Leitura para todos

Pra começar, não sou católica, nem adventista, nem judia, nem muçulmana, nem budista. Já gastei horas e horas de discussão e nada mudou. Por acreditar nisso, admiro as pessoas que tem fé, mesmo que as delas não seja como a minha, eu tenho minha fé, mas não faço disso um calvário, como ter que ir a igreja, ter que dar dizímo, ter que fazer orações, ter que ser como alguém mandou, enfim, liberdade é  um dos bens mais preciosos que temos, não podemos desperdiçar por crenças inventadas há séculos passados e que até hoje não evoluiram.

Religiões pelo mundo
Religiões pelo mundo

O assunto aqui não é esse, é o seguinte, tenho minha amiga Poliana que é budista, e pra falar verdade eu quase virei numa época aí que estava dando tudo errado, mas depois pensei: eu vou aderir há uma religião só porque estou mal? Não. Uma coisa não tem nada ver com outra, primeiro você resolve seus problemas, depois tem sua fé para agradecer pelo que aconteceu, não é? Pelo menos eu acho que deveria ser assim, já que a maioria das pessoas só lembram de pedir, pedir, pedir, ou seja, quando a coisa não vai bem, aí todo mundo lembra que tem religião, que Deus existe, essas coisas.

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Eu sempre disse e repito, o problema das religiões são os religiosos, principalmente aqueles fervorosos, que ficam até cegos de tanto dogmatismo, que acham que sua religião está certa e vai salvar o mundo, e as outras são cheias de erros e defeitos pecaminosos, duvida? estuda quase a vida toda numa escola adventista pra ver…

Voltando ao budismo, essa minha amiga me passou o link da BSGI – Associação Brasil Soka Gakkai Internacional, que é quase um manual do budismo, tem tudo lá, é muito bom, até pra uma pessoa meio lerda como eu, dá pra mexer, ler umas coisas bacanas, deixando claro que o budismo é uma coisa meio complexa, cheia de subdivisões, eu ainda não entendi direito, enfim, mas o fato é que é a religião mais misturada a filosofia de todas existentes. Isso é um ponto bem positivo. Olha só:

Os mitos, rituais e ensinos transmitidos desde épocas antigas representam a intuição ou discernimento das pessoas. Aqueles que acreditavam que havia uma verdade neles tentavam colocá-los em prática. Essa é a origem da religião. Em contraste, a filosofia desenvolveu-se graças aos esforços para lançar uma nova luz sobre essas verdades, sistematizá-las e descobrir novas verdades por meio de sua própria metodologia. Desde muito cedo, os filósofos tentavam encontrar uma verdade universal e total e que fosse inerente em todos os fenômenos, e então seus conceitos tornaram-se gradativamente mais complexos com uma nova preocupação com o que estava ao seu redor. Talvez estimulados pelo desenvolvimento das ciências naturais, e também estimulando-as, alguns filósofos concentraram-se em tentar compreender as verdades parciais do mundo fenomenal. Num certo sentido, a ciência é filha da filosofia e neta da religião.

Achei essa definição ótima: a ciência é filha da filosofia e neta da religião, as religiões se originaram da filosofia, mais ficaram cada vez mais longe da ciência, aliás, algumas até se opõe a ciência ao invés de andar do mesmo lado, pois acreditam que a ciência é um método de afastar as pessoas de suas crenças. Aí entra o lado bacanérrimo do budismo:

Na Índia antiga, a ciência e a filosofia desenvolveram-se simultaneamente. Foi nesse ambiente que surgiu o budismo.

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Viu? Ciência e filosofia podem e devem andar juntas. Mas o que eu queria mostrar mesmo é uma parte muito interessnate do budismo, que é o Budismo Nitiren, ele segue, a meu ver, uma linha mais filosófica que religiosa.

Os dez estados da vida

Os Dez Estados (Jikkai) indicam os dez estados que uma única entidade de vida manifesta com o passar do tempo. O fator principal na condição essencial dos Dez Estados é a sensação subjetiva experimentada pelo “eu” nas profundezas da vida.

1. Estado de Inferno (Jigoku): Na escritura “O Objeto de Devoção para a Observar a Mente Estabelecido no Quinto Período de Quinhentos Anos Após o Falecimento do Buda”, Nitiren Daishonin diz: “A raiva é o estado de Inferno.”(The Major Writings of Nichiren Daishonin [MW], vol. 1, pág. 52.) Essa é uma condição em que a pessoa, dominada pelo impulso da raiva, é levada a destruir e criar a ruína para si e para os outros. Resumindo, esse estado é representado pelo sofrimento e desespero extremos.

2. Estado de Fome (Gaki): Consta na mesma escritura: “A ganância é o estado de Fome.” Essa condição é dominada por desejos egoístas e ilimitados de riqueza, fama e prazer, os quais nunca são realmente satisfeitos.

3. Estado de Animalidade (Tikusho): Essa escritura diz ainda: “A insensatez é o estado de Animalidade.” Nesse estado, segue-se a força dos desejos e dos instintos, sem ter sabedoria para controlar a si próprio.

4. Estado de Ira (Shura): “A maldade é o estado de Ira.” Estando consciente de seu próprio “eu” mas sendo egoísta, a pessoa não consegue compreender as coisas como são exatamente e menospreza e viola a dignidade dos outros.

5. Estado de Tranqüilidade (Nin): Na escritura “O Objeto de Devoção para a Observar a Mente Estabelecido no Quinto Período de Quinhentos Anos Após o Falecimento do Buda” consta: “A serenidade é o estado de Tranqüilidade.” Esse é o estado em que se consegue controlar temporariamente os próprios desejos e impulsos fazendo uso da razão, levando uma vida pacífica em harmonia com o meio ambiente e com as outras pessoas.

6. Estado de Alegria (Ten): “A felicidade é o mundo da Alegria.” É uma condição de contentamento e alegria sentidos quando a pessoa se liberta do sofrimento ou satisfaz algum desejo.

7. Estado de Erudição (Shomon): Os seis estados, do Inferno à Alegria, são manifestados por meio de impulsos ou desejos, mas são totalmente controlados pelas restrições impostas pelo ambiente e são também extremamente vulneráveis às circunstâncias instáveis. Por outro lado, o estado de Erudição é uma condição experimentada quando se empenha para conquistar um estado de contentamento e de estabilidade duradouro por meio da auto-reforma e do desenvolvimento. De forma concreta, Shomon é o estado no qual a pessoa dedica-se a criar uma vida melhor pelo aprendizado das idéias, conhecimento e experiências dos predecessores e contemporâneos.

8. Estado de Absorção (Engaku): Esta condição é semelhante ao estado de Erudição, uma vez que ambos indicam o empenho para a auto-reforma. No entanto, o que distingue o estado de Absorção do estado de Erudição é que em vez de tentar aprender das realizações dos predecessores, tenta-se aprender o caminho para a auto-reforma por meio da observação direta dos fenômenos.

9. Estado de Bodhisattva (Bosatsu): Estado de compaixão em que um indivíduo devota-se à felicidade dos outros mesmo que tenha de fazer sacrifícios. As pessoas dos estados de Erudição e Absorção tendem a carecer de compaixão, chegando a extremos na busca de sua própria perfeição. Em contraste, um bodhisattva descobre que o caminho para a auto-perfeição encontra-se unicamente no ato de compaixão — de salvar as outras pessoas do sofrimento.

10. Estado de Buda (Butsu): Essa condição é alcançada quando se obtém a sabedoria para compreender a realidade máxima da própria vida, a infinita compaixão para direcionar constantemente as atividades para objetivos benevolentes, o eu eterno perfeito e a total pureza da vida que nada pode corromper. O estado de Buda é o estado ideal que pode ser atingido por meio da prática budista. Já que nenhum estado de vida é estático, não se pode considerar o estado de Buda como um objetivo final; ao contrário, essa é uma condição experimentada nas profundezas do próprio ser ao se empenhar continuamente com benevolência na vida diária. Em outras palavras, o estado de Buda aparece na vida diária como as ações de um bodhisattva — boas ações ou atos benevolentes.

Fazendo uma auto análise acredito que eu esteja no estado de Erudição, porque estou em busca de conhecimento e idéias, tudo bem que as vezes passo pelos estados 3 e 4, também não sou Buda ainda né?!

Olha, adorei esse site e indico pra quem quiser ler textos bonitos que traduzem muito do que nós somos e do que queremos, é muito bom! E promessa para os próxims dias: ser uma pessoa mais calma e pacífica.

A tolerância é o pré-requisito para a coexistência pacífica de todos os povos da Terra e a única alternativa para o ódio que leva aos horríveis crimes contra a humanidade. O ódio é o lado maligno da tolerância.

 

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2 comentários sobre “Leitura para todos

  1. Parabéns , lembrando que budismo é uma religião e uma filosofia de vida.
    =)
    ,Da mesma maneira que nos alimentamos para nutrir nosso corpo , também precisamos alimentar nosso espírito ,,,,TODOS PRECISAM,de que forma podemos fazer isso ??????????/

Solte o verbo!

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