Autoconselho

Acabou. O que fazer? Lembrar, sofrer e até chorar faz parte. Fotos, músicas, filmes, lugares de histórias dificultam mais ainda. Já que é inevitável, sofra o quanto puder. Depois que não der mais, tente ser feliz. Não aquela felicidade irritantemente eterna, porque isso não existe e nem nunca existirá (ainda bem). Nada é pra sempre, na verdade. Tudo dura o quanto tem que durar, ou não. Algumas vezes o fim chega antes do esperado, e é aí que dói mais. De dores e amores é que somos feitos. Refaça os seus. Adquira novas dores e saboreie novos amores. Refaça planos, amizades, lugares, ideias. Dê um jeito na vida.

Vida. Você ainda lembra o que é isso? Sofrer é bom, mas não se acostume com isso. É uma prova de que ainda estamos vivos, mesmo que pareça o contrário. Esse estado de “quase morte” também é bom, avalie sua vida. Veja se ela valia mais a pena antes ou a partir de agora. Se valia mais antes, esqueça, o tempo não volta, se contente com o amanhã. Se o amanhã parece confuso, triste e solitário, encare-o, pois é isso que vem pela frente. Se der pra não ficar lembrando do ontem, é melhor. Comparações a essa hora não lhe farão bem.

Respeite-se, não deixe que pisem em você ou em seus sentimentos. Diga “sim” pra você e “foda-se” o resto. Não é pra ser educadinha com ninguém, você nunca foi mesmo, por quê seria agora? Pra ficar bem na foto? Bem com quem? Bem pra quem? Você não está bem, está apenas tentando, por isso, deixe pra lá. Nada mais importa no mundo a não ser você. Você aprendeu alguma coisa com tudo isso? Pratique melhor da próxima vez, caso ela aconteça, caso você queria ou caso você mereça.

Polícia para quem precisa!

Bom, hoje cheguei a constatação que a polícia realmente necessita de uma renovação, mais ainda, ela tem que deixar de agredir sem perguntar, agredir como resposta a algo que nada tem a ver com ela, passar por cima de sua “autoridade” de órgão público e de “defesa”, e principalmente ela tem que abrir os olhos para o que acontece a sua volta.

Me senti muito indignada, na verdade, fiquei puta mesma com coisas que vi e ouvi hoje no finalzinho na manifestação na UFMT, é só consegui chegar no final, mas não sem conseguir “tirar” depoimentos deprimentes de pessoas que nada sabem, ou melhor, nada respeitam os indíviduos, sejam eles, estudantes, militantes, revoltados, e sei lá mais o que…

Explico: antes de ir para a manifestação, dei uma olhada geral pela universidade, pra ver a quantas andavam as coisas, como tinha que ir até a Procev, segui na minha caminhada, e nessa caminhada quanta bobagem eu ouvi, meu Deeeus! Até chegar do outro lado da UFMT, fui vendo a fila de carros se formando, e alunos e professores nervosíssimos com aquela “bagunça”.

Daí que encarnei uma aluna bobinha e fui perguntar para um policial o que estava acontecendo, e o que ouvi foi demência pura! A seguir meu diálogo com ele:

- Oi, o senhor pode me dizer o que está acontecendo aqui?

- Ah, não sei não, mas é melhor quem não tem nada a ver com isso ficar longe, senão vai sobrar também.

- Mas, porque está tudo parado moço? Só quero saber.

- Nem sei, cada dia esses baderneiros arrumam um motivo, até quando não tem nada acontecendo eles inventam, na sala de aula ningúem quer ficar…Eu se tivesse numa universidade não saia da sala pra ficar nessa zona não

- Será que eles não tem motivo mesmo? Ninguém faz isso sem motivos, não concorda?

- Não, não concordo, aliás, não tenho que concordar com nada, tô aqui pra manter as coisas no lugar e vocês pra estudar, cada um no seu canto não dá problema, pra que arrumar confusão, me diz?

- Manter as coisas no lugar seria agredir estudantes moço?

- Peraí, você é um deles, né?  Tá aqui me enrolando pra que menina?

- Não tô enrolando, só questionando que direitos uma pessoa acha que pode ter para agredir outra, sem ter motivos. Ou o senhor acha que esse bando de gente saiu de casa cedo, nesse frio, com um monte de policial ameaçando só pra matar aula?

*Nesse momento percebi que ele ficou um pouco furioso, então, me afastei rápido porque não sou besta.

É fato que toda manifestação tem erros e acertos e até alguns excessos, mas o que não se pode é negar o direito a isso, e é isso que os policiais,  a mando de seus superiores fazem o tempo todo. Fazem isso com a tentativa de calar vozes, impedir movimentos e castrar ações.

Hoje quando vi a UFMT cercada de carros de polícia, não reconheci aquele lugar como universidade, mais parecia cena de filme, filme daqueles que você vê e não quer mais. Não quer mais porque é ruim, é fraco, é medíocre, não tem lógica, enfim, tem filmes melhores. Esse filme visto e ouvido por mim hoje, será esquecido certamente, pois haverá outros bem melhores, eu espero!