U-F-A!

Se tem uma palavra que defina bem esse momento, a palavrinha é “ufa”. Sério, em alguns momentos pensei que não chegaria ao fim de mais um ano. Não por ser dramática demais, sou só um pouco, mas porque foi um final de ano pra lá de difícil. E só de estar em condições de comemorar alguma coisa, já me sinto um pouco melhor. Nunca me disseram que era fácil, mas crescer e “ser alguém” é uma tarefinha e tanto. Não foi fácil na faculdade, em casa, no trabalho e em lugar algum.  Nem na cabeça foi fácil. Mil coisas mudando de lugar e várias confusões na vida. Enfim, cheguei ao fim. Sim, o ano ainda não acabou, mas antes que eu perca a vontade de escrever sobre ele, já termino logo esse post.

É, não posso deixar de falar desse último semestre no Jornalismo. Quando entrei na faculdade e me disseram que o quinto semestre era o “quinto dos infernos”, achei engraçado. Agora entendi e é mesmo. Ainda mais quando pessoas fazem de tudo para isso acontecer. Sei que a tendência é ficar cada vez mais enlouquecedor, mas não tem problema. Nada que uns surtos, berros, brigas e cagadas não resolvam. Esse é o jeito Bruna de lidar com momentos tensos (sim, eu pioro eles, ok?!).

Mais um ano passou e eu vivi da forma que foi possível. Às vezes, bem, outras nem tanto e em outras, “pessimamente”. Acho que foi assim pra todo mundo que conheço. Isso é um alerta pra eu andar com gente melhorzinha, não é? Não, não é. Foi com essas pessoas que aprendi, dei risadas, briguei, odiei, amei, chorei, cantei, dancei, bebi demais, bebi de menos, me diverti, me estressei, julguei, fui julgada, ignorei, fui ignorada, fiz feliz e me fizeram feliz também. Olhando assim não dá pra reclamar tanto.

Bom, já que não tem outro jeito e vou continuar no Jornalismo mesmo, que venha o sexto semestre e junto com ele tudo de novo e ruim que sempre virá. Assim é a vida, então vamos encará-la. Ainda mais depois de ter ido ontem à colação de grau onde tinham pessoas muito especiais pra mim. Pra cada uma delas, guardei (MUITAS) lágrimas diferentes. Fiquei ali de longe vendo aquelas pessoas se formando, fechando um ciclo de vida, que como estou sabendo não é fácil. Pensei em milhões de coisas enquanto me acabava de chorar:

Quantas vezes pensaram em desistir. Quantas vezes se desiludiram. Quantas vezes viram que estava tudo errado. Quantas vezes fizeram tudo errado. Quantas vezes foram felizes. Quantas vezes quiseram tocar o foda-se. Quantas vezes imaginaram aquele dia. E no fim, estavam ali no grande dia. É, foi lindo! E bom, tocou Viva La Vida no final, caso vocês queiram saber.

P.s: eu tenho uma tendência impressionante que muitas vezes até me assusta de ver coisas belas na vida. Isso explica a minha emoção e tantas outras coisas.

Estudantes, uni-vos!

Ontem participei de um debate na UFMT sobre esse ENEM ridículo, entrei no debate achando isso e saí tendo a convivção de que isso não é o que eu gostaria de ver na educação do meu país. Lembro-me que quando prestei vestibular para Jornalismo, tanto as provas da UFMT eram bem vistas quanto a própria prova do ENEM era “adorada” por alunos e professores por sua simplicidade, por usar o conteúdo de sala de aula em questões práticas do cotidiano e principalmente, por ser democrática.

E o que foi esse processo de seleção adotado pela UFMT e por outras universidades? Simplesmente, o processo mais antidemocrático e excludentes de todos os tempos, tirando a oportunidade de quem de fato necessita entrar numa faculdade e destruindo sonhos de jovens que por não terem outra alternativa se viram obrigados a ingressar num outro curso, “só porque deu”, gente, fala sério! Isso é educação? Isso é democracia? Isso é respeito? Tem gente que pensa que sim.

Ouvi muitas coisas e me lembrei de várias outras, uma delas é de quanto o movimento estudantil tem sim sua importância, mas que infelizmente, ele ainda não foi capaz de levar essa discussão ao seu devido alcance, digo isso porque no debate havia DOIS ESTUDANTES secundaristas e outros poucos que estavam lá, já são velhos conhecidos universitários, ou seja, cadê os interessados nisso tudo? Ficar em casa chorando e reclamando que é uma injustiça não vai levar a nada. E esse não é o caso só de Cuiabá, não, é pelo país inteiro. Eu ainda acredito que essa decisão ridícula e arbitrária, cheia de más intenções tomada pela reitora Maria Lúcia Cavalli possa ser revertida, não por ela, mas por mobilizações que os estudantes matogrossenses e brasileiros possam e já deveriam estar fazendo.

Saí de lá revoltada com os estudantes, não é irônico isso? Eles, os maiores prejudicados é que me fizeram ter raiva. Raiva da passividade, do “ah! não vai dar em nada”, do comodismo, peraí galera! É o futuro de vocês sendo decidido por pessoas que não estão nem um pouco interessadas no melhor de vocês, se mexam, gritem, quebrem, queimem, saiam de casa, façam alguma coisa, pois eles estão fazendo e não está sendo nem um pouco legal!

Tem horas que me esqueço que estamos na América Latina, que nosso sangue é “quente”, que temos vontade de lutar, sei lá, acho que vivo em outro planeta. Por favor, alguém me leve desse aqui porque é muito chato!

* Obs: esse post vai sem imagem  e com título em referência à Karl Marx porque ele sim acreditava na mudança, na luta e nas pessoas, assim como eu que apesar de algumas decepções deixo sempre uma centelha em alerta vermelho na minha cabeça. Independente da ideologia, a mudança se faz necessário nesse país, urgentemente!

Os Sonhadores

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Os Sonhadores foi o último filme do ciclo “Imagens em Pauta” de 2009, no cinema do Sesc Arsenal, em Cuiabá, dia 24 de novembro. A exibição contou com a participação de membros do Núcleo de Estudos Comunicação, Infância e Juventude … Continue reading 

Liberdade de imprensa produz uma imprensa livre?

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Esta é a pergunta que está martelando minha cabeça há alguns dias, desde que assisti a defesa de monografia de uma aluna de Ciências Sociais, na UFMT e um dos professores da banca levantou essa questão, daí que fiquei refletindo … Continue reading 

Fim do 2º

Sim, mais um semestre que acaba, nem acredito… esse voou mesmo, mais do que o primeiro, se bem que sempre ouvia isso quando entrei na faculdade “passa tão rápido”, “quando você perceber, já acabou”, e não é que foi isso mesmo?!

Foi um semestre digamos, diferente, deixei algumas coisas pra trás e passei a fazer outras, conquistei novas amizades e solidifiquei as melhores. Tudo bem, confesso que não fui uma aluna exemplar esse semestre, algumas faltas, notas baixas… mas a promessa é de que no terceiro vou dar o sangue naquela UFMT! Ainda vejo o Jornalismo com os mesmos olhos, apesar de todas as dificuldades que virão pela frente.

Uma coisa eu levo desse semestre: a paciência é uma virtude! Olha, aguentar certos colegas da Comunicação Social não é fácil, a tarefa é árdua, porém, em alguns casos, hilárias! Só tendo muita paciência e um pouquinho de bom-humor pra rir de certas situações, e nesse semestre dei muitas boas risadas…  ainda bem que posso rir disso!! o/

Enfim, deixo pra trás Comunicação em Língua Portuguesa II, Psicologia da Comunicação, Teoria das Ciências Humanas, Teoria Política, Teoria da Comunicação II (ufaa…quanta teoria!) e Introdução as Técnicas Fotográficas para conhecer novas matérias e assumir novos desafios! Que venha o 3º Semestre!!

Não sei porque, mas na hora de escolher uma música pra encerrar esse post me veio a cabeça a cena do filme “Curtindo a vida adoidado” em que o garoto mata aula e dança Twist and Shout dos Beatles, talvez porque essa música tenha tudo a ver com fim de semestre, talvez porque minhas férias vão começar, ou talvez porque Beatles é Beatles, ok?!

A melhor, sem comparação!

Polícia para quem precisa!

Bom, hoje cheguei a constatação que a polícia realmente necessita de uma renovação, mais ainda, ela tem que deixar de agredir sem perguntar, agredir como resposta a algo que nada tem a ver com ela, passar por cima de sua “autoridade” de órgão público e de “defesa”, e principalmente ela tem que abrir os olhos para o que acontece a sua volta.

Me senti muito indignada, na verdade, fiquei puta mesma com coisas que vi e ouvi hoje no finalzinho na manifestação na UFMT, é só consegui chegar no final, mas não sem conseguir “tirar” depoimentos deprimentes de pessoas que nada sabem, ou melhor, nada respeitam os indíviduos, sejam eles, estudantes, militantes, revoltados, e sei lá mais o que…

Explico: antes de ir para a manifestação, dei uma olhada geral pela universidade, pra ver a quantas andavam as coisas, como tinha que ir até a Procev, segui na minha caminhada, e nessa caminhada quanta bobagem eu ouvi, meu Deeeus! Até chegar do outro lado da UFMT, fui vendo a fila de carros se formando, e alunos e professores nervosíssimos com aquela “bagunça”.

Daí que encarnei uma aluna bobinha e fui perguntar para um policial o que estava acontecendo, e o que ouvi foi demência pura! A seguir meu diálogo com ele:

- Oi, o senhor pode me dizer o que está acontecendo aqui?

- Ah, não sei não, mas é melhor quem não tem nada a ver com isso ficar longe, senão vai sobrar também.

- Mas, porque está tudo parado moço? Só quero saber.

- Nem sei, cada dia esses baderneiros arrumam um motivo, até quando não tem nada acontecendo eles inventam, na sala de aula ningúem quer ficar…Eu se tivesse numa universidade não saia da sala pra ficar nessa zona não

- Será que eles não tem motivo mesmo? Ninguém faz isso sem motivos, não concorda?

- Não, não concordo, aliás, não tenho que concordar com nada, tô aqui pra manter as coisas no lugar e vocês pra estudar, cada um no seu canto não dá problema, pra que arrumar confusão, me diz?

- Manter as coisas no lugar seria agredir estudantes moço?

- Peraí, você é um deles, né?  Tá aqui me enrolando pra que menina?

- Não tô enrolando, só questionando que direitos uma pessoa acha que pode ter para agredir outra, sem ter motivos. Ou o senhor acha que esse bando de gente saiu de casa cedo, nesse frio, com um monte de policial ameaçando só pra matar aula?

*Nesse momento percebi que ele ficou um pouco furioso, então, me afastei rápido porque não sou besta.

É fato que toda manifestação tem erros e acertos e até alguns excessos, mas o que não se pode é negar o direito a isso, e é isso que os policiais,  a mando de seus superiores fazem o tempo todo. Fazem isso com a tentativa de calar vozes, impedir movimentos e castrar ações.

Hoje quando vi a UFMT cercada de carros de polícia, não reconheci aquele lugar como universidade, mais parecia cena de filme, filme daqueles que você vê e não quer mais. Não quer mais porque é ruim, é fraco, é medíocre, não tem lógica, enfim, tem filmes melhores. Esse filme visto e ouvido por mim hoje, será esquecido certamente, pois haverá outros bem melhores, eu espero!