Nêgo Obama

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Muito se falou e ainda se fala sobre a vitória do Obama, uns dizem que nada vai mudar, outros acreditam que tudo vai mudar e alguns como eu, acham que as coisas não são tão simples assim, não é fácil ser presidente de um país como os EUA, que tem tantas coisas ruins ao seu lado e significa tanto para o mundo todo.

O fato é que eu estava torcendo mesmo para o Obama, até porque era difícil torcer pra outro, só tinha porcaria concorrendo, não é? Digamos que ele era o menos pior, mas em alguns quesitos acredito sim que ele seja bom de verdade. O primeiro quesito é sua aparência, e não estou falando de beleza, elegância, bons modos, essas besteiras não. Refiro-me a sua postura perante o mundo, Obama jogou pra si responsabilidades grandes demais, que poucos líderes de Estado tiveram a coragem de fazer, e fez tudo isso transmitindo muita tranqüilidade e vontade, e não com um discurso cheio de promessas.

E em segundo, alguns fatos que eu não sabia e descobri lendo isso:

Para revistas, jornais, canais televisivos e estações de rádio
voltados ao público negro, a chegada da gestão Obama foi o prenúncio de uma era sem precedentes de acesso à Casa Branca. O presidente Barack Obama deu sua primeira entrevista
impressa para a revista Black Enterprise e uma de suas primeiras entrevistas de rádio a um apresentador negro.

Neste mês, ele convidou 50 editores de jornais negros para um
encontro na Casa Branca. E, durante sua coletiva de imprensa na terça-feira, ele pulou vários proeminentes jornais e revistas para chamar Kevin Chappell, editor da revista Ebony. Foi a primeira vez que um repórter da Ebony foi convidado para fazer perguntas ao presidente durante uma coletiva de imprensa de horário nobre.

Além de artigos celebrando a posse, o casamento de Obama, sua família e seu estilo de governo, algumas publicações examinaram os planos econômicos do presidente e se preocuparam com a negligência aos problemas da comunidade negra. A Black Entrerprise publicou recentemente um artigo no qual vários economistas negros dissecavam o plano de estímulo econômico, com alguns questionando a eficácia dos cortes de impostos e levantando preocupações sobre se o plano lidaria com o alto nível de desemprego entre os negros.

Hazel Trice Edney, editora-chefe do serviço de notícias da
associação de editores, aponta que repórteres negros ainda são raramente chamados para os informes diários da Casa Branca. E observou que a administração se recusou a permitir que os editores negros presentes no encontro com Obama fizessem qualquer pergunta ou cobertura do evento – ela desafiou a proibição gravando e reportando o encontro.

Tá, tudo isso pode não significar nada, ou pouca coisa, mas uma coisa é certa: isso deu uma erguida na moral, não só dos negros americanos, mas de outros também, e isso é muita coisa. Pessoas com a auto-estima lá em cima tem maiores chances de fazer a diferença e buscar algo melhor, já pessoas que já se sentem pisadas são alvos mais fáceis para serem mais pisoteadas ainda.

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Então de certa forma, mesmo que Obama não faça nada, pelo menos a população fará alguma coisa, eu acredito nisso. Afinal, só mesmo o povo é capaz de fazer grandes mudanças, sejam elas sociais, raciais, econômicas e políticas.  E o futuro dependerá disso.

Os negros apresentam suas armas
as costas marcadas, as mãos calejadas
E a esperteza que só tem quem tá
cansado de apanhar.


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