Consequência inevitável ou imperialismo cultural?

Essa pergunta do título do post eu li numa matéria do site da revista Super Interessante, aliás, esse nome é justissimo já que tem cada matéria legal e “interessante” por lá, vale a pena dar uma conferida sempre. Então, voltando à pergunta e a matéria, vamos ao post sobre o fato de um linguista americano fazer a seguinte previsão: 90% das línguas estarão extintas no próximo século. Para você entender um pouco melhor, aqui vai a matéria da Super:

Pelo menos, é esta a previsão do linguista John McWorther da Universidade de Columbia, em Nova Iorque. Ele estima que apenas 600 das 6000 línguas e dialetos falados atualmente durem até o próximo século. A ideia é que, diante da globalização, as pequenas tribos – responsáveis por boa parte dos dialetos existentes – passem cada vez mais a falar os idiomas das sociedades dominantes para conseguir negociar e estabelecer melhores condições de vida.

Consequência inevitável ou imperialismo cultural? O que você pensa sobre isso?

Achei o tema muito intrigante e a pergunta mais ainda, fiquei raciocinando durante alguns minutos pra ver se me colocava de um dos lados da questão eapesar de achar que esse “fim” das línguas tem a ver um pouco com cada coisa, tanto uma consequencia da globalização quanto um imperialismo cultural.  Tá, mas eu vou defender o que neste post? A globalização ou o imperialismo? O fim das línguas ou o exterminio de culturas milenares? Difícil.

Torre de Babel, o começo do fim?

Como diriam os mais velhos, “pra não falar asneira”, fui dar uma lida rápida por aí (joguei no Google mesmo!) em textos e matérias sobre isso. E encontrei argumentos consideravéis sobre os dois pontos de vista, aqueles que defendem uma certa unificação mundial e pra que isso aconteça, nada melhor do que fazer com que todos falemos o mesmo idioma, ou pelo menos tenhamos o mínimo de conhecimento pra entender. E outros que acham que o fato de falarmos a mesma língua não significa que nos entenderemos melhor, e pior,tradições e culturas serão esquecidas.

É um ponto a se pensar, já que dentre as várias coisas que li, em quase todas tinham a mesma coisa: toda região pra ser “dominada” antigamente, primeiro tinha que aprender o idioma de seus dominadores, ou seja, falar de igual pra igual nada mais foi do que obedecer de forma mais clara e rápida. Sou completamente a favor das pessoas aprenderem inglês, espanhol, francês, etc, inclusive eu gostaria muito de saber falar todas fluentemente (consigo enganar um pouco), mas pensa bem se todo mundo falasse a mesma língua seria legal, não? Não! O legal mesmo é ter linguas diferentes, pra gente ouvir e pensar “nossa, que linda! queria falar assim também”, ir lá e aprender, tipo o francês que eu acho o idioma mais lindo de todos e ainda vou aprender!

Aproveitando o assunto, a revista Aventuras da História fez uma matéria com os idiomas mais faladas pelo mundo e um pouquinho da sua história, olha só:

Em respeito à diversidade cultural, a ONU adota seis idiomas como oficiais

A mais bela

Enquanto atuou no futebol, Zinédine Zidane foi um dos melhores jogadores do mundo. Nascido em Marselha, na França, ele se destacou pela bela visão de jogo e como driblador elegante (apesar da famosa cabeçada). Elegância no futebol, elegância no falar. A língua de Zidane é oficial em 31 países e é falada na Argélia, terra de seus pais. A fama do francês vem de longe. No século 18 virou língua da diplomacia. O prestígio avançou pelo século 20 e o idioma ainda é utilizado na administração da ONU.

Filha do deserto

Mais de 350 milhões de pessoas falam o árabe em países espalhados do oceano Atlântico até o Iraque. Fora dialetos locais, o idioma é mais ou menos o mesmo em todos os lugares. Assim, Yasser Arafat, ao defender a causa palestina, tornou-se liderança reconhecida nessa extensa faixa do planeta. Seu esforço lhe valeu o Nobel da Paz de 1994, que dividiu com Ytzak Rabin e Shimon Peres. Idioma de 22 países, o árabe também é oficial na ONU por causa da importância cultural dos povos do Islã.

Idioma feijão-com-arroz

A rainha Elizabeth II já não é tão poderosa como sua antepassada, Vitória, cujos domínios eram extensos a ponto de seus súditos cunharem a frase “no Império Inglês o sol jamais se põe”. Mas a soberana reinante tem a satisfação de ver sua língua no domínio do globo. O inglês é o idioma oficial em maior número de países: 51. Além disso, estão escritos em inglês mais de 70% do conteúdo gerado em internet, 50% das publicações científicas e 75% do correio mundial.

Poder oriental

Bao Xishum, 2,36 metros, é uma espécie de símbolo de um lugar onde tudo é macro. O homem mais alto do mundo mora na China, país com a economia que mais cresce no planeta, que é terceiro maior em extensão territorial, que tem a mais numerosa população do globo, 1,3 bilhão de pessoas. É por isso que o mandarim ou chinês é a língua que bate o inglês no quesito quantidade de bocas a emitir seus vocábulos. E aqui vai outro exagero: enquanto o alfabeto latino tem 26 letras, o mandarim conta com mais de 15 mil ideogramas.

A língua dos fortes

Vladimir Putin é popular na Rússia porque tirou o país do fundo do poço depois do colapso do regime comunista. Com mão de ferro, recolocou a economia nos trilhos. Foi também na marra que o idioma russo foi imposto por Josef Stálin a todos os Estados que formavam a extinta URSS. É de forma paulatina e pacífica, porém, que acontece algo de novo com a língua russa: a incorporação de influências do inglês, em termos relativos à economia, aos negócios e à tecnologia.

Nuestra lengua hermana

Uma das atrizes espanholas de maior projeção internacional na atualidade, Penélope Cruz tem como idioma nativo uma língua em plena expansão. O espanhol é uma das línguas da globalização. Da Espanha, ganhou boa parte das Américas. Nos Estados Unidos, já é o segundo idioma mais falado principalmente por causa de imigrantes do México. No censo, dois sobrenomes hispânicos – García e Rodríguez – apareceram pela primeira vez na lista dos dez mais comuns em solo americano.

A última flor do Lácio

No século 16, o português era língua franca entre ingleses, franceses e espanhóis em portos e regiões da África e da Índia. Era chamado “língua doce” por facilitar a expressão em prosa e verso de talentos como Luís de Camões. O português teve influências celtas, visigodas, suevas e, depois, francesas, árabes, africanas, indianas e indígenas. Uma reforma ortográfica, prevista para 2010, nos oito países que têm o português como idioma oficial, prevê a unificação da escrita.

Pra terminar, a lista dos 10 idiomas mais falados e influentes do planeta:

1. Chinês
2. Inglês
3. Hindustânico
4. Espanhol
5. Russo
6. Árabe
7. Bengali
8. Português
9. Malaio/Polinésio
10. Francês

p.s: desde criança sempre fui “revoltada” pelo fato do Brasil ter sido colonizado pelos portugueses, seria tão melhor se tivesse sido a Espanha, assim, falaríamos espanhol maravilhosmente hoje, e a América Latina seria muito mais “latina”. É, pensava assim já aos 10 anos…

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2 comentários sobre “Consequência inevitável ou imperialismo cultural?

  1. Olá, flor! Muito legal esse “post”. Eu realmente espero que todas essas línguas não desapareçam, porque um idioma é algo muito peculiar e que diz muito sobre a cultura de um povo. Viva as diferenças!
    Beijos =*

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