É o fim?

Desde que li com muita tristeza e raiva, aliás, mais raiva do tristeza, sobre a decisão idiota e retrógrada do STF sobre o fim da obrigatoriedade do diploma não consigo pensar em outra coisa. Meus próximos dias, que eram pra ser os mais felizes (já posto o motivo) se transformaram numa mistura de “que que eu faço?”, “porque fizeram isso?”,”que vergonha desse país” e “o que será dessa sociedade daqui pra frente?”.

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Sério mesmo, ouvir que o teu diploma não vai valer nada, quando você está no segundo semestre do curso, com vários sonhos e caminhos pela frente é foda, mais do que isso, é duramente desanimador. Sinto-me no meio de uma estrada, sem mapa, sem bússola, sem celular, sem pernas pra seguir.

Já xinguei, já chorei, já fiquei horas olhando pra nada refletindo no que vai dar isso, e cheguei a uma pré-conclusão: vou continuar sendo estudante de Jornalismo, sim! Não é uma decisão como essa que vai mudar o rumo da minha vida, mesmo eu sabendo a merda que isso pode causar, desistir jamais! Minha idéia do que seja ser uma jornalista continua sendo a mesma, e eu continuo com muita vontade de ser uma delas, mas ser um jornalista de verdade, com diploma e tudo, pois não há nada que me encante mais do que essa profissão.

Eu só penso mesmo são nas pessoas comuns, ou a “massa” que se antes já eram enganadas pelos jornalões, imagina agora em que qualquer um vai escrever o que quiser mesmo. Vai manipular as infromações do jeito que quiser, e ninguém vai poder reclamar. Penso também nas pessoas que tomam suas decisões seguidas pelo que o “jornalista” escreveu, ou as que discutiam algo depois de ler a opinião de um, porém, nem tudo está perdido, AINDA, eu sei que há muitos estudantes de jornalismo com vontade de exercer o verdadeiro jornalismo. É por eles e por mim que digo: não desistamos caros colegas, a luta continua! Eles querem nos calar, mas não conseguiram!

Para terminar, uma citação do único ministro sensato desse Supremo, Marco Aurélio Mello, defendendo sua posição perante as excelentíssimas presenças dos demais ministros.

Penso que o jornalista deve ter uma formação básica, que viabilize a atividade profissional, que repercute na vida dos cidadãos em geral. Ele deve contar com técnica para entrevista, para se reportar, para editar, para pesquisar o que deva estampar no veículo de comunicação.

Não tenho como assentar que essa exigência, que agora será facultativa, frustando-se até mesmo inúmeras pessoas que acreditaram na ordem jurídica e se matricularam em faculdades, resulte em prejuízo à sociedade brasileira. Ao contrário, devo presumir o que normalmente ocorre e não o excepcional: que tendo o profissional um nível superior estará [ele] mais habilitado à prestação de serviços profícuos à sociedade brasileira.

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3 comentários sobre “É o fim?

  1. Concordo plenamente com você Bruna.
    Também faço jornalismo e apesar do baque, não desistirei, aliás, nenhum de nós pode fazer isso senão estaremos contribundo mais do que eles para o fim do jornalismo.
    Respondendo a sua pergunta… NÃO COLEGA, NÃO É O FIM!
    Força e um belo futuro pela frente! Abraço!

  2. E hoje saiu a decisão a nosso favor! Ebaaa!
    Faço Jornalismo também, aqui na UFSC e alguns que desistiram do curso devem estar desesperados pra voltar.
    São esudantes como vc que poderão mudar os rumos do jornalismo nesse país, desistir JAMAIS!

  3. Fiquei muito feliz com a decisão de hoje! Se já não pensava em desistir, agora é que não penso nunca mais!
    Muito bom.
    Um belo futuro pra todos nós, Lucas e João, obrigada!

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