Hermanos aí vou eu!

Post comemorativo pela compra das passagens para ver Los Hermanos no Rio em novembro! Aêêêê!! Agora é de verdade!

E as músicas que me farão ter pequenos surtos são:

A Flor – E eu fiz de tudo pra você perceber que era eu…”

Conversa de Botas Batidas – “Esse é só o começo do fim da nossa vida…”

De Onde Vem a Calma – “O mundo todo é hostil…”

Dois Barcos – “E agora o amanhã, cadê?…”

O Vencedor – “Faço o melhor que sou capaz, só pra viver em paz!”

O Velho e o Moço – “E se eu for o primeiro a prever e poder desistir do que for dar errado…”

Primeiro Andar – “vou buscar alguém que eu nem sei quem sou…”

Quem Sabe – “Quem sabe o que é ver quem se quer partir e não ter pra onde ir…”

Sentimental – “Fez dele razão pra se perder no abismo que é pensar e sentir…”

Último Romance – “Pra te acompanhar (aos berros!)…”

Veja Bem, Meu Bem“E eu nunca vou te esquecer amor, mas a solidão deixa o coração neste leva e traz…”

Nos vemos no Rio! Até mais! 😉

Post ao som de: Oasis – Who Feels Love?

Finais felizes: até quando?

​Estamos tão acostumados com “finais felizes” em filmes que quando assistimos a um que não segue esse padrão, ​a história fica grudada na cabeça. Domingo retrasado vi “Os homens são de Marte e é pra lá que eu vou”, maravilhosamente protagonizado pela maravilhosa Mônica Martelli e fiquei tão feliz, mas tão feliz em saber que um filme desses está arrebentando nos cinemas. Daí que ontem, a insônia bateu forte e passeando pelo Youtube cai no link para ver “De pernas para o ar”, com a Ingrid Guimarães. Vi, me decepcionei, aí vi a sequência e terminei de me decepcionar. Vamos às explicações.

Os dois filmes começam com o clássico estereótipo da mulher que por dedicar sua vida ao trabalho, não consegue ser feliz no “amor de novela”. Enquanto a Fernanda, da Mônica Martelli está quase nos 40 anos, sem filhos, marido e cheia de desilusões amorosas, a Alice, da Ingrid, é casada com um cara gente boa, tem um filho, é super bem sucedida na profissão e vai mal na cama. No decorrer da história, a Fernanda tem novas desilusões tentando achar o cara dos seus sonhos, continua mantendo seu emprego, sendo gata e engraçada. Já a Alice tem um orgasmo pela primeira vez na vida, é demitida e o marido pede um tempo.
And?
And?

Tanto um quanto o outro falam dessa mulher de hoje, que ainda está tendo que aprender a lidar com os prós e contras de suas últimas conquistas políticas, sociais e econômicas. Mulheres não ficam mais em casa cuidando da família, elas foram às ruas atrás de um emprego. Mulheres não esperam mais o príncipe encantado de cavalo branco, elas chamam aquele moço interessante para tomar um chopp se tiverem vontade. Mulheres não são mais doces e delicadas como manda o figurino, elas falam palavrão e brigam no trânsito. Mulheres não se calam mais diante de um tapa, elas vão até a delegacia e mesmo com muita vergonha e medo, denunciam seus agressores. Mulheres não são mais feitas SÓ para casar e terem filhos, elas também querem independência e a tranquilidade de viverem sozinhas (não, solitárias). Enfim, tem muita coisa acontecendo por aí e parece que a galera ainda não se acostumou.

Esqueci de falar, mas no filme com a Fernanda, tem o Paulo Gustavo. Só a título de informação mesmo. :)
Esqueci de falar, mas no filme com a Fernanda, tem o Paulo Gustavo. Só a título de informação mesmo. 🙂

Não vou contar o final dos filmes, mas o fato é que a Fernanda termina muito mais feliz ao se tocar que ela não precisa obrigatoriamente encontrar “um certo alguém” para ser uma mulher completa. Fiquei triste com o final da Alice que caiu nessa de “coloque a família e o amor em primeiro lugar e esqueça o emprego que te faz feliz”. Na verdade me deu sono também… Até quando uma mulher bem sucedida profissionalmente tem que ser infeliz nos relacionamentos? Até quando tem que ser feliz nos relacionamentos? Até quando tem que ter um relacionamento? Temos que estar sempre com alguém? É isso mesmo?

Post ao som de: Ludov – Kriptonita