Acabou. O que fazer? Lembrar, sofrer e até chorar faz parte. Fotos, músicas, filmes, lugares de histórias dificultam mais ainda. Já que é inevitável, sofra o quanto puder. Depois que não der mais, tente ser feliz. Não aquela felicidade irritantemente eterna, porque isso não existe e nem nunca existirá (ainda bem). Nada é pra sempre, na verdade. Tudo dura o quanto tem que durar, ou não. Algumas vezes o fim chega antes do esperado, e é aí que dói mais. De dores e amores é que somos feitos. Refaça os seus. Adquira novas dores e saboreie novos amores. Refaça planos, amizades, lugares, ideias. Dê um jeito na vida.
Vida. Você ainda lembra o que é isso? Sofrer é bom, mas não se acostume com isso. É uma prova de que ainda estamos vivos, mesmo que pareça o contrário. Esse estado de “quase morte” também é bom, avalie sua vida. Veja se ela valia mais a pena antes ou a partir de agora. Se valia mais antes, esqueça, o tempo não volta, se contente com o amanhã. Se o amanhã parece confuso, triste e solitário, encare-o, pois é isso que vem pela frente. Se der pra não ficar lembrando do ontem, é melhor. Comparações a essa hora não lhe farão bem.
Respeite-se, não deixe que pisem em você ou em seus sentimentos. Diga “sim” pra você e “foda-se” o resto. Não é pra ser educadinha com ninguém, você nunca foi mesmo, por quê seria agora? Pra ficar bem na foto? Bem com quem? Bem pra quem? Você não está bem, está apenas tentando, por isso, deixe pra lá. Nada mais importa no mundo a não ser você. Você aprendeu alguma coisa com tudo isso? Pratique melhor da próxima vez, caso ela aconteça, caso você queria ou caso você mereça.


