No limite

Essa semana vi Crash – No Limite, um filme cheio de estrelas e com uma história incrivelmente bem entrelaçada, sai da sala com nojo do ser humano mais uma vez! Bom, pra quem não conhece esse filme, ele é o típico filme “globalizado” que cita diversas culturas que vão se cruzando ao longo do caminho dos personagens, tipo Magnólia e Babel, aliás, é impossível não assimilar Crash à esses outros dois. O tema central, pelo menos foi o que mais me chocou, é o preconceito, e no filme ele é mostrado de todos os tipos: racial, social, étnico e econômico.

Crash - No Limite

Todos os personagens são incriveis, mas resolvi destacar dois pra poder falar mais. Pra começar quando vi Brendan Freaser e Sandra Bullock no elenco achei que eles iriam dominar o filme, mas me enganei, os “menos” conhecidos é que mandaram ver mesmo, como os dois jovens negros “assaltantes” e o chaveiro latino com sua filhinha em um diálogo lindo nas cenas finais. Ok, vamos aos dois personagens escolhidos para esse post: o policial Ryan (Matt Dillon) e diretor de televisão Cameron (Terrence Howard).

O primeiro é um típico policial americano cheio de preconceitos e truculência, que na cena em que encontra com o segundo personagem escolhido, o diretor de televisão, fazem uma das cenas mais constrangedoras do filme. Trata-se de uma batida policial, mas que deixa de ser simples quando vemos na vontade do policial apenas humilhar o diretor e sua mulher, que são negros, motivo pelo qual o faz ter um certo grau de inconformidade por serem ricos e andarem num carrão. O constrangimento não para por aí, depois de um diálogo bem preconceituoso, o policial abusa da mulher e o diretor não faz nada para defender, isso é explicado depois quando chegam em casa e ele diz a mulher que eles deveriam se comportar “como negros que são”, ou seja, abaixar a cabeça para aquela humilhação e fazer nada. Depois a vida os coloca novamente, o policial e a mulher, frente a frente, mas dessa vez o final é um pouco melhor.

Batida policial cruzando os personagens

Parei pra pensar porque ele fez isso, e não achei outra resposta que não fosse o auto preconceito, como os negros que não se enxergam como negros, ou a hipocrisia dos que dizem que não são preconceitusos, mas sem perceber escondem as bolsas quando passam por um “suspeito”, dão risadinhas quando veem um gay, acham “menos” errado um homem que trai do que a mulher, entre outros exemplos que vemos todos os dias por aí.

Enfim, recomendo e muito ver esse filme, principalmente se você, assim como eu, adora refletir um pouco sobre a humanidade e o caos que ela mesma provoca. Vou deixar o trailer pra ir dando vontade!

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2 comentários sobre “No limite

  1. Esse filme é excelente. Dizem que o Babel é na mesma linha: histórias que se cruzam e que uma acaba implicando na vida da outra. Acho que isso acontece todos os dias, sem que a gente perceba.

    abraço

    • Mil desculpas, Wesley!
      Não sei o que aconteceu que eu só vi esse comentário hoje, quase três anos depois! :O
      Eu vi Babel também e é bem parecido mesmo. Eu adoro filmes nesse estilo com várias histórias cruzadas.
      Desculpe mais uma vez. Obrigada pelo comentário! 🙂

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