Sem sentido

Querer morrer, mesmo que seja de vez em quando, não faz mal. O que faz mal, bem mais do que de vez em quando, é viver. Faz mal ver que seus sonhos se reduziram a realidade. Faz mal saber que o “futuro a Deus pertence” quando não se acredita na existência dele. Faz mal olhar pro passado e ver que o que se queria para o futuro não existirá. Faz mal perceber que as coisas boas da vida vem e vão embora numa fração de segundos, enquanto que as ruins, duram mais do que uma eternidade.

O intervalo de tempo entre o nascer e o morrer deve ter sentido, para algumas pessoas. Tanto um quanto o outro não se escolhe, o destino se encarrega de resolver. Entretanto, esse intervalinho é composto pelas escolhas, derrotas, conquistas, perdas, alegrias, decepções, prazeres, inconveniências, saudades, descobertas…são tantas as coisas que preenchem esse intervalo que é errado dizer que há uma existência vazia. O que há, e mais do que se imagina, é uma existência sem sentido, sem valor, sem porquê. O que você está fazendo nesse intervalo de tempo?

Dá vontade, né?

Eu estou quase no limite. Mais um pouco e chegarei ao outro extremo. Se a vida tem um sentido mesmo, não me falaram ainda. Talvez porque estejamos mudos e surdos. Talvez não saibamos o que dizer nem o que ouvir. Talvez esperemos por respostas que não existam. Talvez não seja tão ruim. Talvez seja bom. Talvez não tenha chegado a vez de ser feliz. Talvez nunca chegue. Talvez um dia a vida se resolva e deixe de ser um eterno talvez nesse curto intervalo de tempo. Talvez você saiba o que fazer enquanto espera a morte chegar. Morte, a única que não nos engana. Um dia ela chega.

pra cortar os pulsos…

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4 comentários sobre “Sem sentido

  1. PAROU, HEIN? Sempre tem algo ou alguém na vida que faz sentido e que nos ajuda a sobreviver. Você seria capaz de viver sem o Paul, os Beatles, The Kooks?

  2. Começando a pensar que essa vida pode até valer alguma coisa…

    ps: pegou pesado, hein, brother, colocar essas 3 lindezas na mesma frase. Não deixa nem eu ter meu momento depressivo e já vem me lembrar das coisas boas dessa vida. Haha.

  3. Oi, Bruna. Entendo exatamente o que você escreveu. Tô nessa vibe também, achando que poucas coisas valem a pena nessa vida. Achei legal a maneira como você se expressou, nem dramatica demais e nem superficial. Às vezes, as pessoas acham que é fingimento estar triste, mas não é. Tristeza faz parte da vida, se é que ela existe…. Gostei da indicação da banda. Não conheço, mas curti a música de “cortar os pulsos”. 😉
    Tomara que nosso momento nublado passe e venha o sol para trazer alguma alegria!

  4. Oi, Bruno. Obrigada pelo comentário. Às vezes bate uma tristeza de viver mesmo, né? O bom de expor isso, mesmo sendo atráves de um blog é que ajuda a passar, pelo menos pra mim é assim. Se você não tem um blog, ache outra forma de “exorcizar” esse momento, faz bem, viu.
    Olha, essa música ficou na minha cabeça uns dois dias seguidos. É muito tensa, mas eu gosto. Ouça as outras deles, são ótimas pra esses momentos mais introspectivos.
    Vamos esperar o sol, sim! 😀

Solte o verbo!

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