A sétima arte

Flmes da semana
Flmes da semana

Filme, filme, filme, essa semana me dei bem nesse quesito. Assisti a filmes incríveis, tudo bem que um não é lá essas coisas, mas também valeu a pena ter visto. Desses, três filmes tiveram destaque especial pra mim e me fizeram refletir sobre muitas coisas da minha vida, e como sou um ser humano ainda em construção, erros, dúvidas e descaminhos farão parte da minha história.

Começo pelo começo, lógico!. Segunda-feira, aula de Teoria Política e vejo “Edukators”, um filme realmente muito bom, se passa na Alemanha da nova era, com a globalização, em que dois amigos idealistas e anticapitalistas que com uma idéia criativa criam o chamado Edukators, que nada mais é que formas de protesto contra os ricões do capitalismo; para fazer esses protestos eles invadem suas casas, desarrumam tudo e deixam mensagens intrigantes. O mais legal no filme não são as invasões, nem a historinha entre os três, mas os diálogos entre os quatro personagens, os três jovens revolucionários e um ex-jovem revolucionário. Tem falas que são de arrepiar de tanta inspiração e beleza, mas tem outras em que muitas questões me vieram a mente, e novamente dúvidas e contestações surgem, como aliás, sempre acontece quando assisto a esses filmes, digamos “politizados”. No fim, a mensagem que eu tirei do filme é de que ter uma ideologia é de extrema importância, mas temos que nos atentar para que rumos ela nos levará, pois muitas vezes nos cegamos para não ver tudo que há por trás dela.

Na quarta-feira foi a vez de “Milk”, filme que eu queria ter visto no cinema, mas ainda bem que não vi, porque pude chorar tranquilamente sozinha no meu quarto, sem pagar o mico que paguei com “Marley & Eu” (não tem coisa pior que chorar em cinema, sério mesmo!). O filme é lindo do começo ao fim, Sean Penn dá um banho em todos com sua interpretação quase real de Harvey Milk, um gay que lutou não só por ele, mas por todos os outros ,ele lutou pela liberdade. No filme mostra bem que muitas vezes para que as coisas mudem é necessário coragem e não ficar esperando pra ver no que vai dar, e foi o que ele e seus seguidores fizeram, foram as ruas e mostraram quem eram e o que queriam, e conseguiram, pena que Milk teve um fim tão trágico e infeliz, mas nem por isso foi esquecido, e como ele mesmo disse que não queria envelhecer sem ter feito nada do que se orgulhar, ele fez e se orgulhou demais! Lindo, lindo e lindo, é só isso que se pode dizer sobre esse filme, além de tudo ainda conta com os lindíssimos Emile Hirsch e James Franco… hehe

Aula de Teoria das Ciências Humanas, quinta-feira, foi a vez de “Um Homem Bom”, que mesmo sendo meio paradinho e algumas cenas desnecessárias, é um ótimo filme, analisando o nazismo por um lado que poucos olharam. Nele, os dois lados da história estão neutros, os nazistas não são mostrados como monstros horríveis que mataram milhões de pessoas, e nem os judeus sã vistos como pobres coitados, vítimas da situação. Gostei dele por isso, é simples, direto e significativo. Tudo bem que o final é meio “hã?, acabou?” mas a história é interessante, mostra como um homem, que genuinamente é bom, se vê numa encruzilhada entre o que ele quer fazer e o que deve ser feito, no caso ele acaba optando pelo que deve ser feito e entra para o Partido Nazista, mas depois percebe que não era bem isso, na prática o nazismo não tinha nada de bonito, percebendo isso ele não só se decepciona, como também perde seu melhor amigo. Um filme triste, sem um final espetacular, mas ainda sim, muito bom.

Sabadão pra relaxar, vi “Queime depois de ler”, um filme mais leve, sem grandes mensagens, e por isso mesmo, achei que fosse dar umas boas risadas, mas errei feio. O filme é muito chato, daqueles que dá pra dormir tranquilamente sem perder nada, esse foi totalmente propaganda enganosa, ouvi falar que era ótimo, achei que fosse, mas decepção total. George Clooney fazendo o papel de sempre, o eterno galã cinquentão (não sei o que veêm nele), Brad Pitt não me convenceu fazendo um babaca trapalhão, o único que salvou foi o John Malkovich, com o papel mais sensato da história, talvez. Ruim de verdade!

Encerro a semana cinematográfica com saldo positivo e mais títulos para conferir, o que será que vem por aí?

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10 comentários sobre “A sétima arte

  1. lembrei , EDUKATORS eu te indiquei ,ainda qundo trabalhava
    naquela lojinha lá lembraaaaaaaaaaa,
    não sou falsinha tá?????????????????///

  2. O Queime depois de ler foi um lixo mesmo. Acaba do nada, história fraca com poucas amarras. O climax pra mim foi na parte que o George Clooney dá um tiro lá … sem querer, rs.

    Maneiro o blog, voltarei mais vezes.
    T+.

  3. “Pense sobre” pra ser sincera não vi clímax nenhum nesse filme! Haha Odiei mesmo!
    Cintia, ele é sim! Acho que se fosse outro ator, não faria da forma excelente como ele fez. Perfeito, né?!
    Obrigada pelos comentários!

  4. Concordo contigo, Bruna. “Milk” sem Sean Penn não seria a mesma coisa mesmo! Esse filme é fantástico por mostrar toda a luta dos homossexuais por direitos e deveres iguais! Imprescindivel que todos e todas conheçam, sendo gays ou não essa linda história!
    Parabéns pelo post e adorei o blog!! ;D

    ps: apenas uma “reclamação”: você podia fazer uma mini bio sua, né? Lemos seus textos, mas sabemos tão pouco sobre ti, guria!

    Carol Andreoli – Porto Alegre/RS

  5. Oi, Carol, obrigada pelo comentário! A historia é linda e foi muito bem contada. Adoro os dois também, “Milk” e “Sean Penn”.
    Volte sempre!

    ps: não sei me definir ainda, mas assim que conseguir, faço a mini bio. Por enquanto vou me encontrando através desses textos. 😀

Solte o verbo!

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