Dias de paulista, meu!

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Há três anos eu fiz um post pós-show do Kooks um dia depois de chegar em casa. Isso mostra bem o quanto envelhecer te traz responsabilidades, prazos, compromissos e um monte de coisas que fazem com que você demore mais do que deveria para sentar a bundinha na cadeira e escrever para o blog que você tanto ama. Continue reading 

Do you need anybody?

Ando refletindo um pouco sobre o quanto tem coisa errada nessa vida. Fico triste quando vejo que as redes sociais me aproxima de algumas pessoas, enquanto a vida real me afasta de várias outras. Colocando na balança não sei se isso é bom ou ruim. É ótimo ter meus perfis nessa redes, escrever besteiras e responder a elas com meus amigos. É bom também ter acesso a assuntos diferentes num espaço tão curto de tempo. É bom conhecer gente nova e, às vezes, até construir novas amizades com essa gente nova. É menos cansativo e mais rápido. Por outro lado, é bom estar perto de quem a gente gosta. E quando digo estar perto, é estar perto mesmo. Olhar cara a cara, às vezes, até abraçar. Dar risada e ver a pessoa ali rindo com você. Falar besteira e ver a pessoa constrangida pela situação. Até mesmo esbarrar com aquele alguém que você não vai muito com a cara tem seu valor. Significa que você existe, tá, isso algumas vezes não é lá grande coisa… Enfim, nesse “duelo” entre a vida real e a virtual não sei se dá pra ganhar ou perder, o certo seria ganhar nos dois. É pedir demais, eu sei.

Se tivesse que escolher, acho que não saberia qual das duas iria querer. A vida virtual me dá a liberdade de ficar sozinha quando quero, de não ver e ouvir ninguém , de saber o que está rolando em qualquer lugar mesmo deitada na cama com o notebook no colo. Já a vida real me dá a possibilidade do contato físico, por mais que eu tenha algumas restrições a isso, não nego, um abraço na hora certa da pessoa certa, é bom demais, não? Na vida real não tem emoticon, tem o que sentimos de verdade. Sentimentos, tê-los ou não, eis a questão. Amigos, está fora de questão. Tenha-os sempre!

U-F-A!

Se tem uma palavra que defina bem esse momento, a palavrinha é “ufa”. Sério, em alguns momentos pensei que não chegaria ao fim de mais um ano. Não por ser dramática demais, sou só um pouco, mas porque foi um final de ano pra lá de difícil. E só de estar em condições de comemorar alguma coisa, já me sinto um pouco melhor. Nunca me disseram que era fácil, mas crescer e “ser alguém” é uma tarefinha e tanto. Não foi fácil na faculdade, em casa, no trabalho e em lugar algum.  Nem na cabeça foi fácil. Mil coisas mudando de lugar e várias confusões na vida. Enfim, cheguei ao fim. Sim, o ano ainda não acabou, mas antes que eu perca a vontade de escrever sobre ele, já termino logo esse post.

É, não posso deixar de falar desse último semestre no Jornalismo. Quando entrei na faculdade e me disseram que o quinto semestre era o “quinto dos infernos”, achei engraçado. Agora entendi e é mesmo. Ainda mais quando pessoas fazem de tudo para isso acontecer. Sei que a tendência é ficar cada vez mais enlouquecedor, mas não tem problema. Nada que uns surtos, berros, brigas e cagadas não resolvam. Esse é o jeito Bruna de lidar com momentos tensos (sim, eu pioro eles, ok?!).

Mais um ano passou e eu vivi da forma que foi possível. Às vezes, bem, outras nem tanto e em outras, “pessimamente”. Acho que foi assim pra todo mundo que conheço. Isso é um alerta pra eu andar com gente melhorzinha, não é? Não, não é. Foi com essas pessoas que aprendi, dei risadas, briguei, odiei, amei, chorei, cantei, dancei, bebi demais, bebi de menos, me diverti, me estressei, julguei, fui julgada, ignorei, fui ignorada, fiz feliz e me fizeram feliz também. Olhando assim não dá pra reclamar tanto.

Bom, já que não tem outro jeito e vou continuar no Jornalismo mesmo, que venha o sexto semestre e junto com ele tudo de novo e ruim que sempre virá. Assim é a vida, então vamos encará-la. Ainda mais depois de ter ido ontem à colação de grau onde tinham pessoas muito especiais pra mim. Pra cada uma delas, guardei (MUITAS) lágrimas diferentes. Fiquei ali de longe vendo aquelas pessoas se formando, fechando um ciclo de vida, que como estou sabendo não é fácil. Pensei em milhões de coisas enquanto me acabava de chorar:

Quantas vezes pensaram em desistir. Quantas vezes se desiludiram. Quantas vezes viram que estava tudo errado. Quantas vezes fizeram tudo errado. Quantas vezes foram felizes. Quantas vezes quiseram tocar o foda-se. Quantas vezes imaginaram aquele dia. E no fim, estavam ali no grande dia. É, foi lindo! E bom, tocou Viva La Vida no final, caso vocês queiram saber.

P.s: eu tenho uma tendência impressionante que muitas vezes até me assusta de ver coisas belas na vida. Isso explica a minha emoção e tantas outras coisas.

Meus dias do rock

“Oficialmente”, o rock é comemorado no dia 13 de julho, mas ele está presente diariamente na minha vida, quem já deu uma passada aqui pelo blog alguma vez deve ter percebido. Aproveitando que essa semana foi o Dia do Rock, vou postar aqui quatro músicas diferentes para meus quatro momentos rock’n roll dos últimos dias.

1 – Vangbeats (Don’t Let Me Down)

Show do Vanguart tocando só músicas dos Beatles, banda que eu amo, aqui em Cuiabá, nossa terrinha. O show foi incrível, as companhias melhor ainda, e eu pra variar, enlouqueci ouvindo as fab songs. Foi lindo ver aquela “garotada” cantando todas as músicas com a letra na ponta da língua. E essa foi a música que definitivamente me fez quase estragar minhas cordas vocais, mas valeu a pena!

2 – Paralamas e Titãs (Flores)

Show histórico só pela aventura que foi chegar em Chapada dos Guimarães. Já tinha visto eles juntos uma vez, mas nunca é demais ver essas duas bandas tocando. Cantei todas, e Flores é sempre Flores, né?!

3 – Foo Fighters (Times Like These)

 Rock’n roll é aventura, diversão e uma leve dose de perigo! Só falo isso…

 4 – The Beatles (Eleanor Rigby)

E no Dia do Rock, uma noite hilária, que “detalhes” a parte foi inesquecível. Deixando o melhor pro final: eu (levemente alterada) cantando Eleanor Rigby num ônibus! Viva o Rock!

Não é a rainha do deserto…

Amizades construídas na sinceridade, beirando o sincericídio são as melhores. Pelo menos, são as que eu prefiro. Assim eu definiria minha amizade com a Priscilla. E por que será que estou fazendo mais um post comemorando o aniversário de alguém? Simples. Ao longo desses anos cultivei poucas e fiéis amizades, e isso é uma coisa de muita sorte, eu acho. Tá, mas vou voltar a protagonista desse post…

Sobrevivi à três tensos semestres de Comunicação Social com a Priscilla me acalmando, me puxando de volta pra Terra, me fazendo ver que a vida não é só reclamar dos outros, às vezes o erro está em nós mesmos. Como eu disse lá no começo do post, nossa amizade é baseada principalmente na sinceridade, beira não só o sincericídio, que é o que? Você morrer pela boca de tanto falar a verdade pra outra pessoa, mas nós duas não ligamos muito pra isso. Falamos a verdade, nua e crua, doa a quem doer, seja em mim ou nela. E até hoje tem dado certo, acho que ela acredita que gosto dela de verdade, assim como eu sei que ela também me adora (e me acha foda! haha).

Agora, falando pra tu, Pri. Não sou a pessoa cheia de “beijinhos e abraços”, já disse mais de uma vez: contatos fisícos me assustam. E você pra minha alegria, entende isso. Não preciso ficar o tempo todo falando o quanto sua amizade e companhia é especial pra mim e o quanto gosto e torço por você, não é? Então pronto, minha amiga! Adoro nossas conversas, nossas risadas, momentos “infantolóides” e principalmente, a sensação de saber que estou crescendo dia-a-dia aos olhos de uma pessoa que também está crescendo junto comigo. Somos pessoas bem diferentes desde que nos conhecemos, lááá trás, no primeiro dia de aula na faculdade. Nem parece, mas já faz tempo. É, vida na faculdade passa rápido e a gente não percebe…

Pra fechar com chave de ouro, ou melhor, voz de ouro, fiquei na dúvida de quem eu escolheria pra cantar pr’ocê. Sim, eu sei, você preferiria mil vezes euzinha cantando, mas hoje não vai rolar. Outro dia, talvez. Escolhi “nosso ruivo”! Ele que sabe como ninguém escrever aquelas músicas que vira e mexe a gente canta junto.

Espero que seu dia tenha sido ótimo, não deu pra passar ao seu lado, mas a gente tem o ano inteiro pela frente ainda, né? Haja folêgo para os próximos quatro semestres de faculdade e mais alguns que pretendo passar com a senhora jornalista, minha amiga!

Eu tenho uma brother…

Uma vez ouvi dizer que amizade que surge “na merda” tem muito mais chances de durar e eu acredito muito nessa teoria. Mais ainda, eu ADORO essa teoria, já que tenho essa amiga da hora dos micos, desastres, bafões, confusões, paneladas e principalmente muitas, muitas, muitas risadas. Uma amizade que não tem nem 2 anos, mas que parece muito mais do que isso pelos vários “eventos” que passamos sempre juntas, claro, que é pra bagunça ser mais engraçada. Bom, como isso começou?

Fácil de lembrar e difícil de esquecer: agosto de 2008, estacionamento da UFMT, eu chego com minha mala pra viajar pra Niterói pra participar do I Encontro Nacional de Juventude do Campo e da Cidade e encontro uma única pessoa por lá também (nessa época eu chegava cedo nos lugares…), daí que papo vai, papo vem, e as 4 horas de espera acabam e entramos num ônibus (?) rumo a tal viagem. Foi uma semana que pra mim pareceu 1 mês pelas coisas que eu vi e vivi e carrego até hoje na minha vida, e ela ali do meu lado. De lá pra cá, muitas histórias pra contar, ainda bem! E muitas ainda para serem contadas eu espero. Já parei pra pensar algumas vezes se fomos amigas em outras vidas, não sei se acredito nisso, mas se sim, acredito que fomos muito amigas em vááárias outras vidas e nas que virão seremos com certeza.

Nunca brigamos, mas sempre discutimos, eu respeito as opiniões dela e ela as minhas como fazem as verdadeiras amigas. Temos algumas coisas diferentes, mas várias parecidas. E é pra Laís esse post sentimentalóide do meu criado mudo, essa amiga que eu chamo de brother no sentido mais literal da palavra, pra mim ela é uma irmã mesmo, a irmã que eu escolhi pra minha vida. Feliz aniversário, Laís!

Que sua vida seja recheada de coisas boas (mais ainda!), que nós erremos nos almoços, discutamos sobre jornalismo, discordemos sobre a idade dos homens, discordemos sobre política, que você me peça mais músicas do The Kooks, que você ouça muito mais Maria Bethânia, que nós nos joguemos no gummy (mas sem você correr atrás de mim depois!), mas principalmente, que nós continuemos a ser AMIGAS! Love you, my friend!

E só pelo seu aniversário que vou colocar a diva-mor aqui pra cantar, solta o cabelão Bê!

Meus 20 anos…

Há um tempo depois que assisti ao filme Divã, com a maravilhosa Lilia Cabral, dei uma pequena, porém interessante pesquisa sobre a autora do livro, Martha Medeiros, e numa das dezenas de abas na tela do meu computador encontrei um trecho que ficou na minha cabeça durante um tempo. Resolvi guardá-lo pra usar um dia aqui no blog, e não é que chegou a hora finalmente?! E já que a gente é o que a gente gosta, ouve, come, veste e faz, resolvi descrever tudo aquilo que eu fui e sou nesses meus 20 anos, completados exatamente hoje: 04 de dezembro de 2009! Como o tempo passou rápido…

“A gente é o que a gente gosta. A gente é nossa comida preferida, os filmes que a gente curte, os amigos que escolhemos, as roupas que a gente veste, a estação do ano preferida, nosso esporte, as cidades que nos encantam”       Martha Medeiros

Eu, Bruna, sou arroz, feijão, purê de batata, ovo mexido, muita salada  e suco de uva. Sou leite com toddy, pão de queijo e bolachas recheadas. Sou penne ao molho quatro queijos. Sou pipoca de cinema. Sou pudim com calda de caramelo. Sou brigadeiro. Sou sorvete de menta com flocos. Sou um copo de água bem gelada num dia quente.

Sou Sempre Amigos, A Estranha Família de Igby, Dirty Dancing, Conta Comigo, A Vida é Bela, Central do Brasil, Sonho de Liberdade, Sobre Meninos e Lobos, Crepúsculo, Marley & Eu, Garota Interrompida, Patch Adams, Matilda, Meninos não Choram, The Wonders – O sonho não acabou, Náufrago, Vicky Cristina Barcelona, Clube da Luta, Diários de Motocicleta, Divã, Na Natureza Selvagem, Tropa de Elite, Ela é Demais, Se Eu Fosse Você, Homens de Honra, Milk, O Diabo Veste Prada, Curtindo a Vida Adoidado, Jogos Mortais, Diário de um Adolescente, O Homem da Máscara de Ferro,  A Proposta, Across The Universe e Lua Nova. Sou também 24 Horas, Os Normais e The O.C.

Sou jeans, All Star e camiseta, as vezes um chinelo, mas nunca um salto alto, nem vestido. Sou cabelo encaracolado e problemático. Sou óculos pra corrigir miopia. Sou 3 hibiscos tatuados nas costas e uma borboleta-azul no braço direito.

Sou amigas da escola Adventista. Sou amigos do colégio Master. Sou  amigos, meio irmãos da faculdade. Sou também as notas baixas e altas (maioria!) desses lugares.

Sou The Kooks, The Beatles, Coldplay, Vanessa da Mata, John Mayer, Marisa Monte, Cazuza, Titãs, Travis, Nando Reis, The Thrills, Detonautas, Amy Winehouse, Sixpence,  The All-American Rejects, Black Eyed Peas, Eddie Vedder, Zé Ramalho, Cachorro Grande, Rita Lee, Lady Gaga, Jamie Cullum, U2, Dido, Avril Lavigne, Robbie Williams, Tim Maia, INXS, The Killers, O Teatro Mágico, Alanis Morissette, Skank, Phantom Planet, Red Hot Chilli Peppers, McFly, Jack Johnson, Pitty, Paul McCartney, Caetano Veloso, Lenine, Jet,  Nx Zero, Foo Fighters, Zeca Baleiro, Jem, Raul Seixas, The White Stripes, Tribalistas, Legião Urbana, Justin Timberlake, Bon Jovi, The Ting Tings, Cássia Eller, Silverchair, Guns’n Roses, Paralamas do Sucesso, Beirut, Lobão, Oasis, The Subways, John Lennon, Nirvana, The Strokes, Franz Ferdinand, Janis Joplin, Michael Jackson, Matchbox Twenty, Muse e Los Hermanos.

Sou mochila nas costas, agora tô me acostumando com bolsas. Sou pegar uma barca em plena Baía Sinha Mariana, no Pantanal e ter como vizinhos um casal de macaquinhos. Sou me perder do apartamento da minha tia em Campo Mourão. Sou visitar avó e tias em Campo Grande e comer horrores. Sou passar os fins de semana na Chapada quando criança. Sou rir da guia de turismo em Curitiba. Sou me perder novamente em Curitiba a meia-noite. Sou me jogar nas praias de Balneário Camboriú. Sou me maravilhar com Florianopólis. Sou dormir entre duas barracas em Niterói. Sou quase chorar numa manifestação pelas ruas do Rio de Janeiro.  Sou fazer um desa”bafão” político no ERECOM – Cuiabá. Sou horas na fila do show do The Kooks em São Paulo. Sou errar no vestido, mas me jogar na pista de dança no casamento do primo.

Sou faculdade de Jornalismo. Já fui muito televisão, agora sou completamente internet e seus afins: msn, Orkut, blog e Twitter. Já fui  movimento estudantil, agora sou “militante solitária”. Sou socialismo de alma e coração. Não sou baladas, prefiro ser minha casa. Sou música alta e filmes repetidamente  (muitas vezes!). Sou dormir tarde sabádo e acordar tarde no domingo.

Sou dar risadas das loucuras da minha mãe. Sou falar besteira com meu pai. Sou as horas preciosas que passo ao lado de pessoas amadas. Sou honestidade, micos e bafões. Sou a cara linda do Rott quando chego em casa. E agora sou a gritaria por causa do Gandhi. Sou stress, barraco, confusão, amizades que valorizo e bons momentos que não tem preço.

Isso é o que sou nesses 20 anos.

Filmes da semana

filmessemana

Fazia tempo que queria escrever sobre uns filmes legais que eu tenha visto, mas nas últimas semanas tive pouco tempo e não vi muita coisa, mas essa semana deu pra “tirar o atraso” e ver 4 ótimos filmes e um documentário: … Continue reading