RHCP: Um show que todo mundo deve ir

redhot“Sometimes I feel like I don’t have a partner. Sometimes I feel like my only friend”, disse Anthony Kiedis. Pois é…

Queria estar em uma vibe mais feliz e contente para escrever sobre o show do Red Hot Chili Peppers, mas enfim, se eu não escrever isso hoje, sabe-se se lá quando vou conseguir. Querem uma dica para serem felizes? NÃO TENHAM DOIS EMPREGOS! Aliás, não tenham emprego algum. Bom, isso é tema para outro post em um futuro distante, sabe-se lá quando também.

O fato é que um dos meus pequenos sonhos de adolescente foi realizado na semana passada. Fui a um show do Red Hot enquanto ainda tenho voz suficiente para gritar o mais alto possível quando Anthony Kiedis entrou no palco. Olha, o moço é fo-da, viu. E o show foi muito foda também. Daqueles para se lembrar pelos próximos 10 anos. Sim, porque ainda pretendo ir em outro nesse meio tempo. Aplausos à parte, váááááárias músicas foram deixadas de fora. Ok, não dá para tocar tudo, mas porra, não tocar “Scar Tissue” é uma puta falta de sacanagem, não? Tipo, UM HINO, gente. Não pode!

Lapa
Escadaria Selarón, na Lapa. Mesmo sem filtro do Instagram é linda, viu

Tá, vamos ao show. Antes preciso dizer que cidade maravilhosa é esse tal de Rio de Janeiro, né? Diferente da vez que fui para ver Macca, pude aproveitar um pouco mais. Conheci Santa Teresa e a Lapa, dois lindos bairros que merecem uma visita e muitas fotos. Também fui à Casa da Matriz e meu lado “indie-que-ama-bandas-que-só-2-pessoas-conhecem” pirou. Sério. Que lugar incrível. Nem muito vazio, nem muito cheio e música da melhor qualidade. Aplausos! Fui embora com o dia já amanhecendo e louca para ficar mais um pouco. Muito bom! Espero voltar mais vezes. Ah, também comi o tão famoso bixxxcoito Globo enquanto descansava um pouco sentada nas areias de Copacabana. Triste, não?

Agora sim, vamos ao show! Red Hot era o show principal do dia que ainda teve Detonautas (que eu cheguei quase no final por motivos de: acordar tarde porque chegou da balada amanhecendo + almoço demorado em Copacabana com direito a um sorvetão Itália + trânsito até a Barra da Tijuca), Raimundos e Titãs. Bom, vi muito pouco de Detonautas, o que é uma pena. Porém, o pouco que vi já fiquei feliz. Só faltou mesmo aquele contato mais próximo com o Tico. Hahaha. Fui a um show do Raimundos há pouco tempo aqui em Cuiabá e mais um vez eles mandaram super bem. Sobrevivi àqueles adolescentes todos ao meu redor e a uma rodinha punk que só não me carregou porque, sei lá, deus existe (Oi?). Titãs fizeram um show bem curto, na minha opinião. Privilegiaram os clássicos e Miklos lindão como sempre. Depois deles, rolou Yeah Yeah Yeahs que foi uma ótima oportunidade para eu comprar pipoca, deitar na grama e tirar um leve cochilo. Pois é, a idade chega para todos. Obrigada.

Eis que começo a ouvir gritinhos e quase levo um pisão. Sim. Kiedis e sua galera estavam chegando!! Levantei e fui atrás de um lugar onde eu pudesse ver melhor o show. Achei a fila do bar. Não, não a fila em si, mas aquelas divisórias que eles usam para separar as pessoas, sabe? É, ali sentei e assim fiquei o resto do show. Desci algumas vezes para pular e comprar cerveja. O que achei do show? Melhor só se eu estivesse em cima do palco. Cantei tudo do começo ao fim. Red Hot, sem dúvida, é uma das minhas bandas preferidas e poder vê-los ao vivo cheios de energia foi foda.

Poderia escrever aqui sobre o quanto o Flea e o Chad são excelentes músicos e como o Josh já está adaptado à banda, apesar de em vários momentos eu pensar “hum, se fosse o Frusciante fazendo, seria outra coisa, hein”, mas o post ficaria enorme, né. Enfim, a banda está ótima com essa formação. E o que importa é que Anthony Kiedis continua sendo Anthony Kiedis! TODAS MORRE! ❤

Melhores momentos do show:

– “Can’t Stop” – Primeira música e já uma porrada. E aquela introdução até o Anthony entrar com a calça meio cortada e a blusa rasgada? Achei que o povo ia morrer ali mesmo.

– “Universally Speaking” – Apenas um dos melhores clássicos da banda. Sou louca por essa música e que bom que eles voltaram a tocá-la nos shows.

– “Blood Sugar Sex Magik” – Anthony já sem camisa, luzes vermelhas jogadas na plateia e a mulherada soltando frases relacionadas ao fato de quererem uma noite bem “sex magik” com o moço.

– “Did I let you know” – AMO essa música. Do último CD é uma das preferidas. Não me contive e tive que dançar um pouquinho.

– “Californication/ By the way” – Aproveitando que já estava em pé mesmo, assim fiquei nas últimas da primeira parte do show. O que seria de mim sem ‘Californication’? Não sei. Depois daquela noite, saberei ainda menos. Que música FODA! E ‘By The Way’ é loucura pura. Sem comentários.

– “Give it Away” – Fechando com estilo e muitos pulinhos! \m/

Para quem não pode ir, tem o show completo no Youtube. Não só do Red Hot, como das outras bandas também. Bom, né?

Ps: fiquei até melhorzinha depois de ter escrito tudo isso. Eba! 🙂

I’m Naïve (de novo!)

Um mês e o que falar do show do The Kooks? Sinceramente, não sei. Parece que foi ontem porque ainda fico com os olhos cheios d´agua quando ouço uma música deles como se eu estivesse lá no Via Funchal.

É impossível não comparar este show com o primeiro. Eles estão, sim, diferentes, eu também e as músicas também, mas não adianta, sou fã é isso que tá valendo aqui.  A situação do primeiro show foi completamente diferente dessa. Da outra vez, levei um choque sem tamanho quando anunciaram o show, já que na minha cabeça, só eu, minha irmã e talvez umas 10 pessoas conhecessem a banda. Ideia totalmente modificada quando estava lá entre os outros fãs de Kooks. Fiquei muito, muito, muito feliz com isso. Agora a felicidade foi chegando aos pouquinhos. Acompanhava diariamente, minuto a minuto todos os perfis da banda e de fã-clubes, esperando ansiosamente a notícia. Agi como adulta até esse momento, mas foi só a confirmação sair de verdade que voltei a ser criança, gritei, berrei, chorei, cantei, comemorei muito.

O dia do show. Como fiz várias coisas e fui a vários lugares na cidade, poucos foram os momentos que de fato pensava no show que ia acontecer daqui a pouquinho. Só quando estava chegando próxima a enoooooorme fila para entrar no Via Funchal que me dei conta: SIM, BRUNA, VOCÊ VAI VÊ-LOS DE NOVO!! E quando eu estava bem perto de começar a ficar histérica e nervosa, tive meu choque de realidade: os seguranças da casa começaram a carimbar (isso mesmo) todos os maiores de idade que estavam na fila. O motivo: lá dentro só eles, quer dizer, NÓS, poderíamos tomar bons drink. Poxa, gente, estava quase achando que eu tinha uns 16, 17 anos e vocês me carimbam mostrando para todos que eu já sou uma adultazinha que posso comprar minhas bebidinhas? Aaaah… (Lembrando que no primeiro show isso não aconteceu).

Ok, vamos ao show, certo?
Dez minutos depois do horário marcado (ai, os britânicos) a noite começa de verdade! Nem o fato do Paul Garred não estar na bateria tirou minha alegria (se bem que ele podia ter feito um esforço e ido, hein!). Eles estavam ali e eu também! Eles estavam tocando e cantando as músicas que eu ouço todos os dias há pelo menos uns quatro anos! Chegar a essa conclusão me fez chorar a partir da terceira música, ou seria a segunda? Ou a primeira? Ah, não sei mais.

I know she knows that i'm not fond of asking/ True or false it may be/ She's still out to get me...
I know she knows that i’m not fond of asking/ True or false it may be/ She’s still out to get me…

Analisando artisticamente, o show foi muito mais “show” que o primeiro. Não sei o problema que algumas bandas e alguns fãs têm também em achar que banda boa é aquela que ninguém conhece e que show de banda boa que ninguém conhece tem que ser simples como se estivessem tocando num bar. Não! Show bom é aquele em que banda e plateia cantam juntos e fazem tudo juntos. Se o cantor vai para o lado esquerdo do palco, todos vão. Se o baterista levanta as baquetas e pede aplausos, todos aplaudem. Se jogam uma meia-luz pra dar destaque só no cantor e seu violão, todos ficam quietinhos e ouvem o que ele fala. Em suma, o segundo show do The Kooks no Brasil foi isso: CUMPLICIDADE.

Saí de lá aos prantos e não estava ligando nem um pouco para isso. Poucas coisas me deixam chorar na frente das pessoas, a música é uma delas. Sentei no chão e fui acompanhando as pessoas irem embora, no rosto delas só via alegria, satisfação e em algumas, via lágrimas e os últimos gritinhos também.

Não sei quando será o próximo show deles, mas a menos que o mundo tenha acabado, estarei lá. Com a idade que eu estiver, vou pular, cantar e chorar porque sou FÃ e a gente tem dessas coisas. A gente fica meio boba mesmo, ri e chora sem ter motivo.

Não, não, há um motivo sim: amor. Quando se ama uma banda, quando ela significa tanto para você, quando você a defende de todas as críticas, quando você insiste que todos os seus amigos a ouçam porque “é muito boa, gente!”, quando você baixa cifras e mais cifras para tentar tocar no violão, quando você dá 10 pontinhos para alguém que goste dela também, quando você pensa em mil tatuagens que quer fazer que tenha alguma ligação com ela, enfim, você é um fã também e vai entender se eu contar que estou chorando ao escrever esse post…

Pela segunda vez posso dizer toda feliz: show do The Kooks no Brasil, EU FUUUUI!!

Setlist

Is It Me?
Always Where I Need to Be
Sofa Song
Down to the Market
Rosie
She Moves In Her Own Way
Sway


Runaway
You Don’t Love Me
If Only
Seaside


Tick of Time
Eskimo Kiss
Ooh La
How’d You Like That
Shine On
Do You Wanna


See the Sun
Junk of the Heart
Naïve

Pulseirinha da "Premium" (2009) + Ingresso da "Pista" (2012)
Pulseirinha da “Premium” (2009) + Ingresso da “Pista” (2012)

ps: uma coisa não mudou do primeiro para esse show, a minha capacidade em fotografar ou filmar qualquer coisa, mas, eu tentei. Juro.