Há poucas semanas fiz um post “descendo o pau” nos estudantes que não participaram de uma discussão sobre os rumos do ENEM na UFMT, agora faço um post mais tranquilo e por que não esperançoso?! Hoje aconteceu uma Assembléia, que … Continue reading
Há poucas semanas fiz um post “descendo o pau” nos estudantes que não participaram de uma discussão sobre os rumos do ENEM na UFMT, agora faço um post mais tranquilo e por que não esperançoso?! Hoje aconteceu uma Assembléia, que … Continue reading
Ontem participei de um debate na UFMT sobre esse ENEM ridículo, entrei no debate achando isso e saí tendo a convivção de que isso não é o que eu gostaria de ver na educação do meu país. Lembro-me que quando prestei vestibular para Jornalismo, tanto as provas da UFMT eram bem vistas quanto a própria prova do ENEM era “adorada” por alunos e professores por sua simplicidade, por usar o conteúdo de sala de aula em questões práticas do cotidiano e principalmente, por ser democrática.
E o que foi esse processo de seleção adotado pela UFMT e por outras universidades? Simplesmente, o processo mais antidemocrático e excludentes de todos os tempos, tirando a oportunidade de quem de fato necessita entrar numa faculdade e destruindo sonhos de jovens que por não terem outra alternativa se viram obrigados a ingressar num outro curso, “só porque deu”, gente, fala sério! Isso é educação? Isso é democracia? Isso é respeito? Tem gente que pensa que sim.
Ouvi muitas coisas e me lembrei de várias outras, uma delas é de quanto o movimento estudantil tem sim sua importância, mas que infelizmente, ele ainda não foi capaz de levar essa discussão ao seu devido alcance, digo isso porque no debate havia DOIS ESTUDANTES secundaristas e outros poucos que estavam lá, já são velhos conhecidos universitários, ou seja, cadê os interessados nisso tudo? Ficar em casa chorando e reclamando que é uma injustiça não vai levar a nada. E esse não é o caso só de Cuiabá, não, é pelo país inteiro. Eu ainda acredito que essa decisão ridícula e arbitrária, cheia de más intenções tomada pela reitora Maria Lúcia Cavalli possa ser revertida, não por ela, mas por mobilizações que os estudantes matogrossenses e brasileiros possam e já deveriam estar fazendo.
Saí de lá revoltada com os estudantes, não é irônico isso? Eles, os maiores prejudicados é que me fizeram ter raiva. Raiva da passividade, do “ah! não vai dar em nada”, do comodismo, peraí galera! É o futuro de vocês sendo decidido por pessoas que não estão nem um pouco interessadas no melhor de vocês, se mexam, gritem, quebrem, queimem, saiam de casa, façam alguma coisa, pois eles estão fazendo e não está sendo nem um pouco legal!
Tem horas que me esqueço que estamos na América Latina, que nosso sangue é “quente”, que temos vontade de lutar, sei lá, acho que vivo em outro planeta. Por favor, alguém me leve desse aqui porque é muito chato!
* Obs: esse post vai sem imagem e com título em referência à Karl Marx porque ele sim acreditava na mudança, na luta e nas pessoas, assim como eu que apesar de algumas decepções deixo sempre uma centelha em alerta vermelho na minha cabeça. Independente da ideologia, a mudança se faz necessário nesse país, urgentemente!
Os Sonhadores foi o último filme do ciclo “Imagens em Pauta” de 2009, no cinema do Sesc Arsenal, em Cuiabá, dia 24 de novembro. A exibição contou com a participação de membros do Núcleo de Estudos Comunicação, Infância e Juventude … Continue reading
Bom, hoje cheguei a constatação que a polícia realmente necessita de uma renovação, mais ainda, ela tem que deixar de agredir sem perguntar, agredir como resposta a algo que nada tem a ver com ela, passar por cima de sua “autoridade” de órgão público e de “defesa”, e principalmente ela tem que abrir os olhos para o que acontece a sua volta.
Me senti muito indignada, na verdade, fiquei puta mesma com coisas que vi e ouvi hoje no finalzinho na manifestação na UFMT, é só consegui chegar no final, mas não sem conseguir “tirar” depoimentos deprimentes de pessoas que nada sabem, ou melhor, nada respeitam os indíviduos, sejam eles, estudantes, militantes, revoltados, e sei lá mais o que…
Explico: antes de ir para a manifestação, dei uma olhada geral pela universidade, pra ver a quantas andavam as coisas, como tinha que ir até a Procev, segui na minha caminhada, e nessa caminhada quanta bobagem eu ouvi, meu Deeeus! Até chegar do outro lado da UFMT, fui vendo a fila de carros se formando, e alunos e professores nervosíssimos com aquela “bagunça”.
Daí que encarnei uma aluna bobinha e fui perguntar para um policial o que estava acontecendo, e o que ouvi foi demência pura! A seguir meu diálogo com ele:
- Oi, o senhor pode me dizer o que está acontecendo aqui?
- Ah, não sei não, mas é melhor quem não tem nada a ver com isso ficar longe, senão vai sobrar também.
- Mas, porque está tudo parado moço? Só quero saber.
- Nem sei, cada dia esses baderneiros arrumam um motivo, até quando não tem nada acontecendo eles inventam, na sala de aula ningúem quer ficar…Eu se tivesse numa universidade não saia da sala pra ficar nessa zona não
- Será que eles não tem motivo mesmo? Ninguém faz isso sem motivos, não concorda?
- Não, não concordo, aliás, não tenho que concordar com nada, tô aqui pra manter as coisas no lugar e vocês pra estudar, cada um no seu canto não dá problema, pra que arrumar confusão, me diz?
- Manter as coisas no lugar seria agredir estudantes moço?
- Peraí, você é um deles, né? Tá aqui me enrolando pra que menina?
- Não tô enrolando, só questionando que direitos uma pessoa acha que pode ter para agredir outra, sem ter motivos. Ou o senhor acha que esse bando de gente saiu de casa cedo, nesse frio, com um monte de policial ameaçando só pra matar aula?
*Nesse momento percebi que ele ficou um pouco furioso, então, me afastei rápido porque não sou besta.
É fato que toda manifestação tem erros e acertos e até alguns excessos, mas o que não se pode é negar o direito a isso, e é isso que os policiais, a mando de seus superiores fazem o tempo todo. Fazem isso com a tentativa de calar vozes, impedir movimentos e castrar ações.
Hoje quando vi a UFMT cercada de carros de polícia, não reconheci aquele lugar como universidade, mais parecia cena de filme, filme daqueles que você vê e não quer mais. Não quer mais porque é ruim, é fraco, é medíocre, não tem lógica, enfim, tem filmes melhores. Esse filme visto e ouvido por mim hoje, será esquecido certamente, pois haverá outros bem melhores, eu espero!
Bom, depois de uma vontade súbita e coletiva (de duas pessoas!), fiz meu bloguito, nem sei que número de blog é esse, mas tô com a sensação de que esse vai durar. Talvez porque seja o primeiro que eu faça … Continue reading