulo assistir ao show deles, mas a correria me impediu, então, estou colocando agora mesmo, já que posso falar com mais propriedade ainda, e clarooo relembrar um pouco mais desse show que foi histórico e perfeito pra mim.
Bom, voltando ao CD… Konk é o segundo do The Kooks e mostra claramente a evolução da banda, que trouxe elementos e instrumentos novos para as músicas, além de letras mais profundas e significativas para os integrantes, como Gap que foi escrita pelo baterista Paul Garred em homenagem ao seu falecido pai e que hoje não é tocada em nenhum show, já que a emoção da banda toda impede isso.
O CD é diferente do primeiro, mas a essência é a mesma: uma banda de amigos, fazendo músicas que gostam e que todo mundo ama ouvir, dançar e e cantar, aliás, essa é a essência do The Kooks, fazer música boa pra quem quiser ouvir mesmo. Além de fazer músicas boas, os clipes também não deixam a desejar, eles conseguem escolher as músicas certas e fazer clipes muito bons, como os singles de Konk, que escolhidos a dedo, receberam tratamento especial nos clipes: Always Where I Need To Be, Sway, Shine On e Do You Wanna.
Nem só de singles vivem os Kooks, as outras músicas são tão boas quanto essas, como See The Sun que abre o CD e já mostra o que vem pela frente, Mr. Maker que ilustra bem de onde eles vieram: Inglaterra, terra de quem? The Beatles! essa música é quase uma cópia de uma fab song. One Last Time é a típica musiquinha de violão, muito emocionante ao vivo (não podia deixar de falar) e Stormy Weather é a “música final” de shows.
Enfim, Konk é muito bom, serve pra reforçar o talento dessa banda incrível, que eu dei muita sorte de conhecer. Ah! Tenho que dizer também que além do CD vem um extra, chamado RAK, que também vale muito a pena ouvir, e que eu postarei aqui, lógico!
3# – 17/05/2009
PARALAMAS DO SUCESSO E TITÃS – JUNTOS E AO VIVO (2008)
Sim, sim, sim, esse CD não pode ficar de fora da minha lista, mas de jeito nenhum. Simplesmente porque reune as duas maiores bandas de rock nacional num show espetacular, onde uma canta músicas da outra, as duas cantam juntas, enfim, é um espetáculo bem ao estilo do bom e nunca velho rock’ n roll!
Todas as músicas tiveram novos arranjos e melodias, o que fez com que músicas mais “batidas” ficassem novinhas em folha, além do que, não dá pra não se empolgar com a animação das bandas, é quase impossível assitir sem mexer alguma parte do corpo. Desde a primeira “Diversão” que é uma das melhores, certeza!, até “Flores” muitas águas rolam pelo palco, e a sensação de estar vendo um grande encontro é incrível.
Não posso deixar de me gabar e dizer que vi esse show ao vivo, bem na minha frente, e até hoje foi um dos dias mais emocionantes da minha vida, cantei todas, pulei todas e guardei na memória todas também. “O Calibre”, “Polícia”, “Uma Brasileira”, “Cabeça Dinossauro”, “A Melhor Banda de Todos Os Tempos”, “O Beco”, “Comida”, “Óculos” e “Flores” são meus destaques, e claro, “Track-Tack” que na minha opinião é a melhor de verdade!
11 – A Melhor Banda De Todos os Tempos da Última Semana
2# – 10/04/2009
THE KOOKS – INSIDE IN/INDISE OUT (2006)
O que dizer desse CD? Só que é um dos melhores discos das últimas bandas que surgiram por aí, os ingleses de Brighton: The Kooks. É um CD puramente inglês, com tudo que tem direito, muita bateria e guitarra e algumas pitadas mais melancólicas, do jeito que o povo gosta. Existe muito preconceito com relação aos álbuns de estréia, principalmente quando estoura, uns dizem que é “sorte” de principiante, outros que é curiosidade do público e pouquíssimo reconhecem que é bom mesmo, como Inside In/Inside Out é.
O CD começa e termina em sequência, parece até uma grande história sendo contada, ou melhor, cantada em capítulos. Eu sou suspeita pra falar dos Kooks, porque é minha banda do coração, mas tirando a tietagem de lado, eles são muito bons, de verdade, sabem fazer o bom, velhor e jamais enjoativo, rock! E tudo com simplicidade, mas sem perder a qualidade e o jeito de “garotos de garagem” que eles têm.
É difícil escolher uma música só, até porque dependendo do seu dia e do seu estado de espírito tem umas que você ouve sem parar e tem outras que só de pensar já dá uma vontade de trocar, mas é impossível pensar nesse CD sem ouvir Naive – que é a “minha” música, Ooh La, I Want You, Time Awaits - rock, pop, folk e reggae, tudo numa música só, e Sofa Song – a música que encerra todos os shows e é quando o Luke (vocal) delira literalmente!
1# - 14/03/2009
THE BEATLES – LET IT BE (1970)
“Let It Be” é um disco complicado de ouvir pra quem é fã mesmo, porque a gente sempre pensa “putz, acabou mesmo!”, mas ao mesmo tempo, ele traz as músicas mais lindas da banda, por serem a melhor banda de todos os tempos, os caras não podiam terminar de qualquer jeito, com um disco feito “nas coxas”, então eles capricharam mesmo, e o resultado são músicas como I Me Mine, Let It Be – que tem um dos vídeos mais tristes da banda, você vê nitidamente a tristeza misturada ao alívio de quatro pessoas que criaram tudo que podiam, mas não se suportavam mais, I’ve Got A Feeling, The Long And Windind Road – depois de ver o Paul cantando no DVD dele, eu choro toda vez que escuto, e termina com Get Back que foi uma das primeiras músicas deles que eu ouvi e achei “legal” e quando vi aquele vídeo em que eles fazem a última apresentação em cima do prédio, pronto! Essa é minha banda!
Enfim, é um disco que todo mundo tem que ouvir pelo menos uma vez na vida, senão você ainda não é gente!









parabéns pelo post !