Dia M

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Embora muitas não gostem desse dia, eu particularmente admiro o dia pelo que ele significa, o dia 8 de março trás a tona vitórias importantes feitas por mulheres no mundo todo, por isso merece sim um dia, pelo menos. A busca por melhores condições de trabalho, direito ao voto, liberdade de expressão, além de a cada dia as mulheres estarem se tornando mais independentes, ebaa! Tudo isso faz com que cada mulher tenha mais orgulho ainda de ser o que é, enquanto para os homens as coisas sempre foram e ainda são mais fáceis, pra nós o buraco é bem mais embaixo.

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Sexo frágil?

Sempre taxadas de “sexo frágil”, incapazes, menos inteligentes e despreparadas, além daquela velha ordem de que mulher só serve pra casar, ter filhos e cuidar do maridão e da filharada. Isso já foi ultrapassado, e o que a gente menos vê são mulheres pensando dessa maneira (ufa!)

O fato é que ser mulher é foda, tem coisas que ninguém merece passar, mas nós passamos, não vou nem citar aqueles famosos “dias”, as cólicas, as TPM’s, e tudo que vem junto, mas temos que enfrentar tudo isso sem reclamar, porque se reclamar já vem um retardado: “ah! é coisa de mulherzinha”. Pô, não dá vontade de descer as panelas?! Fora os preconceitos, além da sociedade, a mídia, o mercado de trabalho, as igrejas e as escolas, ainda tem as próprias mulheres que quando veêm outra mulher superando “barreiras” ao invés de achar bacana e apoiar, não, já achma que a outra é “diferente”. Ééé, o negócio não é fácil, não!

Mulheres não podiam votar, acredita?
Mulheres não podiam votar, acredita?

Dando um resumida, mas resumida mesmo, porque “comemoramos” esse dia? Simples, em 1857 aconteceu uma greve de mulheres para protestarem por uma redução na carga de trbalho de 16 para 10 horas por dia, o que os patrões fizeram? Trancaram quase todas elas na fábrica e tacaram fogo no local, mais de 130 morreram queimadas.  Alguns anos depois nos EUA em 1908, cerca de 15 mil mulheres se juntaram em uma passeata para reivindicar a diminuição da carga de trabalho e direito ao voto. O primeiro dia oficial da mulher aconteceu no ano seguinte, em 1910, quando, em Copanhage, foi realizada a primeira conferência internacional sobre a mulher, dirigida pela Internacional Socialista. (!!)

Aproveitando esse dia em que quase todos os sites fazem alguma matéria sobre isso, vi uma matéria* que me interessou mais: 5 lugares em que as mulheres fizeram história e por isso são importantes para todas nós.

Luxor (Egito): No século XV a.C., Hatshepsut tornou-se faraó após a morte do pai e do marido e permaneceu na posição por 22 anos, até sua morte. Contrariando a tradição, ela adquiriu o estatuto de divindade e outras características dos faraós (usando até a barba postiça). Sua memória está preservada num complexo de templos chamado Deir El Bahri, na margem oeste do Nilo. Entre os templos se destaca o Djeser-Djeseru (“Sublime das Sublimes”), homenagem póstuma feita por um fiel ministro – e suposto amante.

Complexo de templos chamado Deir El Bahri, na margem oeste do Nilo
Complexo de templos chamado Deir El Bahri, na margem oeste do Nilo

Lesbos (Grécia): Por causa da poeta Safo, que nasceu e viveu na ilha entre os séculos VII a.C. e VI a.C., o nome do local deu origem ao termo “lésbica”. A obra de Safo exprime paixão e ciúmes, inclusive por outras mulheres, tendo sido censurada durante a Idade Média. Localizada no mar Egeu e de origem vulcânica, a ilha é montanhosa, coberta por vegetação e cheia de praias famosas. Anualmente, Lesbos organiza o Festival da Mulher, em setembro, e a cidade natal de Safo, Eressos, recebe inúmeros grupos de turistas lésbicas.

Ilha de Lesbos (Grécia)
Ilha de Lesbos (Grécia)

Rouen (França): Nessa cidade, Joana D’Arc foi executada numa fogueira em 1431, aos 19 anos. D’Arc acreditava ser uma enviada de Deus e liderou tropas francesas durante a Guerra dos Cem Anos (1337-1453), travada contra os ingleses. Estes a aprisionaram (numa torre que Rouen conserva até hoje) e a condenaram por heresia. Absolvida pela Igreja, Joana foi canonizada em 1920, tornando-se padroeira da França, ao lado de Santa Maria e Santa Teresa. A cidade a homenageia com uma igreja e um museu situado no local de sua morte, a Place du Vieux Marché.

Igreja na Place du Vieux Marché, em homenagem a Joana D'Arc
Igreja na Place du Vieux Marché, em homenagem a Joana D'Arc

Sêneca Falls (Estados Unidos): A primeira convenção dos direitos das mulheres foi elaborada nessa cidade do Estado de Nova York, nos dias 19 e 20 de julho de 1848. O documento, chamado “Declaração de Sentimentos”, relacionava reivindicações de centenas de mulheres reunidas na Capela Wesleyan – situada na Fall Street e, hoje, aberta a visitas. Entre as participantes, estava Elizabeth Cady Stanton, cuja casa está no roteiro turístico da cidade, assim como o Women’s Rights National Historic Park, onde é possível ver exposições e filmes sobre a convenção.

Placa da primeira convenção dos direitos das mulheres nos dias 19 e 20 de julho de 1848
Placa da primeira convenção dos direitos das mulheres nos dias 19 e 20 de julho de 1848

Buenos Aires (Argentina): Em 1977, mães de presos e perseguidos políticos da ditadura militar argentina (1976-1983) se manifestaram na Praça de Maio. Elas queriam saber o paradeiro de seus filhos. Como o estado de sítio estabelecido na época proibia protestos e associações desse tipo, logo algumas mães também entraram para a lista de desaparecidos, que totalizava 30 mil pessoas no final do regime. Até hoje, todas as quintas-feiras, as “Mães da Praça de Maio” se reúnem em torno da Pirâmide de Maio – considerada sítio histórico da capital argentina.

Pirâmide Maio
Pirâmide Maio

*matéria do site Terra inspirada no livro “100 Viagens Que Toda Mulher Precisa Fazer” de  Stephanie Elizondo Gries (1974-). Editora: Novo Conceito (fone: (11) 3512-5500. Tradução: Camila Werner. Primeira edição, 304 págs. R$44,90.

Esse dia serve pra lembrar também que nem tudo são flores ainda para algumas mulheres, ainda hoje existem mulheres que recebem menos que os homens, mulheres que apanham de seus maridos, mulheres que não vão a escola ou universidades, mulheres que não tem liberdade de voto ou de escolher seus maridos, mulheres que são impedidas de trabalhar, enfim, muita coisa já foi conquistada sim, mas há muito pela frente, por isso: força mulherada, que essa luta é nossa!!

Avante mulherada!
Avante mulherada!
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4 comentários sobre “Dia M

  1. Concordo que as vezes esse dia é meio usado como machismo, mas relevando tudo é importante sim ter um dia nosso, pra relembrar nossas conquistas, que não forma poucas, não é?!
    parabéns pelo texto!

  2. Vcs tem muito o que comemorar msm.
    são melhores do que nós em tudo e ainda por cima tem um dia pra si!
    Fora q mulheres de luta são bem mais interessantes do que qualquer outra. :]

Solte o verbo!

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