O anel e eu

Pensei, pensei, daí pensei novamente: “Quer saber, vou fazer um post sobre o anel de coco, sim!”. Foram dias assustadores que precisam ser compartilhados. Agora, um pouco de contextualização, né? Ok!

Bom, há uns cinco anos eu era uma Bruna um pouco mais revoltada com as pessoas e com o mundo e isso me fazia me isolar mais do que hoje. Tão isolada que adorava andar sozinha pelas ruas da cidade. Eu  e meus pensamentos. Em alguns momentos andava com meu violãozinho nos braços pra sei lá, construir uma cena dramática. Um dia, atravessando aquela praça do centro de Cuiabá, também chamada de “praça dos hippies”, ouvi alguém me chamando. Sem dar muita bola fui ouvir o tal hippie. Cabeludão, algumas tatuagens, sem banho há alguns dias, olhos bem azuis e umas palavras estranhas a meu respeito.

Não me recordo de toda nossa conversa, mas eram coisas muito bonitas. No fim, ele me deu um anel de coco e disse que era um presente. Eu com toda delicadeza que me é peculiar desde sempre, falei: “Isso é presente, moço? Um anelzinho de 1 real? Poooxa, valeu mesmo!”. Ele riu da minha cara e pediu que eu aceitasse. Fiquei um pouco sem graça e levei pra casa. Desde esse dia, há 5 anos, usava o anel todos os dias. É claro que minha vida seguiu seu destino natural, nada se alterou por conta do anel “iluminado”.

Anel de coco, também chamado de "anel de tucum"

Na semana passada perdi o anel e pra minha surpresa me apeguei a algum tipo de superstição, sei lá de onde, mas fiquei desesperada com tantas coisas ruins acontecendo ao mesmo tempo pra mim. Relutei em acreditar que estava daquele jeito, reclamando das merdas da vida por conta do anel perdido. Logo eu, que não costumo acreditar nessas coisas. Logo eu, que quando criança adorava fazer o que não podia só pra mostrar que era besteira: cruzar com um gato preto na sexta-feira 13, comer manga com leite, passar debaixo de escadas, abrir o guarda-chuva dentro de casa, montar em vassouras, e várias outras coisas desse tipo.

Ontem encontrei meu anel, e acreditem que tudo melhorou! É incrível como nos apegamos a coisas tão pequenas, mas desde que ganhei nunca me lembrava das coisas que o hippie disse, bastou eu perder para que suas frases ficassem rondando minha cabeça. Um simples anel tirou e devolveu meu sono (não tão normal, né, já que sofro de insônia). Quem quiser ler uma historinha bonita sobre esse anel, achei essa aqui.

Continuo cética, desde que esteja com meu anel bem lindinho no dedo. 😉

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