Estudantes, uni-vos!

Ontem participei de um debate na UFMT sobre esse ENEM ridículo, entrei no debate achando isso e saí tendo a convivção de que isso não é o que eu gostaria de ver na educação do meu país. Lembro-me que quando prestei vestibular para Jornalismo, tanto as provas da UFMT eram bem vistas quanto a própria prova do ENEM era “adorada” por alunos e professores por sua simplicidade, por usar o conteúdo de sala de aula em questões práticas do cotidiano e principalmente, por ser democrática.

E o que foi esse processo de seleção adotado pela UFMT e por outras universidades? Simplesmente, o processo mais antidemocrático e excludentes de todos os tempos, tirando a oportunidade de quem de fato necessita entrar numa faculdade e destruindo sonhos de jovens que por não terem outra alternativa se viram obrigados a ingressar num outro curso, “só porque deu”, gente, fala sério! Isso é educação? Isso é democracia? Isso é respeito? Tem gente que pensa que sim.

Ouvi muitas coisas e me lembrei de várias outras, uma delas é de quanto o movimento estudantil tem sim sua importância, mas que infelizmente, ele ainda não foi capaz de levar essa discussão ao seu devido alcance, digo isso porque no debate havia DOIS ESTUDANTES secundaristas e outros poucos que estavam lá, já são velhos conhecidos universitários, ou seja, cadê os interessados nisso tudo? Ficar em casa chorando e reclamando que é uma injustiça não vai levar a nada. E esse não é o caso só de Cuiabá, não, é pelo país inteiro. Eu ainda acredito que essa decisão ridícula e arbitrária, cheia de más intenções tomada pela reitora Maria Lúcia Cavalli possa ser revertida, não por ela, mas por mobilizações que os estudantes matogrossenses e brasileiros possam e já deveriam estar fazendo.

Saí de lá revoltada com os estudantes, não é irônico isso? Eles, os maiores prejudicados é que me fizeram ter raiva. Raiva da passividade, do “ah! não vai dar em nada”, do comodismo, peraí galera! É o futuro de vocês sendo decidido por pessoas que não estão nem um pouco interessadas no melhor de vocês, se mexam, gritem, quebrem, queimem, saiam de casa, façam alguma coisa, pois eles estão fazendo e não está sendo nem um pouco legal!

Tem horas que me esqueço que estamos na América Latina, que nosso sangue é “quente”, que temos vontade de lutar, sei lá, acho que vivo em outro planeta. Por favor, alguém me leve desse aqui porque é muito chato!

* Obs: esse post vai sem imagem  e com título em referência à Karl Marx porque ele sim acreditava na mudança, na luta e nas pessoas, assim como eu que apesar de algumas decepções deixo sempre uma centelha em alerta vermelho na minha cabeça. Independente da ideologia, a mudança se faz necessário nesse país, urgentemente!

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