Se tem uma palavra que defina bem esse momento, a palavrinha é “ufa”. Sério, em alguns momentos pensei que não chegaria ao fim de mais um ano. Não por ser dramática demais, sou só um pouco, mas porque foi um final de ano pra lá de difícil. E só de estar em condições de comemorar alguma coisa, já me sinto um pouco melhor. Nunca me disseram que era fácil, mas crescer e “ser alguém” é uma tarefinha e tanto. Não foi fácil na faculdade, em casa, no trabalho e em lugar algum. Nem na cabeça foi fácil. Mil coisas mudando de lugar e várias confusões na vida. Enfim, cheguei ao fim. Sim, o ano ainda não acabou, mas antes que eu perca a vontade de escrever sobre ele, já termino logo esse post.
É, não posso deixar de falar desse último semestre no Jornalismo. Quando entrei na faculdade e me disseram que o quinto semestre era o “quinto dos infernos”, achei engraçado. Agora entendi e é mesmo. Ainda mais quando pessoas fazem de tudo para isso acontecer. Sei que a tendência é ficar cada vez mais enlouquecedor, mas não tem problema. Nada que uns surtos, berros, brigas e cagadas não resolvam. Esse é o jeito Bruna de lidar com momentos tensos (sim, eu pioro eles, ok?!).
Mais um ano passou e eu vivi da forma que foi possível. Às vezes, bem, outras nem tanto e em outras, “pessimamente”. Acho que foi assim pra todo mundo que conheço. Isso é um alerta pra eu andar com gente melhorzinha, não é? Não, não é. Foi com essas pessoas que aprendi, dei risadas, briguei, odiei, amei, chorei, cantei, dancei, bebi demais, bebi de menos, me diverti, me estressei, julguei, fui julgada, ignorei, fui ignorada, fiz feliz e me fizeram feliz também. Olhando assim não dá pra reclamar tanto.
Bom, já que não tem outro jeito e vou continuar no Jornalismo mesmo, que venha o sexto semestre e junto com ele tudo de novo e ruim que sempre virá. Assim é a vida, então vamos encará-la. Ainda mais depois de ter ido ontem à colação de grau onde tinham pessoas muito especiais pra mim. Pra cada uma delas, guardei (MUITAS) lágrimas diferentes. Fiquei ali de longe vendo aquelas pessoas se formando, fechando um ciclo de vida, que como estou sabendo não é fácil. Pensei em milhões de coisas enquanto me acabava de chorar:
Quantas vezes pensaram em desistir. Quantas vezes se desiludiram. Quantas vezes viram que estava tudo errado. Quantas vezes fizeram tudo errado. Quantas vezes foram felizes. Quantas vezes quiseram tocar o foda-se. Quantas vezes imaginaram aquele dia. E no fim, estavam ali no grande dia. É, foi lindo! E bom, tocou Viva La Vida no final, caso vocês queiram saber.
P.s: eu tenho uma tendência impressionante que muitas vezes até me assusta de ver coisas belas na vida. Isso explica a minha emoção e tantas outras coisas.






