Foi um dia daqueles! Daqueles para apagar da memória. Pensando bem, não, não foi um dia para apagar da memória. Tem dias que tudo que se queria é que ele nem tivesse começado. Eu estou contando os minutos para que esse acabe o quanto antes. Mesmo assim, quando eu deitar a cabeça no travesseiro (isso se eu dormir com essa insônia, né.) não vou esquecer. Então de nada adiantará. Continue reading →
Quando eu era mais radical, as coisas eram resolvidas muito mais facilmente por mim. Alguma coisa me irritava, eu ia lá, brigava com quem deveria, xingava, batia, quebrava e voltava pra casa muito mais leve. Parece que a gente cresce … Continue reading →
Querer morrer, mesmo que seja de vez em quando, não faz mal. O que faz mal, bem mais do que de vez em quando, é viver. Faz mal ver que seus sonhos se reduziram a realidade. Faz mal saber que … Continue reading →
Ando refletindo um pouco sobre o quanto tem coisa errada nessa vida. Fico triste quando vejo que as redes sociais me aproxima de algumas pessoas, enquanto a vida real me afasta de várias outras. Colocando na balança não sei se isso é bom ou ruim. É ótimo ter meus perfis nessa redes, escrever besteiras e responder a elas com meus amigos. É bom também ter acesso a assuntos diferentes num espaço tão curto de tempo. É bom conhecer gente nova e, às vezes, até construir novas amizades com essa gente nova. É menos cansativo e mais rápido. Por outro lado, é bom estar perto de quem a gente gosta. E quando digo estar perto, é estar perto mesmo. Olhar cara a cara, às vezes, até abraçar. Dar risada e ver a pessoa ali rindo com você. Falar besteira e ver a pessoa constrangida pela situação. Até mesmo esbarrar com aquele alguém que você não vai muito com a cara tem seu valor. Significa que você existe, tá, isso algumas vezes não é lá grande coisa… Enfim, nesse “duelo” entre a vida real e a virtual não sei se dá pra ganhar ou perder, o certo seria ganhar nos dois. É pedir demais, eu sei.
Se tivesse que escolher, acho que não saberia qual das duas iria querer. A vida virtual me dá a liberdade de ficar sozinha quando quero, de não ver e ouvir ninguém , de saber o que está rolando em qualquer lugar mesmo deitada na cama com o notebook no colo. Já a vida real me dá a possibilidade do contato físico, por mais que eu tenha algumas restrições a isso, não nego, um abraço na hora certa da pessoa certa, é bom demais, não? Na vida real não tem emoticon, tem o que sentimos de verdade. Sentimentos, tê-los ou não, eis a questão. Amigos, está fora de questão. Tenha-os sempre!
Sou uma fiel adoradora da Lua. Daquelas que olham pro céu todas as noites. Seja pra vê-la ou pra dar uma admirada nas suas amigas, as estrelas. Acima de tudo, gosto de olhar pra Lua por olhar. Sinto-me bem melhor. … Continue reading →
Acabou. O que fazer? Lembrar, sofrer e até chorar faz parte. Fotos, músicas, filmes, lugares de histórias dificultam mais ainda. Já que é inevitável, sofra o quanto puder. Depois que não der mais, tente ser feliz. Não aquela felicidade irritantemente eterna, porque isso não existe e nem nunca existirá (ainda bem). Nada é pra sempre, na verdade. Tudo dura o quanto tem que durar, ou não. Algumas vezes o fim chega antes do esperado, e é aí que dói mais. De dores e amores é que somos feitos. Refaça os seus. Adquira novas dores e saboreie novos amores. Refaça planos, amizades, lugares, ideias. Dê um jeito na vida.
Vida. Você ainda lembra o que é isso? Sofrer é bom, mas não se acostume com isso. É uma prova de que ainda estamos vivos, mesmo que pareça o contrário. Esse estado de “quase morte” também é bom, avalie sua vida. Veja se ela valia mais a pena antes ou a partir de agora. Se valia mais antes, esqueça, o tempo não volta, se contente com o amanhã. Se o amanhã parece confuso, triste e solitário, encare-o, pois é isso que vem pela frente. Se der pra não ficar lembrando do ontem, é melhor. Comparações a essa hora não lhe farão bem.
Respeite-se, não deixe que pisem em você ou em seus sentimentos. Diga “sim” pra você e “foda-se” o resto. Não é pra ser educadinha com ninguém, você nunca foi mesmo, por quê seria agora? Pra ficar bem na foto? Bem com quem? Bem pra quem? Você não está bem, está apenas tentando, por isso, deixe pra lá. Nada mais importa no mundo a não ser você. Você aprendeu alguma coisa com tudo isso? Pratique melhor da próxima vez, caso ela aconteça, caso você queria ou caso você mereça.
Se tem uma palavra que defina bem esse momento, a palavrinha é “ufa”. Sério, em alguns momentos pensei que não chegaria ao fim de mais um ano. Não por ser dramática demais, sou só um pouco, mas porque foi um final de ano pra lá de difícil. E só de estar em condições de comemorar alguma coisa, já me sinto um pouco melhor. Nunca me disseram que era fácil, mas crescer e “ser alguém” é uma tarefinha e tanto. Não foi fácil na faculdade, em casa, no trabalho e em lugar algum. Nem na cabeça foi fácil. Mil coisas mudando de lugar e várias confusões na vida. Enfim, cheguei ao fim. Sim, o ano ainda não acabou, mas antes que eu perca a vontade de escrever sobre ele, já termino logo esse post.
É, não posso deixar de falar desse último semestre no Jornalismo. Quando entrei na faculdade e me disseram que o quinto semestre era o “quinto dos infernos”, achei engraçado. Agora entendi e é mesmo. Ainda mais quando pessoas fazem de tudo para isso acontecer. Sei que a tendência é ficar cada vez mais enlouquecedor, mas não tem problema. Nada que uns surtos, berros, brigas e cagadas não resolvam. Esse é o jeito Bruna de lidar com momentos tensos (sim, eu pioro eles, ok?!).
Mais um ano passou e eu vivi da forma que foi possível. Às vezes, bem, outras nem tanto e em outras, “pessimamente”. Acho que foi assim pra todo mundo que conheço. Isso é um alerta pra eu andar com gente melhorzinha, não é? Não, não é. Foi com essas pessoas que aprendi, dei risadas, briguei, odiei, amei, chorei, cantei, dancei, bebi demais, bebi de menos, me diverti, me estressei, julguei, fui julgada, ignorei, fui ignorada, fiz feliz e me fizeram feliz também. Olhando assim não dá pra reclamar tanto.
Bom, já que não tem outro jeito e vou continuar no Jornalismo mesmo, que venha o sexto semestre e junto com ele tudo de novo e ruim que sempre virá. Assim é a vida, então vamos encará-la. Ainda mais depois de ter ido ontem à colação de grau onde tinham pessoas muito especiais pra mim. Pra cada uma delas, guardei (MUITAS) lágrimas diferentes. Fiquei ali de longe vendo aquelas pessoas se formando, fechando um ciclo de vida, que como estou sabendo não é fácil. Pensei em milhões de coisas enquanto me acabava de chorar:
Quantas vezes pensaram em desistir. Quantas vezes se desiludiram. Quantas vezes viram que estava tudo errado. Quantas vezes fizeram tudo errado. Quantas vezes foram felizes. Quantas vezes quiseram tocar o foda-se. Quantas vezes imaginaram aquele dia. E no fim, estavam ali no grande dia. É, foi lindo! E bom, tocou Viva La Vida no final, caso vocês queiram saber.
P.s: eu tenho uma tendência impressionante que muitas vezes até me assusta de ver coisas belas na vida. Isso explica a minha emoção e tantas outras coisas.
Tenho escrito pouco, quer dizer, escrito coisas legais que eu goste muito, é só dar uma verificada e esse é o primeiro post de novembro. O que mais tenho feito é escrever, escrever e escrever (um beijo para o Jornalismo). Confesso que já tive vontade de largar tudo pelo menos umas 10 vezes num mesmo dia, mas ok, vamos seguir em frente, né?
Achei um texto do Shakespeare que me impressionou bastante. Resolvi compartilhar com os perdidos que chegam nesse blog. É difícil escolher uma frase, porque são todas muito verdadeiras, literalmente. Aproveitem tanto quanto eu!
“Depois de algum tempo você aprende a diferença…a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começa a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas. E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança. E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.
Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo. E aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam… E aceita que não importa o quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais. Descobre que se leva anos para se construir confiança e apenas segundos para destrui-la, e que você pode fazer coisas em um instante, das quais se arrependerá pelo resto da vida. Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida. E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.
Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam, perceber que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos. Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa, por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos. Aprende que as circunstâncias e os ambientes tem influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos.
Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser. Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto. Aprende que não importa onde já chegou, mas onde está indo, mas se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar serve. Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados. Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências.
Aprende que paciência requer muita prática. Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se. Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou. Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha. Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.
Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame, não significa que esse alguém não o ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso. Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo.
Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado. Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não para para que você o conserte. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás. Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores. E você aprende que realmente pode suportar…que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais.
E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida! Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar, se não fosse o medo de tentar.”
Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco.
Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.
Ficaste sozinho, a luz apagou-se,
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
És todo certeza, já não sabes sofrer.
E nada esperas de teus amigos.
Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
Teu ombros suportam o mundo
e ele não pesa mais que a mão de uma criança.
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios
provam apenas que a vida prossegue
e nem todos se libertaram ainda.
Alguns, achando bárbaro o espetáculo,
prefeririam (os delicados) morrer.
Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação.
(Carlos Drummond de Andrade)
É tão estranho quando a única voz que se ouve é a da própria cabeça. Uma mistura de egoísmo com dúvida, mais um do que o outro. E quem não é egoísta ou vive em dúvidas? Drummond disse que não adianta morrer, então o jeito é seguir a “ordem”, seguir a vida sem mistificação. Como se fosse fácil, não?
O assunto “religião” anda presente na minha vida, só nas teorias, na prática continuo bem longe de qualquer rito religioso. Essa semana, resolvi a pauta da minha reportagem final do 4º semestre de Jornalismo: Ateísmo. Nessa mesma semana li e ouvi argumentos que atestam coisas nas quais eu acredito. Apesar disso, ainda tenho certas dúvidas que espero, sinceramente, que sumam, ou não, afinal de contas nada como uma boa dúvida na nossa cabeça pra nos fazer pensar e repensar várias vezes. E qual a graça de viver sem refletir nesta ou nas outras vidas?
Daí que nas minhas andanças literárias, achei um cara muito bom! O tal de Feuerbach, se você ainda não conhece, está perdendo muita coisa, viu? Eu estou correndo atrás do tempo perdido.
Somente o ser que tem necessidades, é um ser necessário: uma existência sem necessidades é uma existência supérflua.
Por outro lado, o ser que não é amado, nem pode ser amado, não é. O amor é o critério do ser e, com isso, da verdade e da realidade. Onde não há amor, não há verdade. Somente aquele que ama alguma coisa é alguma coisa. Não ser nada e não amar nada são o mesmo.
Amizades construídas na sinceridade, beirando o sincericídio são as melhores. Pelo menos, são as que eu prefiro. Assim eu definiria minha amizade com a Priscilla. E por que será que estou fazendo mais um post comemorando o aniversário de alguém? Simples. Ao longo desses anos cultivei poucas e fiéis amizades, e isso é uma coisa de muita sorte, eu acho. Tá, mas vou voltar a protagonista desse post…
Sobrevivi à três tensos semestres de Comunicação Social com a Priscilla me acalmando, me puxando de volta pra Terra, me fazendo ver que a vida não é só reclamar dos outros, às vezes o erro está em nós mesmos. Como eu disse lá no começo do post, nossa amizade é baseada principalmente na sinceridade, beira não só o sincericídio, que é o que? Você morrer pela boca de tanto falar a verdade pra outra pessoa, mas nós duas não ligamos muito pra isso. Falamos a verdade, nua e crua, doa a quem doer, seja em mim ou nela. E até hoje tem dado certo, acho que ela acredita que gosto dela de verdade, assim como eu sei que ela também me adora (e me acha foda! haha).
Agora, falando pra tu, Pri. Não sou a pessoa cheia de “beijinhos e abraços”, já disse mais de uma vez: contatos fisícos me assustam. E você pra minha alegria, entende isso. Não preciso ficar o tempo todo falando o quanto sua amizade e companhia é especial pra mim e o quanto gosto e torço por você, não é? Então pronto, minha amiga! Adoro nossas conversas, nossas risadas, momentos “infantolóides” e principalmente, a sensação de saber que estou crescendo dia-a-dia aos olhos de uma pessoa que também está crescendo junto comigo. Somos pessoas bem diferentes desde que nos conhecemos, lááá trás, no primeiro dia de aula na faculdade. Nem parece, mas já faz tempo. É, vida na faculdade passa rápido e a gente não percebe…
Pra fechar com chave de ouro, ou melhor, voz de ouro, fiquei na dúvida de quem eu escolheria pra cantar pr’ocê. Sim, eu sei, você preferiria mil vezes euzinha cantando, mas hoje não vai rolar. Outro dia, talvez. Escolhi “nosso ruivo”! Ele que sabe como ninguém escrever aquelas músicas que vira e mexe a gente canta junto.
Espero que seu dia tenha sido ótimo, não deu pra passar ao seu lado, mas a gente tem o ano inteiro pela frente ainda, né? Haja folêgo para os próximos quatro semestres de faculdade e mais alguns que pretendo passar com a senhora jornalista, minha amiga!