Verdades (William Shakespeare)

Tenho escrito pouco, quer dizer, escrito coisas legais que eu goste muito, é só dar uma verificada e esse é o primeiro post de novembro. O que mais tenho feito é escrever, escrever e escrever (um beijo para o Jornalismo).  Confesso que já tive vontade de largar tudo pelo menos umas 10 vezes num mesmo dia, mas ok, vamos seguir em frente, né?

Achei um texto do Shakespeare que me impressionou bastante. Resolvi compartilhar com os perdidos que chegam nesse blog.  É difícil escolher uma frase, porque são todas muito verdadeiras, literalmente. Aproveitem tanto quanto eu!

“Depois de algum tempo você aprende a diferença…a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma.
E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança.
E começa a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas.
E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.
E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.

Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo.
E aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam…
E aceita que não importa o quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso.
Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.
Descobre que se leva anos para se construir confiança e apenas segundos para destrui-la, e que você pode fazer coisas em um instante, das quais se arrependerá pelo resto da vida.
Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias.
E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida. E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.

Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam, perceber que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos.
Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa, por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos.
Aprende que as circunstâncias e os ambientes tem influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos.

Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser.
Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto.
Aprende que não importa onde já chegou, mas onde está indo, mas se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar serve.
Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados.
Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências.

Aprende que paciência requer muita prática.
Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se.
Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou.
Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha.
Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.

Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel.
Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame, não significa que esse alguém não o ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.
Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo.

Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado.
Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não para para que você o conserte.
Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás.
Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores.
E você aprende que realmente pode suportar…que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais.

E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida!
Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar, se não fosse o medo de tentar.”

Estudantes, uni-vos!

Ontem participei de um debate na UFMT sobre esse ENEM ridículo, entrei no debate achando isso e saí tendo a convivção de que isso não é o que eu gostaria de ver na educação do meu país. Lembro-me que quando prestei vestibular para Jornalismo, tanto as provas da UFMT eram bem vistas quanto a própria prova do ENEM era “adorada” por alunos e professores por sua simplicidade, por usar o conteúdo de sala de aula em questões práticas do cotidiano e principalmente, por ser democrática.

E o que foi esse processo de seleção adotado pela UFMT e por outras universidades? Simplesmente, o processo mais antidemocrático e excludentes de todos os tempos, tirando a oportunidade de quem de fato necessita entrar numa faculdade e destruindo sonhos de jovens que por não terem outra alternativa se viram obrigados a ingressar num outro curso, “só porque deu”, gente, fala sério! Isso é educação? Isso é democracia? Isso é respeito? Tem gente que pensa que sim.

Ouvi muitas coisas e me lembrei de várias outras, uma delas é de quanto o movimento estudantil tem sim sua importância, mas que infelizmente, ele ainda não foi capaz de levar essa discussão ao seu devido alcance, digo isso porque no debate havia DOIS ESTUDANTES secundaristas e outros poucos que estavam lá, já são velhos conhecidos universitários, ou seja, cadê os interessados nisso tudo? Ficar em casa chorando e reclamando que é uma injustiça não vai levar a nada. E esse não é o caso só de Cuiabá, não, é pelo país inteiro. Eu ainda acredito que essa decisão ridícula e arbitrária, cheia de más intenções tomada pela reitora Maria Lúcia Cavalli possa ser revertida, não por ela, mas por mobilizações que os estudantes matogrossenses e brasileiros possam e já deveriam estar fazendo.

Saí de lá revoltada com os estudantes, não é irônico isso? Eles, os maiores prejudicados é que me fizeram ter raiva. Raiva da passividade, do “ah! não vai dar em nada”, do comodismo, peraí galera! É o futuro de vocês sendo decidido por pessoas que não estão nem um pouco interessadas no melhor de vocês, se mexam, gritem, quebrem, queimem, saiam de casa, façam alguma coisa, pois eles estão fazendo e não está sendo nem um pouco legal!

Tem horas que me esqueço que estamos na América Latina, que nosso sangue é “quente”, que temos vontade de lutar, sei lá, acho que vivo em outro planeta. Por favor, alguém me leve desse aqui porque é muito chato!

* Obs: esse post vai sem imagem  e com título em referência à Karl Marx porque ele sim acreditava na mudança, na luta e nas pessoas, assim como eu que apesar de algumas decepções deixo sempre uma centelha em alerta vermelho na minha cabeça. Independente da ideologia, a mudança se faz necessário nesse país, urgentemente!

Ser (des)umano

Assistindo ao Fantástico de hoje me deparei com a reportagem sobre a barbárie que fizeram com o garotinho baiano de 2 anos perfurado por mais de 30 agulhas pelo seu “padrasto”, essa história desde o começo me deixou com muito nojo do ser humano – se é que se pode chamar aquele monstro disso – fiquei pensando nos animais que por mais selvagens que possam ser jamais fariam algo desse tipo, e mais ainda, fiquei imaginando o que passa na cabeça de alguém para cometer um crime tão perverso quanto esse.

Quando vi aquele homem contando o que tinha feito com tanta frieza e sem o mínimo de remorso a minha vontade era de atravessar a televisão e dar uma surra nele! E quando pensei que esse menino pode sofrer pelo resto da vida minha raiva só aumentou. Nunca fui muito fã de crianças, quem me conhece sabe das minhas histórias com elas, mas aceitar uma coisa dessas eu jamais faria. Tudo isso me fez analisar um pouco o quanto vale a vida hoje…

O “padrasto” da criança disse que fez isso pra prejudicar a ex-mulher dele, como assim??  Quer dizer agora que se vinga matando crianças? Credo! É nessas horas que me dá uma vergonha de fazer parte dessa raça que mata seus próprios semelhantes, nós homens (e digo “nós” porque em devidas proporções somos capazes de fazer maldades inimagináveis com outros seres) nos consideramos tão evoluídos que somos incapazes de julgar ações cometidas por nós mesmos, ou até de olhar outras seres mais evoluídos que nós, digo isso porque hoje assisti um documentário sobre a ilha de Galápagos onde um grupo de aves deixavam seus filhotes escondidos enquanto saiam pra caçar, mas voltavam imediatamente quando percebiam que seus filhotes estavam correndo risco de vida, e mais, avisavam as demais aves para ajudar na defesa dos seus. E o mais lindo de tudo: as aves íam!

É… ainda temos muito a aprender, uma pena que até lá muitos inocentes ainda terão que sofrer nas mãos de criminosos desalmados. Torço de verdade pra que esse menino saia com vida de tudo isso e que possa ter uma vida melhor apesar dessa tragédia.

The Kooks salva!

Não gosto muito de fazer post quando estou com raiva, mas é que hoje eu realmente preciso escrever, então, paciência! Sabe quando o mundo conspira contra você? Pois é, isso aconteceu comigo hoje, tudo que podia dar errado, deu, foi raiva desde cedo até agora noite.

Não vou entrar em muitos detalhes, só dizer que o povo daquela universidade, os objetos eletrônicos a minha volta e meus queridos pais fizeram um pacto pra me destruir hoje, nem o Rott deu uma trégua… Só pra compensar vou colocar uma das poucas coisas que deram certo hoje: The Kooks! Ouvir os CD’s deles é uma das poucas coisas me acalmam, ainda mais se a música for Naive. (amo demais!)

Me dê motivo!

Sabe quando você vê uma coisa e não consegue ficar sem dar uma opinião? Pois fiquei assim nesse exato momento… Estava eu dando minhas “voltas” pelo YouTube quando me deparei com um vídeo impossível de não se comentar:

Bom, começando pelo começo, admiro muito o trabalho do Álvaro Pereira Júnior e sinceramente tirando umas 2 ou 3 músicas, quem é Ed Motta?? O sobrinho frustrado do gênio Tim Maia que nunca chegará ao seus pés. Tá, deixando uma pouco a raiva de lado, vamos aos fatos…

Estava indo tudo bem, o Álvaro contando sobre sua experiência como colunista de música, aí o Frejat deu sua opinião, bem sensata aliás: todo mundo tem direito de se expressar, desde com respeito, aí vem o estraga noite da vez, Ed Motta, e fala uma asneira sem tamanho, pior, parafraseando Frank Zappa (nada contra!). Olha a pérola do revoltadinho: “Quem sabe faz, quem não sabe ensina e quem nem isso consegue fazer vira crítico”.

Achei completamente ridícula essa frase, se é mesmo do Zappa ou sei lá de quem, prova o desconhecimento sobre a crítica musical. O crítico musical, assim como qualquer outra pessoa é alguem que por gostar tanto de musica decide se dedicar a ela com papel e caneta na mão, e não um frustrado que não conseguiu se dar bem na música (assim como o Ed Motta (??), por exemplo).

Não entendi a revolta do Motta, eu sei que ele é meio mau-humorado, mais uma vez querendo ser o Tim Maia, mas um pouquinho de educação não faz mal né? O Tim era mau-humorado e ao mesmo tempo engraçado, tem como? Claro que sim, só sendo ele, e isso não é pra qualquer um não.

Só pra encerrar, um cara que se diz tão inteligente e culto quanto esse Motta, dizer que o crítico musical  – que antes de tudo é um jornalista -, é como uma “mosca que eu mato em 3 minutos”, é mais que do que falta de educação e desrespeito, é burrice e ignorância! Nunca tive saco pra ouvir as músicas dele, não suporto cantor de “embromação” que fica só fazendo sons estranhos com a voz e cantar que é bom nada, depois dessa então, jamais! Sou muito mais assistir as matérias do Álvaro e ouvir as músicas do Tim, ok?!

P.s: Sou completamente looooooouca por “Festa de Santo Reis” e vendo esses videos bateu uma tristeza pelo Tim. Saudades do gordinho doido!