Sem título por motivos de criatividade

V-I-D-A

Quantas resoluções de fim de ano você já descumpriu desde 1º de janeiro? Quantos arrependimentos por ter feito ou deixado de fazer algo já lhe atormentaram as noites? Quantas vezes você já se sentiu a maior idiota que o planeta Terra teve o desprazer de conhecer? Quantos ‘não’ já lhe doeram pra caralho e quantos ‘sim’ foram difíceis de ouvir ou soltar? Quantas expectativas não correspondidas, né? Pois é. A vida é cheia delas.

A cada ano que termina vejo como os últimos trezentos e poucos dias foram exatamente o oposto do que eu havia imaginado e até planejado. Sabe o meme “expectativa x realidade”? Ele nada mais é do que um resumo fiel da vida. Esperamos tanto, planejamos tanto, sonhamos tanto…. que nesse meio tempo, sei lá, esquecemos de fazer isso acontecer. Será que é isso mesmo ou que esperamos, planejamos e sonhamos o que nunca teremos só pelo prazer de pensar que teríamos? Parece ser mais legal viver nesta bolha do que abrir os olhos e encarar o espelho, não?

Vou dormir daqui a pouco pensando se é expectativa demais pra sobreviver à realidade nem sempre tão prazerosa ou algo do tipo. Divaguei, divaguei e não cheguei a lugar algum, né? Você aqui esperava o contrário? Desculpe pela frustração. O nome disso é vida.

Post ao som de: Coldplay – Spies

Que venham mais 365!

O mundo não acabou, mas um ciclo ficou para trás. Um ciclo de pouco mais de quatro anos. Muitas histórias, muitas risadas, muitas lágrimas, muitas derrotas, muitas vitórias, muitos livros lidos, outros tantos esperando sua vez na estante, muitos abraços, muitos beijos, muitos palavrões, muitos tapas da vida, muitos socos de raiva no travesseiro, muitas cenas repetidas, muitas coisas deixadas de lado, muitos sonhos realizados, outros frustrados, muito suco, muita cerveja, muitos momentos de “o que é mesmo que eu tô fazendo aqui?”, outros de “por que é que eu não vou até lá?”, muitas palavras que não deveriam, mas foram ditas, muitas outras que eu não queria, mas ouvi. Enfim…

Passei os últimos meses desejando muito me formar, pegar meu diploma e dizer que agora sou jornalista. Pois é, esse dia chegou. Aqui estou eu não mais escrevendo como uma jovem estudante de jornalismo. A responsabilidade aumentou e bate um medo. E AGORA? Sem desculpas de que sou estagiária e por isso posso errar. Sem desculpas de que não fiz alguma coisa porque “a faculdade tá foda, cara”. Sem ter que acordar cedo para não perder a lista de chamada às 7h30. Sem aguentar ônibus lotado ao meio-dia no trajeto faculdade-estágio. Sem as sinucas depois da aula. Sem a rixa com os colegas de outros cursos. Sem as surpresas no cardápio do Restaurante Universitário. Sem os debates políticos. Sem a desculpa de encher a cara porque “a faculdade tá foda, cara”. Sem a vontade de largar tudo e virar hippie. Sem a companhia dos meus amigos. Sem nada disso e louca pelo que vem pela frente.

borboÉ, chega de saudosismo. Passar por uma faculdade é realmente MUITO foda. Por questões óbvias, é um dos períodos de maior amadurecimento que qualquer um possa ter, não só pela idade, mas pelo que somos obrigados a enfrentar. Confesso que nunca fui aquele tipo de criança que falava “vou chamar meu pai” quando tinha algum problema na escola, mas na faculdade é diferente. É você por você mesmo. Não tem pai nem mãe. Tem você. E é você que tem que se virar, que tem que aprender, que erra, se orgulha, se engana, chora sozinho, ri dos outros, ri de si mesmo.

Sendo hoje o primeiro dia do ano, é dia também de renovar as expectativas e torcer muito para que seja o início de uma bela fase. Estou confiante de que será. Se não for, é torcer para acabar logo e recomeçar no ano que vem, né. Não fiz minha lista de 2013, na verdade, nunca faço. Vou tocar a vida como sempre: bagunçada, desorganizada, reclamona e esquecida.

Um bom ano a todos!

Ah, preciso dizer que 2012 foi ainda mais lindo porque pude ver meus amores do Kooks pela segunda vez. Que venha a terceira!! ❤